As “minhas” raposas

Você que me acompanha lá no instagram já deve estar bem familiarizado com esse assunto. Lá pra 2014 fiz dois posts aqui no blog sobre raposas: raposa urbana e raposa do Ártico… e eu nunca poderia imaginar que um dia iria “conviver” com esses animais. Que loucura!

Aqui em Dublin é comum ver raposas urbanas pelas ruas, já tinha encontrado uma ou outra por aí. Mas aí, em agosto de 2018, percebemos que tinha uma raposa vindo no nosso jardim. Ela sempre corria quando notava que estávamos na cozinha ou ouvia algum barulho. Não demos muita bola, porque achamos que seria algo temporário e logo ela não iria aparecer mais. Todos os nossos vizinhos têm cachorros e achamos que ela acabou no nosso achando que tava ”vazio” e sei lá, ela ficaria com medo de vir sempre por causa de nós humanos.

Aconteceu que para nossa surpresa, ela começou a vir mais e mais. Todo dia essa raposa estava aqui, tomando um solzinho e tirando um cochilo na grama. Nem precisa dizer a minha felicidade, né? Sou apaixonada por animais, louca por raposas e fiquei encantada de poder ver uma assim tão pertinho de mim. No começo quando percebíamos que ela estava no jardim, tentávamos não fazer tanto barulho e ficávamos observando ela pelo vidro.

Aos poucos percebi que ela já não aparentava ficar tão assustada com a nossa presença na cozinha. Assim, comecei a fazer ”contato”. Eu abria a porta e ía lá pra fora na parte do deck, no começo ela corria quando eu fazia isso, mas depois não. Foi incrível esse processo de confiança entre a gente, a ela aceitar eu estar lá fora com ela.

Comecei a pesquisar mais ainda sobre raposas, seus comportamentos, o que elas comiam. etc etc. Raposas são um dos animais mais adaptáveis do reino animal, elas comem praticamente de tudo e se adaptam em várias situações e climas. Cada vez que eu aprendia mais, ficava mais fascinada.

Eu estava relutante com essa ideia de alimentá-la. Eu fiquei com medo de acabar estragando alguma coisa na rotina dela e estar mais atrapalhando do que ajudando. Li bastante, vi o que seria interessante eu dar pra ela e tomei a decisão de alimentá-la, mas somente uma ou duas vezes na semana. Ela começou a vir aqui não pela comida, mas pela tranquilidade de ter o jardim só pra ela e também achar bichinhos na terra pra comer.

Por mais que eu estivesse feliz e empolgada de ter essa raposa aqui, eu também tinha que saber qual era o meu lugar nessa história e ter responsabilidade. Se eu a alimentasse com frequencia, ela começaria a ficar dependente de mim, ela saberia que aqui teria uma comida fácil. Isso é ruim por vários motivos, eu não vou estar pra sempre aqui e ela não pode ficar dependente de mim. Raposas são caçadoras, não são animais domésticos e ela tem que seguir com sua natureza.

E assim foi, cada vez ela ficava mais acostumada e aos poucos foi deixando eu me aproximar. Eu já ficava na grama com ela, mas ela nunca baixava totalmente a guarda. Qualquer movimento diferente ou mais brusco que eu fizesse ela já ficava pronta pra correr.

Não sabia se era macho ou fêma, mas coloquei o nome de Aurora por causa da lenda com a Aurora Boreal (falei sobre isso no post da raposa do Ártico). Eu me apeguei demais a ela, um dia que ela não aparecia por aqui eu já ficava com saudade. Aurora se tornou uma queridinha lá no meu instagram, todo mundo querendo saber dela, algumas pessoas me mandavam msg que ficavam com saudade também se eu não postava algo.

Nunca vou esquecer de um dia que a Aurora me reconheceu na rua à noite. Nosso contato era sempre no jardim, mas acontecia também de encontrar ela na rua de casa. Eu sabia que era ela pelo rabo mais cheio e também porque quando eu falava com ela, ela parava e ficava me olhando. Qualquer outra raposa corria, mas Aurora não. Nunca vou saber de fato se era porque ela me reconhecia, ou era por outro motivo.

Ela deixou eu até fazer uma sessão de fotos dela, posou e tudo mais. Overdose de fofura, já vou logo avisando. Que animal lindo demais, como não amar?

Um dia apareceu outra raposa junto com a Aurora, um pouquinho menor que ela. Essa era super assustada e nunca rolou uma ”conexão mais profunda” haha.. mas não durou muito. Aurora frequentou nosso jardim quase que diariamente de agosto até mais ou menos final de novembro, começo de dezembro de 2018. Depois ela sumiu.

Fiquei tão preocupada, não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que um dia ela não iria mais aparecer aqui. Só que, não estava pronta pra essa despedida. Aurora me lembrava constantemente da frase ”love her, but leave her wild”. Sobre como nós humanos queremos ter controle dos animais, como só pensamos no nosso ego. Abusando, usando de entretenimento, só visando um lado. O ser humano é decepcionante demais.

Janeiro é a época de acasalamento e também quando as raposas estão mais vocais. Dá pra ouvir elas gritando muito durante a noite. Foram uns meses sem sinal de raposa no quintal, mas entre janeiro-fevereiro só as ouvia.

O tempo passava e eu sempre na expectativa da Aurora aparecer de novo. O triste era pensar que ela poderia ter sido atropelada, machucada, enfim. Raposas são consideradas pragas por essas bandas, muita gente não gosta, elas reviram lixo e fazem a maior bagunça nos jardins alheios. Tem gente que quer se livrar mesmo delas. Eu ficava com o coração apertado da Aurora ter cruzado o caminho com alguém ruim que poderia machucá-la.

Quando foi lá pra março/abril, outra raposa começou a aparecer aqui, mas não com frequência. Nada da Aurora… até que no dia 2 de maio de 2019 apareceu essa outra raposa com um filhotinho aqui. ISSO MESMO UM FILHOTINHO DE RAPOSA!!

Eu surtei demais, eu tremia de emoção, sério. O filhote era tão pequenino, a coisa mais fofa do mundo. Comecei a pesquisar tudo sobre eles também. Como disse, a época do acasalamento é lá pra janeiro e aí os filhotinhos nascem entre março e abril. As fêmeas ficam com as raposinhas na toca, elas nascem sem enxergar e daí o macho que sai pra caçar comida.

Por volta de 4-5 semanas de vida os filhotes começam a sair aos poucos da toca e explorar os seus arredores com a mãe. Com certeza foi um dos momentos mais preciosos que pude presenciar na minha vida. Que presente a natureza estava me dando!

Os filhotes nascem com o pelo meio acizentado e conforme vai passando as semanas eles vão ficando mais laranjinha. Foi incrível poder acompanhar o crescimento deles – e sim, no final das contas apareceu mais de um, eram TRÊS filhotinhos de raposas no meu jardim ♥♥♥♥

Nas primeiras semanas foi difícil fazer uns registros fotográficos melhores, mas fiz vários vídeos no instagram na época hehe sorry not sorry. Eles eram bem assustados e sempre corriam, a mãe também. E na maioria das vezes eles apareciam aqui sozinhos sem ela. Os filhotes adoravam ficar correndo pelo jardim, brincavam que só. Conforme vai passando as semanas, as raposinhas ficam mais e mais independentes, mas sempre ficam perto da toca. Depois de um tempinho, eu até ”brincava” de esconde-esconde com elas kkkk, elas ficavam escondidas atrás da shed, eu me escondia também, aí elas achavam que eu não tava mais no jardim.. vinham quietinhas verificar, aí eu aparecia de novo e elas corriam. Ficávamos nesse loop. haha

E aí um fato muito curioso aconteceu nessas primeiras semanas: eu encontrei a Aurora na rua. Como disse antes, sabia que era ela, porque ela sentava e me ouvia (haha eu juro). E aconteceu outra vez de eu encontrar ela no jardim, só que muuuito escondida, quase tentando se camuflar (minha teoria era que estava se escondendo dos filhotes kkk). E aí eu cheguei a seguinte conclusão: Aurora era macho e era o pai daquelas raposinhas.

Segue minha teoria: raposas são territoriais e pelas minhas pesquisas, os machos lutam por esses territórios e ali ficam. Um macho não vai pra outro território que não é dele (a não ser que o macho dali tenha morrido). Ou seja, essas raposas que apareciam aqui, eram sempre as mesmas porque essa área era o território delas. E pelo que eu entendi também, é um macho por território, mas ne, posso estar enganada, não sou nenhuma total expert….E seguindo a lógica de que nessa época as fêmeas ficam na toca por causa dos filhotes, ver a Aurora zanzando na rua sozinha, só pode significar que ela é macho. E se ela é o macho desse território, essas raposinhas só podem ser suas crias também. Faz sentido a minha teoria pra vocês também? haha

No fim das contas, a Aurora que na verdade é um Auroro, vai ser sempre Aurora pra mim. Eu acredito que ela tenha deixado de vir aqui no jardim, pra deixar os filhotes tomarem conta. Outra coisa interessante que li sobre raposas é que elas sempre têm os mesmo parceiros.

Eu não consigo nem descrever a felicidade de poder acompanhar essa família ♥

Eu não dei nome pros filhotes e nem a mãe. Os filhotes eram iguais demais pra diferenciar um do outro. Eram três, mas depois de um tempo só dois vinham aqui. Entre esses dois eu sabia diferenciar um pouco pelo comportamento e por causa de uma manchinha atrás da orelha que um tinha e o outro não. O que tinha essa manchinha era o mais friendly e que deixava eu ficar na parte da grama também, a raposinha mais valente e se aproximava bem pertinho de mim.

Fui criando uma conexão maior com essa. Eu saia, sentava na escada e essa raposinha deitava na minha frente, com a cabecinha meio baixa, num comportamento meio de submissão. E eu tinha lido mesmo que as raposas tem todo um sistema hierárquico entre elas. E que uma apresenta submissão a outra que ela enxerga como superior à ela. Buguei demais quando vi, mas achei muito interessante. Pra mim era incrível demais poder acompanhar e ver esses detalhes no comportamento.

Ficava ali nas escadas conversando com ela enquanto ela ficava deitadinha. Que surreal, eu me emociono só de lembrar. Compartilhavamos umas blueberries, ela adorava.. e assim, coloquei o nome dessa raposinha de Blueberry

Mais uma vez eu me apegando a um serzinho livre e que um dia eu não teria mais contato, guenta coração! Blueberry era a coisa mais fofinha e curiosa. Ela chegava a adentrar um pouco a cozinha quando a porta ficava aberta. Era muuuuuuuito fofo, mas eu não podia deixar. Sempre que ela fazia isso eu tinha que ir aos poucos espantando. Da mesma forma que eu não cruzava essa barreira no nosso relacionamento, eu não podia deixar ela fazer o mesmo. Ela tinha que saber que ali ela não podia entrar, era o limite.

Muita gente me pergunta no instagram se eu passava a mão nelas e a resposta é simples: não, não, nunquinha (não façam isso pela amooooor). Mesmo que umas se acostumem com você, como era o caso da Aurora e depois a Blueberry que chegava perto até demais de mim, eu não passava a mão de jeito nenhum. Nunca passaria, mesmo se ela me desse liberdade. Pela minha segurança e pela dela. Ela poderia me morder porque talvez se sentiria ameaçada com o movimento? Sim, poderia. Lembrando de novo, raposas NÃO são animais domésticos. Essas raposas urbanas ficam na rua e infelizmente pegam doenças como a sarna.

Outro fato é que ela não pode deixar um humano se aproximar dela. É super perigoso, o ser humano é o seu pior inimigo. Ela tem que ficar desconfiada sim, não é todo mundo que vai tratá-las bem. Eu sei que são fofinhas, dá vontade de dar uns abraços, mas eu deixando ela achar que todo ser humano seria igual a eu, eu estaria colocando ela em perigo. Por isso não deixava ela passar desse limite, por isso não tocaria numa raposa.

Fiquei preocupada diversas vezes já achando que o que eu tava fazendo era perigoso pra ela. Sempre respeitei muito essa relação e não queria deixar o meu lado falar mais alto. Eu queria estar perto, mas sempre precisava ter essa conciência de que elas tinham que ter um certo medo de mim sim.

”Minha” preciosa Bluberry ♥

Os filhotes pouco a pouco foram deixando de vir aqui. A Bluberry foi a que ficou até o final do verão. Nessa época elas já são consideradas adultas e começam a explorar territórios mais longes da toca. As mães acho que meados de junho já não estão mais presentes e visitam as raposinhas com menos frequência. No começo do outono a família meio que se separa mesmo, parece que algumas fêmeas as vezes ficam e ajudam na próxima ninhada quando vem a primavera de novo.

Aprendi muito lendo e observando o comportamento delas. Sempre achei tão sensacional e me apaixonei ainda mais por raposas. Uma coisa curiosa que observei em todas elas, era que quando eu colocava alguma comida e elas não viam eu fazendo isso (elas não estavam aqui ou estavam escondidinhas esperando eu sair), elas sempre cheiravam tudo em volta daquela comida primeiro antes de comer. Tão inteligentes!

Blueberry também já não vem mais aqui. Ficamos vários meses sem ver raposas. Eu fiquei muito na expectativa de ter filhotes de novo por aqui na primavera agora de 2020, mas não aconteceu. Agora tem uma raposa que aparece aqui, não é sempre, pelo menos uma vez na semana. Ainda estamos na fase de ”apresentação”.

Tinha o lado fofo, o lado bom, o lado de se sentir tão privilegiada com esse presente da natureza, de poder observar essas raposas dessa maneira. Mas, tem o seu lado ruim também que não vai pro instagram (pra poupar as pessoas mesmos de cenas fortes haha). As raposas sempre trazem coisas de outros jardins (e do lixo) aqui, bolas, brinquedos variados, papel higienico, vaso de planta e até um pedaço de pizza também já aconteceu. Até aí ”tudo bem”, né? So que, raposas, caçadoras, elas comem outros animais menores… ou seja, cada semana é um corpo de um animal que elas deixam aqui também. Normalmente é rato, elas trazem pra enterrar também. Mas acontece de deixarem na grama. Já teve outros animais,como passarinhos e acredito que esquilos talvez? Tem uns que ficam num estado muito difícil de identificar.

Eu desisti de fazer veterinária por não ter estômago, como dizem, mas aí a vida me dá raposas que trazem esses ”presentes” aí pra eu lidar. A ironia! O pior de tudo mesmo, que me deixou MUITO abalada, algo que eu sempre tive muito medo de acontecer, mas que né, aconteceu… foi que apareceu uma raposinha morta aqui. Pois é 🙁
Mas da pior maneira possível acho (não vou dar detalhes), mas basicamente essa raposa que está vindo agora, achou uma parte de uma raposa morta e trouxe pra cá. De cara já sabiamos que se tratava de uma raposa, não adulta, era pequena ainda. Enfim, a parte boa com certeza pesa muito mais positivamente na balança, mas haja estômago pros cadáveres que aparecem aqui! haha

~~ ♥ ~~

São quase 2 anos nessa convivência com raposas, mas não vai ser pra sempre. Porem, quis eternizar esses momentos especiais com elas e essa experiência que eu vou carregar pra sempre comigo no coração. Demorei um bom tempo pra decidir o estilo e como eu queria fazer isso.. até encontrar o trabalho incrível de uma tatuadora suíça, a Lydia Hughes.

Na época ela estava trabalhando em um estúdio em Hamburg, na Alemanha, mas ela tá agora de volta na Suíça, mas não em um estúdio fixoe sim indo pra várias cidades aqui na Europa. Dei sorte de pegar ela ainda em Hamburg com um espacinho na agenda dela pra me encaixar. E lá fui eu sair da Irlanda pra Alemanha me tatuar. Inclusive, essa foi minha última oportunidade, porque depois o coronga virou pandemia e o caos na terra se instaurou.

Ela fez um trabalho sensacional, valeu cada eurinho gasto. Pessoalmente fica ainda mais bonita, dá pra ver melhor os detalhes, sombreado e tals. Para fazer o desenho ela se inspirou em uma foto que levei da Aurora e pedi pra ela adicionar elementos botânicos pra representar o jardim aqui. E claro, colocar umas blueberries porque as raposas aqui gostam e pra simbolizar minha baby Blueberry também. Foi um trampo fazer, a Lydia teve muito trabalho, fiz numa região bem sensível e que minha pele é ainda mais sensível que o normal, disse a Lydia. Sangrou muito, a tinta não queria pegar em algumas partes, foram horas de dor e sofrimento haha. No fim deu tudo certo, depois passei umas 2 semanas com muita dor no braço, mas a cicatrização foi melhor do que o esperado. Ufa ♥

Uma tatuagem bem específica, cheia de significados e muito especial pra mim. Agora ”minhas” raposinhas irlandesas estarão pra sempre comigo, eternizadas na minha pele.

Confiram também esse pequeno vídeo que fiz da Blueberry e o outro filhote.

Obrigada, natureza, muito obrigada ♥

Comments

  1. Deve ser tão difícil ver essas gracinhas de tão perto e não poder fazer um carinho. Ainda bem que existem outras formas de carinho e esse post é prova disso.

    • Sim, uma tortura, pq dá vontade de esmagar essas carinhas hehe.. e que fofo isso que vc disse, muito obrigada ♥

  2. Ahhhh, raposas são tão lindas. Amei de mais as fotos e todas as informações que você trouxe no post. Com certeza quero ver uma algum dia por minhas viagens mundo a fora.

  3. Aurora que virou Auroro hahahaah!
    Gente que história mais linda ♥
    É muitaaa fofura num post só!
    Mas confesso que se fosse eu, eu teria passado a mão, não ia resistir…
    E sua tattoo ficou lindíssima e muito especial.
    Muito fofa você falando das raposas, dá pra perceber seu carinho por elas.
    Amei!

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

  4. Ai, gente, que coisa mais fofa! Ser amigo desses animaizinhos e ganhar a confiança deles é aquele tipo de coisa que a gente quer que aconteça mas sabe que não é bom, né? Pois dá medo deles começarem a baixar a guarda com seres humanos e cruzar o caminho de alguém ruim, que fará mau a eles. Ai, ai. Mas adorei saber um pouco da sua história com as raposinhas (A Blueberry e o Auroro, haha!). Quando você disse que Aurora(o) sumiu, já me deu um aperto por pensar que tinha sido morto por alguém. Mas você viu ele depois, né. Que bom que está bem. E que pena que a presença graciosa desses serzinhos lindos e ruivos também significa cadáveres e lixo que eles espalham. Tudo tem seu ponto negativo, essa é a vida.

    Esse post me deixou feliz 🙂
    Au revoir ♡

  5. amiga você é a própria “anne with an e” com as raposinhas, socorro ♥ eu amei ler todo esse post com a história de vocês, que GRAÇA tudo isso. certeza que todo esse contato e aproximação das raposinhas foi um presente do universo (morri com o AURORO kkk) e uma prova disso é o respeito que você demonstrou por esses bichinhos, que coisa mais linda e maravilhosa de se ver/ler! enfim, encantada aqui e apaixonada DEMAIS por essa tatuagem maravilhosa, melhor lembrança que você poderia levar dessas nenéns <3

    • Awwwwn amiga, muito obrigada pelo comentário! E eu vou começar essa série, todo mundo me fala e eu fico adiando…vou começar logo logo ♥

  6. Acho tão precioso sempre que você compartilha algo sobre essas raposinhas!
    Muito incrível mesmo essa oportunidade… Elas são muito lindas e sou doida pra ver uma ao vivo hahaha
    Adorei entender melhor a história e a “relação” de vocês!
    E a tatuagem ficou muuuuuito maravilhosa!
    Beijos

  7. Caramba, que história! Adorei ler e ver as fotos, que ficaram lindas. Pensei uma coisa aqui, não sei se você já ouviu falar de animais de poder, ou totens animais de poder, ou medicina animal, da cultura xamânica da América do Norte. Eu tenho uma história muito louca com isso, que não dá pra contar por aqui, mas é umas das coisas mais loucas e mágicas que já aconteceram comigo. Enfim, descobri sem querer que meu animal de poder é um antílope e tatuei ele no meu braço. O nosso animal de poder tem muito a ver com a gente e resgatá-lo é uma forma de lembrar da nossa própria força. Lendo sua história, não tive como deixar de pensar que seu animal de poder é uma raposa. De qualquer forma, é uma história linda! 🙂

    • Nossa Alexandra, que demais isso… a raposa deve ser mesmo meu animal de poder. Eu me identifico tanto com elas haha ♥

  8. Arrepiei toda lendo seu post, Taís. O Auroro me lembrou o gato da minha amiga que era Dóris e virou Bóris ahhaahhaha. Essas raposinhas apareceram no jardim certo porque vc é uma pessoa responsável e que respeita a natureza a ponto de resistir à vontade de fazer um carinho nessas fofuras. Tem muito ser humano decepcionante por aí, mas pessoas como você me fazem ter um pouco de esperança. Que presente do universo! Tanto você quanto as raposinhas. E que trabalho lindo da Lydia Hughes eternizando essa história linda na sua pele! <3 Imprime essas fotos pq elas merecem.

    • Ai, Alê, que comentário mais lindo, obrigada mesmo ♥
      e amei que Dóris foi pra Bóris hahahahaha isso me lembrou que quando o meu gato Baltazar era bem nenezinho ainda, eu fiquei achando que ele na verdade era ela e troquei o nome pra Mei hahahah Baltazar virou Mei por uma semana, até que enfim vi mesmo que era macho kkkkk

  9. Ahhh Tais, que lindo! Que delícia saber um pouco mais das “tuas” raposas, já é legal a gente ver uma vez ou outra um bichinho tão bonito desses, deve ser incrível conviver no dia a dia! E acho que tu conseguiu eternizar esses momentos de uma maneira muito legal, amei sua tattoo!

    O bacana é que você é super responsável e demonstra se importar com elas, acho que passa uma mensagem bacana pra gente também. Espero que seu futuro esteja repleto de raposinhas e filhotes de raposinhas <3

  10. Meu Deus quase choreeei com esse post!
    Que coisa mais preciosa, que momentos especiais… foi um privilégio mesmo poder viver e aprender com elas… achei tão lindo a sua preocupação e cuidado com elas, você é muito especial mesmo amiga ♥♥♥ esse post nos ensina muito a como ter respeito e amor pela natureza e os animais.
    E a tatuagem é absurdamente liiiiinda, nossa! Impressionada!

  11. Ai meu Deus que post lindo!! E que raposas lindas! Eu tenho uma tatuagem de raposas tb, pq sao meus animais favoritos, mas nunca tive o prazer de chegar perto de uma.

    Que lindo!!!!

  12. Que saudades que eu estava de passar por aqui! E agora fui surpreendida com um post cheio de pelinhos e focinhos!
    Por aqui não vejo muitas raposas mas lebres estão em todos os cantos.
    Adorei ler sua experiencia com essas raposinhas *-*
    Documentar pequenas coisas como essas e que muitas outras pessoas nem imaginam experienciar é algo de outro mundo! Privilegiada!
    Beijão.

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