Irlanda, Pessoal

20 coisas novas na minha vida depois que mudei para Irlanda

Quando eu paro pra pensar na minha vida desde que cheguei aqui, vejo como ela mudou muito! Este ano vai completar 5 anos que estou na Irlanda e em 5 anos muita coisa nova pode acontecer.

Eu amadureci, aprendi coisas novas, adquiri novos hábitos e perdi outros. Comecei a gostar de coisas que não gostava antes, mudar meus pensamentos e entender melhor certas coisas a minha volta. E posso dizer que hoje em dia eu me sinto feliz com o meu eu de agora.

Uma cultura nova, um ambiente diferente, a idade e as experiências que foram acontecendo pelo meu caminho nessa vida irlandesa. Juntando tudo isso, vou listar aqui, 20 coisas novas na minha vida depois que mudei para Irlanda.

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1. Jogar o papel higiênico na privada
A começar por essa clássica!  No início dá um nó na cabeça e é muito estranho para nós brasileiros ter que jogar o papel higiênico na privada. Mas não demorou muito pra eu me acostumar e achar esse hábito maravilhoso (acho que todo mundo ama depois que acostuma). É muito melhor do que deixar o papel no lixo, muito mais higiênico do que o costume brasileiro.

2.  O cabelo
 E sobre minha aparência, antes de vir pra Irlanda eu tinha o cabelo ruivo e um tempinho antes de vir eu parei de pintar. Só que, ainda não tinha decidido ao certo se iria continuar a manter um cabelo ruivo na Irlanda, porque estava com vontade de deixar meu cabelo natural. O tempo passou e cada vez mais tive certeza que tomei a decisão certa. Hoje tenho meu cabelo todinho natural e muito mais saudável do que era antes de eu chegar aqui.

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3. Comecei a gostar de picles
Eu odiava picles com todas as minhas forças, toda vez que tinha picles em alguma coisa que eu ia comer eu tirava, torcia o nariz mesmo. Maaaasss, um belo dia com a família irlandesa que eu morava, estávamos fazendo uns sandwiches para o almoço e eles estavam colocando picles em conserva no meio. Resolvi colocar no meu também, mesmo sabendo que eu odiava. E pronto, não é que eu gostei? Agora se deixar eu como um vidrinho de picles num piscar de olhos.

4. Meus almoços já não são mais os mesmos 
Aqui na Irlanda as pessoas não têm o costume de fazer um almoço como o nosso no Brasil. Eles normalmente comem só um sandwich, sopa, uma salada mais elaborada, coisas ”pequenas” assim. E comida, cooomida mesmo com mais sustância é a janta. Quando eu morava com a família irlandesa fazendo  Au pair, pra mim era muito estranho comer um sandwich de almoço. E quando as crianças estavam de férias e eu fazia um almoço como no Brasil pra gente, eles sempre me perguntavam: ”Taís, por que você tá fazendo a janta?”. Dai eu falava: não é janta, é o almoço. Daí eles respondiam: mas isso é a comida da janta. E assim, mais um choque cultural acontecia. haha
O mesmo pro ”jantar de natal” deles, que mesmo que seja na hora do almoço, eles chamam de janta.

No fim das contas eu acostumei. E hoje no meu dia dia eu também como algo assim pro meu almoço. Um sandwich rápido ou coisa do tipo.

5. Comecei a gostar de Rugby e GAA (Gaelic Athletic Association)
Eu nunca pensei na vida que um dia iria aprender a gostar de assistir Rugby. Aqui na Irlanda é um esporte que eles acompanham e me misturando com o povo aqui, acabei entrando na onda. No começo obviamente ficava bem perdida, mas depois que você entende as regas é divertido. O mesmo vale pro GAA, que são os esportes gaélicos: hurling, comogie e futebol gaélico. Eu já fui até em estádios pra ver todos esses esportes, é uma atmosfera muito legal! E também, muito bom se inserir na cultura irlandesa desse jeito, conhecendo mais dos esportes locais. Aqui na Irlanda mesmo que eles acompanhem o futebol e gostem, a paixão nacional mesmo é pelo GAA.

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6.  Não gosto mais de ficar de sapatos dentro de casa 
Eu sei que em alguns países europeus, as pessoas têm esse costume de não andar dentro de casa com os sapatos. Aqui na Irlanda não é regra (como no Brasil), vai depender muito da casa. Mas viajando por aí e depois que mudei pro meu próprio cafofo, eu simplesmente adquiri esse hábito na minha vida. E vamos combinar que é um hábito muito bom de se ter. Não usar os sapatos que você usa na rua dentro de casa é muito melhor! A casa fica muita mais limpa, não é? E eu também fico mais cofortável usando só meias ou pantufas/chinelinhos pra usar dentro de casa.

7.  Aprendi a cortar meu próprio cabelo 
Ir em salão aqui é caro, eu pelo menos acho. Ainda mais se é pra ir só cortar as pontinhas do cabelo, nada de fazer um corte super radical ou coisa do tipo. Minha solução pra não ficar gastando dinheiro com isso foi aprender a cortar meu próprio cabelo. Assisti tutoriais no youtube, comprei uma tesoura legal e pronto, resolvi meu problema.  E como meu cabelo é longo e todo bagunçadão, fica fácil de cortar. Não ligo se ficar um pouco torto, faz parte do corte, eu diria haha.

8. O sotaque britânico inglês não é mais o meu favorito
Antes de vir pra Irlanda eu tinha aquele amor todo por sotaque inglês. Não que eu não goste agora, mas com certeza o sotaque irlandês pra mim hoje em dia é o meu favorito, juntamente com o sotaque escocês também.

9. Como feijão com torrada de pão de forma 
Eu torci o nariz  quando vi que esse povo come feijão (doce) no café da manhã. Nas primeiras vezes eu não achei ruim, mas também não achei maravilhoso. E não demorou muito tempo pra eu adorar e adquirir esse hábito. O café da manhã irlandês é bem gostoso, é pesado sim, mas você não vai comer isso sete horas da manhã. O café da manhã irlandês é para os finais de semana que você acorda mais tarde.  Como o feijão com a torrada de pão de forma, potato waffles, cogumelos (o vegetariano pelo menos hehe).. etc. Yummy yummy, tão bom!

10. Comecei a fazer mais trilhas (e até já fiz Rock Climbing!) 
Já tinha feito trilhas antes de vir pra Irlanda, mas não com frequência.  E aqui, pude fazer mais e mais trilhas e como é maravilhoso. Só fui ficando mais viciada em fazer esse tipo de atividade, é muito gratificante. Amo demais! E outra coisa que a Irlanda me proporcionou, foi descobrir uma paixão por rock climbing (bouldering). Fiz algumas aulas, frequentava um espaço pra fazer escaladas indoors e apesar de ficar toda dolorida, era uma coisa que eu gostava muito de fazer. Faz um tempo agora que não vou mais, mas preciso largar de preguiça e voltar a escalar!

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11. Me ~oficializei~ feminista
A gente cresce numa sociedade patriarcal e machista. Pessoas me dizendo que eu não podia fazer isso ou aquilo. Que tinha que me comportar desse jeito ou de outro. E tudo isso por eu ser mulher. Porque mulher não fala palavrão, mulher tem que ser delicada, mulher tem que se dar o respeito, mulher tem que cuidar do marido e aquele blablabla todo que a gente conhece. E você vai seguindo a onda, só que isso incomoda e uma hora ou outra a ficha cai. Sim, eu sou feminista!  E como sinto orgulho em admitir isso pra mim e pro mundo.

A Irlanda não é perfeita e claro que tem muito machismo por aqui também, mas menos do que no Brasil. E quando eu voltei pro Brasil pela primeira (e única) vez depois que mudei pra cá, tomei aquele soco da realidade. E pude ver claramente como as pessoas a minha volta, pessoas tão próximas, são tão machistas que dá até nausea. É triste de ver, mas seguimos na luta pra desconstruir esse tanto de coisa que tá errada!

12. Não me surpreendo mais com as crianças que não tomam banho 
Pois é, as crianças aqui pra essas bandas não tomam banho todo dia. Tem família que vai dar banho nas crias uma vez na semana ou a cada quinze dias (ou sei lá, cada uma tem uma rotina diferente). No começo eu fiquei morta feat enterrada com essas informações, mas hoje em dia eu já não fico mais chocada. Não adotaria esse hábito pra mim se eu tiver uma cria minha, só pra esclarecer. haha Mas é, culturas diferentes, climas diferentes, hábitos diferentes!

13. Comecei a desenvolver uma leve intolerância a lactose 
Depois que eu me mudei pra cá, eu perdi o costume de beber leite de vaca. Passei a consumir muuuuito mais leites vegetais, principalmete em casa. Quando saia e comprava chocolate quente eu tomava com leite de vaca mesmo, mas a frequência foi diminuindo bastante. Até que no final do ano passado comecei a notar que, as poucas vezes que eu bebia leite de vaca, eu passava mal. Isso não acontece com produtos que contenha lactose (acredito por te uma dose menor), mas o leite diretamente já não me faz bem. Uma vez comi doce de leite e também me deixou mal.

14. Ouvir música tradicional irlandesa em qualquer canto do mundo vai significar: minha casa
Não tem jeito, a música me move, a música me emociona e a música me faz me conectar mais ainda com as coisas. A Irlanda é um amor muito grande na minha vida e vai ser sempre minha casa. E ouvir música tradicional irlandesa sempre me deixa muito emocionada.

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15. Digo sorry pra tudo 
Irlandês fala sorry pra tudo, se eles querem pedir licença, se eles esbarram em você ou até se você esbarra neles. E quando você menos espera você também tá do mesmo jeito, falando sorry até se pisar na própria sombra! haha

16. Dou mais valor pra frutas, verduras e legumes frescos 
A qualidade dessas coisas por aqui não é lá essas coisas, a Irlanda importa muita coisa, seja da Espanha, América Central e até do Brasil. E sinto falta das nossas frutas, verduras e legumes frescos e com mais sabores. Coisa que eu não dava muito valor e que só percebi depois de um tempinho aqui.

17. Pago tudo à vista 
No Brasil é muito comum pagar as coisas parceladas. Só que por aqui não. Pra ser sincera, não lembro de ver coisas com opções parceladas ou pessoas que fazem isso aqui na Irlanda. Você tem um cartão de débito e pronto. Compra as coisas se você realmente tem o dinheiro e acho isso ótimo. Junto meu dinheiro, compro as coisas e sei que não ficou dívidas pra trás.

18. Aprendi a valorizar um dia de sol 
A pessoa que é a louca da Islândia e dos Nórdicos e dos Árticos, que gosta de frio e gelo, que sempre odiou o verão. Essa mesma pessoa aprendeu a valorizar um dia gostoso de sol. Depois de um período de inverno, que os dias são mais curtos, que o céu é mais nublado e tals. É legal ter um dia de sol que você sai sem blusa e sente um quentinho na pele. Tive problemas de ficar muito pra baixo e sem energia em um dos invernos, to tomando Vitamina D agora (e melhorou bastante!). Não amo o verão, mas o verão irlandês é tão bom, quente na medida certa e tão bom de passar mais tempo ao ar livre, aproveitando as longas horas de claridade.

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19. Falar sobre o clima realmente virou um assunto 
Irlandês adora falar sobre o tempo, é o assunto favorito pra começar aquela small talk com alguém. Pra quebrar o gelo, sabe? E não é uma vez ou outra, é sempre! Comigo a mesma coisa, agora percebo que tô sempre conversando com as pessoas sobre as condições climáticas, socorro!
Esses dias mesmo tava conversando com uma irlandesa e falando como era interessante observar certos fenômenos. Como por exemplo, quando estamos no meio do inverno e, do nada, a temperatura sobe pra sei lá, 13 graus. E isso normalmente acontece quando tem uma tempestade vindo do Atlântico e que deixa a ilha ”mais quente”. E aí ela ficou com uma cara super de surpresa ‘nossa, faz sentido mesmo, nunca tinha reparado nisso’. E assim ficamos um bom tempo papeando sobre esse assunto. Haha

20. Eu já não pertenço 100% a só um lugar  e o sentimento de estar em casa mudou 
Eu acredito que o significado de casa não é um lugar físico propriamente dito. Dentro de mim eu tenho várias casas, vários lugares que eu sou muito conectada e que me sinto de certa forma mais completa. E é uma verdadeira bagunça de sentimentos quando paro pra pensar nisso. Por mais que eu more não sei quantos anos aqui na Irlanda, eu vou ser sempre uma imigrante. No Brasil, eu nasci lá, mas lá não é o lugar que eu me conecto tão profundamente. E depois de passar todo esse tempo fora, me sinto também como um peixinho fora d’água no meu próprio país. Apesar de que, obviamente vai rolar aquela conexão das suas raízes. É tudo muito doido! E já me conformei que é assim mesmo, eu vou sempre me sentir de todo lugar e de lugar nenhum.

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Alguém mais se identifica? 🙂
Claro que tem mais um monte de coisas novas, quem sabe eu não faça uma segunda parte deste post.

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//19 Comments

  1. clara rocha

    fevereiro 13, 2018 at 12:50 am

    Eu entendo quando você diz que não pertence a um lugar 100%. Não que eu tenha experiência de morar fora, infelizmente ainda não tive essa oportunidade de conhecer um outro país. Mas dentro do meu próprio país eu pude viver um pouco dessa experiência, ao ter morado em alguns estados diferentes. Trago comigo essas influências e sinto falta delas quando estou em outro lugar e ao mesmo tempo sei que sou fruto de tudo isso, junto e misturado! Louco né? Bem complicado tentar explicar essa história, vão pensar que eu sou doidinha. HAHAHA
    Cara eu IA ACHAR MT ESTRANHO não jogar papel no lixo. HAHAH mas também acho que me acostumaria logo, porque tenho que confessar que não deve ter aquele cheirinho ruim ne 🙁 E PELO AMOR O_O quinze dias sem dar banho nas crianças ? HAHAHAHAHA ok, fiquei assustada mas vou entender que é uma outra cultura e que eles realmente não devem precisar tomar tanto banho assim.
    Gente não consigo imaginar o sotaque irlandes, mas com certeza o britânico é lindo. Mas confio no seu bom gosto. ♥ HAHAHA acho que se eu fosse pra coreia ia me sentir um pouco como você com relação a cortar o próprio cabelo e deixá-lo todo na cor natural. Parece ser bem mais simples assim e seu cabelo é lindo de morrer. Eu super já corto meu cabelo sozinha no brasil, imagina em outro país HAHAHAHA mas é engraçado, todo mundo que vai pra fora, fala que cortar o cabelo em outro país é caro. Vai entender né!?
    Apreciar os dias de sol quando a maior parte do clima é de frio : ♥ eu entendo.

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:16 pm

      Clara, super entendo você se sentir assim dentro do Brasil mesmo, tendo morado em diferentes estados. Acho que o sentimento é o mesmo, de estar sempre dividida entre lugares e não pertencer 100% a um só! ♥

  2. Carol Justo

    fevereiro 13, 2018 at 3:34 am

    Eu adorei esse post!!! Eu acho que eu não pertenço ao Brasil e estou louca para ir embora. Fiquei muito curiosa sobre o feijão doce no café da manhã, como funciona isso?
    É tão legal conhecer culturas diferentes? Queria poder morar um ano em cada pais, pelo menos e viver os costumes deles…

    Carol Justo | pink is not rose

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:20 pm

      Olá Carol!
      Esse feijão vem em latinha, com molho de tomate e ele tem um leve gosto adocicado (depende da marca que você compra pode ser mais doce ou menos doce). Ainda preciso fazer um post aqui sobre esse café da manhã irlandês haha
      🙂

  3. Ana Jähne

    fevereiro 13, 2018 at 11:38 am

    adorei a lista e mesmo näo estando na irlanda, me identifico com vários pontos dela.
    admiro muito o teu desprendimento com as crioncinhas que näo tomam banho. preciso de mais que uma vida pra isso.
    p.s.: vou roubar a idéia prum post lá no anaarquia tb 😉

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:21 pm

      Pode roubar sim, vou adorar ver sua lista também!

  4. Thayse

    fevereiro 13, 2018 at 12:02 pm

    AHHH! Sua linda, que amorzinho esse post, deu vontade de te abraçar. Eu não ligo SUPER pra almoço, mas sinto falta de comer algo mais ajeitadinho que sanduíche as vezes, mas não sempre… não ligo pra comida muito tradicional e “arroz e feijão” (aliás eu gosto muito de comer o feijão tipo kidney em lata que tem no lidl, e aaah amo no irish breakfast com tomates e cogumelos, nhaaam!). Eu falava sorry pra tudo aí na Irlanda também, a gente pega de um jeito essa mania, né? E eu adoro sotaque escocês, acho muito engraçadinho de ouvir, parece uma dança com as palavras. Também corto meu cabelo sozinha, também desenvolvi intolerância a lactose e também pago tudo a vista de uns tempos pra cá, me identifiquei bastante contigo.


    Beijos

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:31 pm

      Ahh que legal saber que vc temos varios desses pontos em comum! <3
      E esse feijão tipo kidney comecei a comer com mais frequencia agora e tb adoro!
      Beijos!

  5. Claudia Hi

    fevereiro 14, 2018 at 11:29 am

    Lá em Orlando também se fala sorry pra tudo! É a primeira palavra que a gente aprende haha O problema é a volta. A gente continua falando sorry aqui no Brasil rs

    Não sabia essa do banho nem do almoço! Feijão eu já comi doce, mas aquele japonês, que vai no mochi. Eu adoro!

    Ai eu gosto tanto dos seus depoimentos Taís. Sempre que leio uma postagem sua fico com vontade de abandonar tudo e viajar por esse mundão. Quem sabe um dia né!

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:42 pm

      Esse daqui é diferente do feijão do mochi, esse vem numa enlatado com molho de tomate que tem um gosto meio adocicado.
      E ahh, fico tão feliz que meus posts te tragam esse sentimento. E com certeza um dia tu vai sim e espero que seja em breve! <3

  6. Amanda

    fevereiro 14, 2018 at 11:47 am

    Que profundo tudo isso.. Esse lance de sair de casa, conhecer uma nova cultura de fato nos muda por completo. Esse costume número 1 eu comecei a adotar por aqui também e é sensacional hahaha. Sobre o feminismo, eu imagino o choque depois de voltar, mas o bom é que agr você consegue perceber melhor tudo isso, é fundamental a gente estar consciente pra poder mudar. E sobre as comidas, é tudo tão surreal né? hahaha eu fico pensando como demoraria pra me acostumar. Seus posts sempre me dão aquele ânimo e coragem que preciso pra viajar.
    beijos.

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:51 pm

      Oi Amanda! Que otimo saber que meus posts de animam de algum jeito.. Espero que isso tenha resultado e que você vá viajar mesmo <3
      beijos!

  7. Wanila Goularte

    fevereiro 15, 2018 at 10:27 pm

    Liesse post tem alguns dias e não deu pra comentar na hora, mas amei TANTO! Eu sempre me perguntei como você tinha ido pra Irlanda, não sabia que tinha sido pelo programa de au pair. Gostei muito de saber um pouco mais de você <3

    1. Taís

      fevereiro 15, 2018 at 11:57 pm

      Oi Wan! Eu fiz Au pair aqui nos meus primeiros anos de Irlanda, mas não foi pelo programa Au pair que eu vim pra cá não. Na verdade não existe um programa oficial desses aqui na Irlanda. Eu vim como estudante de línguas mesmo 🙂

  8. Ana

    fevereiro 16, 2018 at 9:29 am

    Já tinho lido antes, mas como te disse, não consigo deixar comentários no teu blog pelo celular. Sabe que o primeiro ponto me causa problemas sempre que vou ao Brasil? Estou tão acostumada a jogar o papel no sanitário que sempre faço no Brasil e acabo causando problemas em casa hahaha. Hoje também aprecio muuuito um dia de sol. Principalmente neste inverno que só chove, nada de neve. Ando sonhando com a primavera e dias de sol pra sair de casa com o pequeno andarilho. Uma inspiração esse post! Queria ter um tempinho pra fazer algo parecido!

  9. Gabi

    fevereiro 18, 2018 at 5:15 pm

    Adorei o texto, Taís! Definitivamente, jogar pape higiênico na privada é muito melhor. Eu desenvolvi um nojinho de lixo do banheiro hahaha… Tem muita coisa legal na sua lista, achei o máximo que você aprendeu a cortar o próprio cabelo. E acho que deve ter tanta coisa mais que você talvez nem perceba, ou que sejam íntimas pra dividir aqui.. realmente, nessa fase da vida, uma mudança de país, tem um impacto sobre nós que a gente nem sonha quando fazemos as malas.
    Adorei! Beijão

  10. Laura Nolasco

    fevereiro 28, 2018 at 6:42 am

    Que lindeza de post!
    Engraçado você falar do sapato em casa: aqui desde que me entendo por gente temos uma cadeira perto da porta pra tirar o sapato e deixar do lado… Nunca ficamos de sapato dentro de casa.
    Adorei saber um pouquinho mais dos costumes daí e da sua experiência e mudanças <3
    Beijos!

  11. Fran

    março 7, 2018 at 12:56 pm

    que post lindo!
    tão bom ver o quanto a gente mudou ao longo do tempo… acho que ser cidadão do mundo é isso, saber que qualquer lugar pode ser a sua casa.

    e, mano, 15 dias sem banho nas crianças???? minha mãe se ouve isso tem um treco HAHAHA

  12. Nick

    maio 5, 2018 at 6:58 pm

    Ai, que post maravilhoso! Gosto de ler sobre essas diferenças, choques de cultura…
    Essa do papel na privada, como pode? Sério, fiquei pensando muito nisso, rs.
    E não sei se me acostumaria a ficar sem almoçar COMIDA e quase não banhar meu filho, ahuahuahua. Quanta diferença! Mas acho o máximo ter essa oportunidade de conhecer outros estilos de vida, rotinas, tradições e culturas. Amo suas postagens! <3
    Não sei se já comentou por aqui, mas tenho uma curiosidade há um tempão, haha.
    Sei que você, assim como eu, ama a Islândia. Maaaaas, qual a razão de morar na Irlanda e não na Islândia? O que fez você permanecer por todo esse tempo aí?
    São essas as curiosidades, rs. E como (eu) acabei perdendo teus posts antigos, por ter ficado afastada da blogosfera, não sei se já comentou algo sobre.
    Beijos.

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