América do Sul, Viagens

-10 em pleno verão

O terceiro dia de tour foi o mais curto, mas esse foi um dia bem atípico pra gente: de temperatura baixa pra temperatura alta, estando bem próximos de vulcões e atravessando fronteiras. Tudo isso em um único dia.

Acordamos às 4 da manhã para irmos até os Gêiseres (Sol de Mañana – uma região caracterizada por constante atividade vulcânica)  com uma temperatura de -10 graus, foi a temperatura mais baixa que eu já peguei na vida até então. Eu estava sonolenta (foi mais uma noite difícil pra dormir por causa da altitude) e também muito ansiosa para conhecer os Gêiseres, adoro esse fenômeno que me lembra a Islândia!

E por que o passeio começa tão cedo? Simplesmente porque esses Gêiseres ficam em atividade só durante a parte da manhã, mais ou menos até umas 10 horas. Ou melhor dizendo, é o melhor horário pra ter essa experiência com os Gêiseres na Bólivia

Ao sairmos do carro foi como se estivéssemos congelando, confesso que não estava devidamente agasalhada para uma temperatura tão baixa! Eu muito esperta, levei mais roupas de calor… Mas, isso é história pra um post com dicas na hora de fazer a mala.. O Frans nos disse que no inverno essa temperatura chega a -20.

Devido ao frio (leia-se nós congelando batendo os queixos), pouco tempo e pouca iluminação, as fotos não ficaram muito boas..
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Um Gêiser é uma nascente eruptiva (que está constantemente em erupção)  que por causa de uma elevada pressão  lança para o ar um vapor quente e água também. É meio perigoso ficar muito perto de um Gêiser e esse fenômeno é um pouco raro, não se encontra em muitos lugares no mundo.
E por que me lembrou a Islândia? Bom, a palavra Gêiser é derivada da palavra Geysir que é o nome de uma nascente eruptiva na Islândia e que deu origem ao termo, que significa algo como jorrar ( faz todo sentido, não?).

Depois fomos para as Aguas Termales, lá tomamos um desayuno muito bom e também quem quisesse  poderia entrar nas aguas quentinhas. *.*

Nós não tivemos coragem, só colocamos a mão! Os europeus estavam fazendo a festa, claro, muito mais acostumados que a gente a ficar nessa temperatura…. com roupas de banho! O problema não era a água, era entrar ou sair dela.  Lugar maravilhoso assistindo ao nascer do sol.

mochilao-392_mg_5798mochilao-398mochilao-406 mochilao-402_mg_5801Saindo das Aguas Termales  rumo ao Desierto de Dalí.

Desierto de Dalí ( somente uma pequena parada)
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Nosso tour já se aproximava do fim, a última parada agora era na Laguna Verde.

A cor verde da Laguna é por causa de sedimentos de minerais de cobre, como nós chegamos lá muito cedo a cor verde estava fraquinha, mas entre meio dia e duas horas da tarde quando o sol está mais forte a Laguna fica muito mais verde. Altitude de mais ou menos uns 4.400m, a Laguna fica aos pés do vulcão Licancabur.
O Vulcão Licancabur fica localizado na fronteira Bolívia/Chile e é considerado um vulcão semi-ativo, em toda região do Atacama você consegue avista-lo toda hora. Eu me apaixonei por ele, todo imponente e lindo! Queria muito fazer uma escalada nele que chega a quase 6.000m. Fica pra próxima.
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Depois de todos esses lugares maravilhosos, pensei em todas as pessoas que me fizeram as perguntas ‘O que é que você vai fazer na Bolívia? – O que tem pra ver lá?-‘… E eu sempre dizia: quando eu voltar vocês verão as fotos. E elas respondem todas essas perguntas preconceituosas. Que país incrível!

E não poderíamos deixar de tirar foto do nosso grupo!
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Coreanas, peruano, brasileiros e o boliviano.

Começando pelas irmãs coreanas, não falavam espanhol (só inglês e coreano) e sempre tínhamos que traduzir pra elas tudo que o Frans dizia. Elas já estavam viajando por um tempo, já tinham passado pelo Brasil visitando a região do Amazonas e também pelo Peru. Elas seguiram com a gente rumo ao Chile e depois iriam para Argentina e Brasil de novo. Elas eram engraçadas e tinham o mundo inteiro dentro de uma pequena mochila.
Gerardo o peruano da cidade de Lima, arquiteto e viajante. Já tinha feito outras viagens sozinho e depois da Bolívia ele também seguiu com a gente rumo ao Chile, ele queria acompanhar a rota do Dakar até chegar no Peru. Muito simpático, era muito legal ficar conversando com ele.
Paloma e Vinícius a gente se separou aqui, eles voltaram com o Frans pra Uyuni e de lá iriam pegar o trem que iria para Oruro e depois iriam para La Paz, combinamos de tentar se encontrar em Cuzco já que de acordo com o nosso roteiro iriamos todos chegar quase no mesmo dia.
Frans foi o melhor guia de todo nosso mochilão, ele era novo (23 anos) e já trabalhava com turismo há muito tempo, ele conhecia muito bem todo o caminho que a gente fez e era sempre atencioso e cuidava muito bem de todos, chamava a gente de ‘mis chicos’.
Muitas risadas e bons momentos que a gente passou com todo esse pessoal aí, sinto saudades.

O Frans nos levou até a fronteira com o Chile que fica no meio do nada, lá tivemos que pagar uma ‘taxa’ pra sair da Bolívia e também arranjar alguém ali mesmo que levasse a gente para San Pedro de Atacama (Chile). Fomos todos no mesmo ônibus, menos o Gerardo que tivemos que nos separar. Fiquei sem entender até hoje, mas eles não queriam leva-lo porque ele era peruano e pediram pra ele tentar atravessar a fronteira com outra empresa.

Atravessamos a fronteira rumo a outro país, moeda, fuso horário e outros costumes….

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//9 Comments

  1. Larissa Ayumi

    março 21, 2012 at 2:34 am

    Que paisagens MARAVILHOSAS!
    Nunca vi um gêiser, morro de vontade de ver um hahaha!
    Em Campos do Jordão entrar e sair da piscina aquecida já era um sacrifício, imagine nessa temperatura! Se é que do jeito que sou meio doida era capaz de estar ali no meio hahahaha!

  2. fabio hide

    março 21, 2012 at 3:17 am

    Partindo pra uma das melhores cidades da viagem, SPA! 😀

  3. Viviane

    março 22, 2012 at 12:36 am

    NOssa, que lugar incrivel Tais! Realmente gostaria de ver a cara das pessoas ao verem suas fotos, haha Cada uma mais linda que a outra *-*
    Adorei as águas termais, o vulcão e o Gêiser! Fiquei com vontade de conhecer tudo tb, hehe
    Quando fui pros EUA parei no aeroporto do Peru, mas foi sair de um avião e entrar no outro haha
    As pessoas subestimam a América do Sul 🙂

  4. Estefanie Germanotta

    março 22, 2012 at 1:48 am

    Suas fotos são incrivelmente lindas! Dá vontade de entrar nelas e viver o momento.

  5. Maíra

    março 22, 2012 at 8:40 pm

    Fiquei sem fôlego de ver as fotos!
    que fotos lindas! meu deus, tudo tão perfeito, águas termais *-*

    adorei demais, sua camera oO quero uma!adorei, deve ser muito divertido mesmo, e essas pessoas que falaram que não tinha nada pra fazer, devem ter caido a cara de tanta foto linda!

    lindo, lindo! amei!
    boa quinta-feira, beijos :*

  6. Thay

    março 23, 2012 at 5:23 pm

    Que lindas essas fotografias, os lugares! Dá muita vontade de colocar uma mochila nas costas e sair fazendo a mesma coisa! Engraçado que a maior parte do pessoal que conheço pensa em fazer mochilão na Europa e raramente alguém menciona viajar pela América do Sul. Nós temos aqui tantas (ou mais!) belezas que lá!

    E eu ri com a história do inglês de bermuda e chinelos no frio! Se bem que pra ele o frio daqui deve fazer só cócegas, haha.

    Poxa, sacanagem terem deixado o peruano. Coisa mais estranha. =/

    =**

  7. Strokkur – Geysir – Nýr Dagur

    março 15, 2016 at 12:08 am

    […] dizendo, a casa dos gêiseres! Eu estava bem ansiosa, a primeira vez que vi um gêiser foi lá na Bolívia, mas como mencionei nesse post que conto minha primeira experiência com o fenômeno, o meu sonho […]

  8. Valle de la Luna – Em terras chilenas – Nýr Dagur

    setembro 21, 2016 at 11:26 am

    […] muito, ali no ônibus já começamos a tirar todas as blusas. De uma temperatura negativa lá na Bolívia fomos para uma temperatura na casa dos 30 quando chegamos no Chile, por conta dessa mudança […]

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