Irlanda, Pessoal

Minha experiência como Au Pair na Irlanda

Fui Au Pair aqui na Irlanda por 2 anos e meio – e acho que está mais que na hora de dividir com vocês como foi toda essa experiência. Inicialmente, meus planos não eram de trabalhar como Au Pair quando eu cheguei na Irlanda, mas não era uma coisa que eu descartei totalmente e que no final das contas acabou sendo a melhor opção para mim.

Nos meus primeiros 6 meses em Dublin eu dividia um pequeno flat com mais duas pessoas, frequentava escola de inglês e fazia trabalho remoto para a empresa que eu trabalhava no Brasil. Só que chegou uma hora que eu só me envolvia com outros estudantes (o que não era ruim, claro) e não tinha muito contato com nativos (tirando os professores e funcionários da escola). Eu queria ter mais contato no dia dia com irlandeses e também arrumar um trabalho pra ganhar em euro.

Mesmo que o ”salário” de uma Au Pair não seja atraente, achei que era uma ótima oportunidade de imersão na cultura local. Poder viver com uma família irlandesa e ver toda sua dinâmica, com certeza seria uma experiência interessante (e também, eu gosto de crianças!). No lado financeiro, eu não precisaria pagar contas, teria um lugar pra morar e a família também iria bancar minha alimentação. Vi muitas vantagens aí e comecei minha busca pra achar uma família legal.

Na Irlanda não existe um programa oficial de Au Pair como existe nos Estados Unidos, por exemplo. Isso é meio chato e acaba rolando umas explorações por parte de algumas famílias, já que não tem nada realmente regulamentado. Aqui você com o visto de estudante (que por lei pode trabalhar 20 horas semanais no período de aulas e 40 no período de férias), pode procurar uma família por conta própria, através de sites como AuPairWorld, Mindme.ie etc.

O lado ruim também de não ter um programa oficial, além dessas famílias exploradoras, é que se acontece algum problema você não tem muito pra onde correr, não tem uma equipe pra te dar assistência. Acho isso uma falha bem grande do governo irlandês de não regulamentar de uma vez por todas um programa de Au Pair aqui.  Seria tão mais fácil, não é?

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COMO ACHEI MINHA FAMÍLIA?

Me cadastrei no site AuPairWorld, criei um perfil legalzinho, falei sobre mim e que apesar de nunca ter trabalhado oficialmente com crianças, eu tenho irmãs mais novas e coloquei que eu ajudava com elas também. No dia seguinte, recebi uma mensagem de uma família bem interessada e queriam marcar uma entrevista comigo pro próximo dia. Eles não tinham foto no perfil, mas foi a que eu mais tinha gostado. Umas eram muito longe de Dublin e essa tinha uma localização boa, no sul da cidade e com fácil acesso ao centro.

Peguei o endereço com eles e fui no dia seguinte conhecê-los. É meio louco isso, você entrar em contato com uma família assim pela internet e ir na casa deles, é tudo na base da confiança, mas tem sempre que tomar cuidado.

Cheguei na casa e já fui logo recebida por um labrador enorme (já queria ficar ali mesmo por conta do cachorro, me julguem!). Os pais me levaram pra sala, me ofereceram chá e ficamos um tempo conversando. Era a primeira vez deles contratando uma Au Pair e seria minha primeira vez como uma Au Pair, ou seja: ambos não tinham experiência com isso.  Eles me explicaram como seria a rotina da casa, o que eles esperavam de mim e o que eles ofereceriam.

Eram dois meninos da mesma idade (9 anos, na época) e eu basicamente teria que buscá-los na escola, que era uns 10 minutos andando da casa. Ajudar eles com a lição de casa, dar janta se fosse preciso e também deixar eles prontos pras atividades (como futebol), que os pais levavam à noite; eles tinham que ter jantado antes e estar trocados pra sair. Fora também manter as coisas arrumadas na casa, eu não precisava fazer nenhuma limpeza pesada. Era mais coisa de limpar depois de comer, passar o aspirador quando tivesse muito pelo de cachorro pela casa (eles não me pediram isso, mas eu fazia mesmo assim) e colocar roupas na máquina de lavar e depois na de secar, o que não era nada muito difícil.

Não eram criancinhas pequenas, então o trabalho não era muito puxado, visto que os meninos eram bem independentes já. Depois de tudo explicado, eles chamaram os meninos pra eu conhecer. Foi bem engraçado, os dois estavam super tímidos (aliás, todos estávamos). Conversei com eles, perguntei o que eles gostavam, eles perguntaram se eu gostava de futebol e se torcia pra algum time. Eu disse que tinha meu time no Brasil, mas que por aqui eu gostava do Manchester United e assim ganhei o coração de um deles, que é fanático pelo time. Ponto pra mim!

Fluiu tudo tão bem, adorei os pais, as crianças (já disse sobre o cachorro? ♥), a casa, o bairro, tudo! Eu me via morando ali com eles. Quando terminamos, eles falaram que tinham outras meninas pra entrevistar, mas que entrariam em contato comigo no dia seguinte. Que nervoso que foi esperar essa tal resposta, tudo bem que foi minha primeira família e seria interessante eu ver outras pra poder comparar e decidir, mas sabe quando você sente que é aquilo ali que você quer? No dia seguinte recebi uma mensagem deles dizendo que eles tinham me escolhido (eles falaram que eu fui a favorita dos meninos – e deles também). E assim, uma semana depois já me mudei pra casa deles de mala e cuia!

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COMO FOI A ROTINA E CONVIVER COM A FAMÍLIA?

No começo, tenho que confessar que foi meio estranho, estar morando com uma família até então desconhecida. Eu ficava bem tímida, tinha vergonha e me sentia perdida, o que é bem normal. Mas, depois dessa fase inicial, eu já me sentia super parte da família. Eles me acolheram muito bem, eram bem simpáticos comigo e me ajudavam com tudo. Fui conhecendo aos poucos os amigos e parentes da família, o que fez eu me sentir mais parte ainda de tudo aquilo.

Os meninos não eram gêmeos, apesar de terem a mesma idade. Na verdade, eles não eram irmãos de sangue, cada um era filho de um de outro relacionamento e calhou dos dois terem a mesma idade. Meu relacionamento com eles era super bom e no começo eles me obedeciam tudo certinho, faziam a lição de casa sem reclamar e me ajudavam com o que eu pedia. No começo tudo são flores, né? No geral eles eram super educados, respeitavam meu espaço, mas como toda criança, eles tinham seus 5 minutos e birras também.

Meu primeiro ano com eles foi o melhor, ainda estávamos naquela fase da ”novidade”, depois de um tempo morando junto, tanto os pais como as crianças ficaram bem mais acostumados comigo. Mesmo todos nós tendo um ótimo relacionamento, a convivência uma hora pega, né? E isso acontece com todo mundo, seja você morando com sua família mesmo, amigos ou seja lá quem for. Eu nunca tive nenhuma briga com eles, mas comecei a presenciar mais brigas entre os pais (o que era super desconfortável), que antes nunca brigavam na minha frente.

No segundo ano comecei a ter mais problemas com os meninos, eles estavam entrando nessa fase de pré-adolescente. Pra certas coisas eles ainda eram pequenos demais e pra outras já eram grandinhos demais. Nessa altura do campeonato minha rotina com eles também mudou. Eles começaram a ter mais independência e os pais deixavam eles voltarem da escola sozinhos, eu não precisava mais buscar. Fora outros lugares que eles já podiam ir sem precisar de mim.

O ruim desa fase que eles estavam entrando, foi porque começaram a ficar rebeldinhos, não queriam me ouvir e me respondiam mal. Eu pedia pra fazer algo ou terminar a lição sem bagunça e era aquela chuva de ”I don’t care”. Fora que eles brigavam muito entre sí e diziam coisas super maldosas um pro outro. Era um inferno, mas eu tinha que respirar fundo e ter muita paciência. Um deles tinha uma personalidade mais forte e quando ele estava de mau humor era o caos na terra. Teve uns dois episódios mais sérios que tive com ele, que ele infernizou tanto que eu desabei em chorar de tanto nervoso. E foi incrível ver o quanto eu amadureci e cresci junto com eles nesses momentos de dificuldades.

Minha relação com os pais foi sempre muito boa e eles me ajudavam bastante também a colocar ordem nos meninos. Quando eu dizia que x ou y problema tinha acontecido, eles eram bem firmes com os dois e faziam eles se desculparem comigo. O bom também é que não tinha essa de ter uma regra comigo e outra com os pais. Eles tinham que seguir tudo igual e os pais não tiravam minha autoridade se eu por acaso tivesse colocado eles de castigo.

A PARTE BOA E OS PONTOS POSITIVOS DE TER SIDO UMA AU PAIR

Eu tinha um quarto enorme só pra mim (era até o maior da casa!) e o melhor de tudo também é que era uma suíte. Não precisava dividir meu espaço com ninguém e isso era ótimo. A casa era numa região muito boa de se morar, arrisco dizer que seria até uma das melhores de Dublin. Foi muito bom poder conviver ali com famílias locais e ver uma outra perspetiva além da vida de estudante em torno do centro da cidade.

A família me levava pra passear com eles em lugares muito legais  e pagavam tudo pra mim. Fomos até pra Espanha juntos e eu não precisei pagar nadinha, bancaram absolutamente tudo! Tive um quarto só pra mim e não precisei ficar olhando as crianças, foi maravilhoso! Passamos um tempo muito bom juntos, quando as crianças íam dormir, ficávamos até mais tarde bebendo e jogando sinuca no hotel. Fora um natal muito legal na Inglaterra que eles me levaram pra passar junto com os parentes que moram por lá.

Quando era verão e os meninos estavam de férias, íamos pra parques mais longes, pro litoral, passávamos o dia jogando futebol e tomando sorvete. Com chuva nossos planos mudavam, a programação era comer hamburguer e tomar milkshare no shopping e ir ao cinema também. Era bem divertido, com tanto que ambos estivessem de bom humor e não de birra um com o outro. As noites que eu precisava fazer babysitting eram super tranquilas, assistíamos filmes juntos, ou eu simplesmente ficava fazendo minhas coisas e, como eles tinham horário certo pra dormir, a noite passava rápidinho.

Outra coisa foi que pude conhecer pessoas legais e aprender muito nesse tempo com eles. Foi com certeza uma experiência que só me acrescentou. É muita responsabilidade cuidar de crianças que não são suas. Os pais te confiam o bem mais precioso da vida deles e é muito satisfatório fazer um trabalho legal, ver que tá todo mundo bem e feliz com o que você está fazendo.

Um episódio que vale a pena mencionar também, foi quando eu tive um pequeno acidente na casa, desmaiei na ponta da escada e sai rolando, enfim, foi assustador. Mas claro, isso não foi uma parte boa, o bom disso foi que a família me ajudou com tudo,  pagou o hospital pra mim e os remédios que precisei depois. Passar esses perrengues longe da sua família mesmo é complicado e tive sorte de ter uma família tão bacana que estava lá por mim nesse momento.

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A PARTE NÃO TÃO BOA E OS PONTOS NEGATIVOS DE TER SIDO UMA AU PAIR

Mesmo depois te já estar familiarizada com tudo e todos, ainda assim eu não me sentia 100% a vontade em certas ocasiões. Eles me davam liberdade sim, mas sei lá, não é a mesma coisa de estar morando no seu própio canto.

O ruim de trabalhar e morar no mesmo lugar é rolar essa confusão na hora de separar as coisas. Eu passava o dia com as crianças fazendo o que tinha que fazer, mas à noite, quando eu terminava, a única coisa que eu queria era ir pro meu quarto. Essa parte de ir pro meu quarto e ter meu espaço, era onde eu separava meu horário de trabalho com o meu horário de descansar. A família no começo achou bem estranho isso, depois da janta eu ia direto pro meu quarto e não saia de lá (já tinha meus snacks e água pra eu não precisar descer). Não era porque eu não queria ficar com eles ou porque eu achava que ”não podia” ficar nas outras áreas da casa. Era porque aquelas horinhas eram minhas pra eu ficar sozinha numa boa.

Os dois primeiros anos foram muito bons (sendo o primeiro o melhor), mas os últimos 6 meses com a família infelizmente foram conturbados. A mãe teve um problema na coluna e passou a ficar em casa até se recuperar pra poder voltar a trabalhar, até aí ”tudo bem”. Ela estava fazendo fisioterapia, tinha consultas no médico e eu segui minha rotina com os meninos. Acontece que quando a mãe tá em casa e a Au Pair também, a criança acho que fica meio confusa, os meninos pelo menos ficaram.

Se antes eles já estavam nessa de não querer me obedecer muito, por conta da fase que eles estavam entrando, com a mãe em casa ficou muito pior. Principalmente o filho dela (que é o que tem a personalidade mais forte), ele começou a me tratrar super mal e quando tinha dúvidas na lição, ele corria pedir ajuda pra mãe que estava no quarto. Eu fiquei chateada, porque achei que ela iria pensar que eu não tava ajudando ele ou sei lá o que. Mas com a mãe em casa, eu perdi totalmente a minha autoridade com eles. Cheguei a conversar com ela sobre isso, ela conversou com os meninos também, mas não adiantou muito. Não só eles, mas eu também fiquei muito confusa com o meu papel na casa, já que ela começou a fazer as coisas que eu fazia; ela organizava algumas coisas, fazia a janta, fazia a lição com eles etc. Fiquei me sentindo um peixinho fora d’água.

Como achei que seria temporário, não tive uma conversa mais séria pra perguntar o que afinal de contas era pra eu fazer. Só sei que foi virando uma bola de problemas com o passar do tempo. Ela mudou completamente o comportamento dela comigo e estava me tratando super estranho e dando umas respostas meio atravessadas. Achei que era por conta da medicação dela e a dor na coluna que estava afetando o humor dela, fora a frustração de não poder voltar ao trabalho. Sempre tentei ser o mais compreensiva possível. Quando vi, o negócio já tinha tomado outras proporções, ela simplesmente começou agir muito louca comigo e chegamos a discutir algumas vezes. Fiquei me sentindo péssima, como uma pessoa que me tratava muito bem durante dois anos tinha mudado assim?

Resolvíamos o problema, passava alguns dias voltava tudo ao normal, mas aí depois o clima tenso tomava conta da casa de novo. Acontece que nessa altura do campeonato, eles dispensaram a mulher que fazia a limpeza da casa. Eu comecei a fazer mais serviços do que era supostamente pra eu fazer. Em uma das discuções que tive com a mãe, ela disse que eu não fazia nada, que os meninos não precisavam mais de cuidados. Ou seja, ela queria que eu ficasse todo dia limpando a casa, sendo que eu não fui contratada pra isso. Por várias vezes eu pedi pra mãe me dar uma lista com as coisas que era pra eu fazer, assim ela saberia o que esperar de mim e eu saberia o que ela queria também. Ela enrolou muito e nunca fez. Eu não me importaria em dar uma mãozinha a mais pra ela, se ela tivesse sentado comigo e conversado numa boa ”Olha, Taís, eu vou ficar em casa mais tempo do que o imaginado, você não precisa fazer mais isso e isso com os meninos, você poderia me ajudar nessa outra coisa aqui?”

Mas não, ela foi se frustrando comigo, sendo grossa e esperando eu fazer coisas que ela não tinha me falado nada. Ela é uma dessas pessoas que quando tem um problema não fala, vai acumulando e você tem que ter uma bola de cristal pra adivinhar o que ela tá pensando. Fora o mais absurdo, foi ela ter me falado que eu estava ”saindo demais”, sendo que eu saia quando eram minhas horas e dias de folga. Enfim, pequenas coisas que antes não eram problemas começou a incomodá-la. Foi muito esquisito toda essa transformação e meus últimos meses com eles não foram legais por causa dessa mudança de comportamento dela. E pra somar com tudo isso, eles começaram a atrasar horrores o meu pagamento.

Eu terminei com a família não por causa da mãe que mudou da água pro vinho, mas porque eu tinha outros planos em mente mesmo e o meu tempo com eles já tinha dado o que tinha que dar. Na verdade, as minhas últimas semanas com eles foram até que muito legais e me despedi deles sem rancor nenhum. Não iria deixar aqueles últimos 6 meses estragar uma experiência tão legal que tive por 2 anos.

MINHA CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Cheguei a conclusão que, talvez, um tempo bacana pra fazer Au Pair é de 1 ano ou no máximo 2. A convivência pega, não tem jeito e passar por algumas situações com uma família que não é a sua, é meio desconfortante. Acho que entre 1 – 2 anos é o tempo ideal.

Sei que o post ficou gigantesco, mas resumir o tanto que aconteceu em 2 anos e meio da forma mais sincera possível foi difícil. Se você leu até aqui, deu pra perceber que tive momentos muito legais e outros não tão legais assim, mas se for colocar tudo numa balança, digo que valeu a pena!

Eu comecei com eles quando os meninos tinham 9 anos, eu tinha que buscar na escola e fazer a maioria das coisas com eles. E, terminando quando eles estavam com 12 e fazendo quase tudo sozinhos, até com celular e indo ao cinema com os amigos sem um adulto. Foi muito legal acompanhar a evolução deles. E queira ou não, a gente se apega, né?

Se você vier pra Irlanda e considerar fazer Au Pair, minha dica é que vocês deixem combinado tudo com a família antes de começar. Se possível, peça pra família fazer um calendário já com suas folgas certinhas e também com seus horários de trabalho, juntamente com o seus afazeres por escrito. Assim evita você estar fazendo coisas a mais e também a família sabe o que esperar de você. E pelo amor, não aceitem qualquer ”merreca” como pagamento. Tem família que abusa mesmo, mas se você está trabalhando part-time, você deve receber no mínimo entre 120 -130 euros por semana.

Sua experiência como Au Pair vai depender muito da família, não dá pra dizer que vai ser sempre mil maravilhas como também que vai ser ruim. Pra tudo tem seu lado bom e ruim, mas definitivamente é uma experiência muito enriquecedora e que vale a pena!

Leiam também como é ser uma Au Pair nos Estados Unidos lá no Follow Cíntia

>> Alguém aqui já foi Au Pair também? Ou você tem vontade de ser? Compartilhem comigo nos comentários!

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//35 Comments

  1. Amanda Larsen

    março 9, 2017 at 1:28 pm

    Oii!
    Que leitura agradável, gostei em ler a sua experiência, tem dias bons e dias ruins que sempre valem a pena no final. Se apegar das crianças é fácil, e desapegar é ruim hehe, o bom é ver eles crescendo e ter muita paciência com essa fase de pré-adolescentes 😛 Passaria por essa experiência novamente morando com outra família? hahaha
    Beijos! http://www.mandyline.com

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:22 pm

      Oi Amanda! Obrigada pelo comentário e fico feliz que curtiu ler toda essa minha experiência. Pra ser sincera eu não faria de novo com outra família, acho que pelo menos pra mim já deu e eu curto ter o meu próprio canto agora 🙂

  2. Gabi

    março 9, 2017 at 6:18 pm

    Adorei o relato, Taís. Não sabia que você tinha sido aupair, mas acho que você extraiu o melhor da experiência mesmo. Viver com uma família, aprender com eles. Agora quando você colocou que os meninos tinham 9 anos, eu imaginei que uma hora esse tipo de problema chegaria. Enfim.. que bom que foi uma experiência positiva pra você. Sabe que lá na empresa que eu trabalhava, quando eu explicava algumas leis e/ou regras em treinamentos, eu sempre dizia que “não existe regra por acaso, é como é por algum motivo”. Nos EUA, na Holanda, e em alguns outros países onde AuPair é regulamentado, o prazo máximo para estar com uma família é 2 anos. Deve ser por isso, né? Haha..

    Adorei saber mais sobre sua experiência aí. Beijos!

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:30 pm

      hahaha é verdade, Gabi! Isso faz muito sentido mesmo 🙂

  3. Vickawaii

    março 9, 2017 at 9:54 pm

    Olha Taís, pelo seu relato foi uma experiência excelente. Você pelo visto passou momentos muito bons com essa família e acho que os pequenos incidentes com os meninos – tipo eles te responderem mal ou serem malcriados – incomodam, mas são coisas de crianças e aposto que elas cresceram e você também. Nem tudo é perfeito, mas como a Gabi disse acima, acho que você extraiu o melhor da experiência e mesmo os pontos negativos serviram de aprendizado! Uma pena no final você ter se estressado com a mãe, mas acho que o próprio fato de você falar “que é por causa dos remédios” e o problema mesmo da autoridade demonstram que apesar dos pesares você tem carinho sim pela família <3 Falando nisso, achei legal que seu relato é bem sincero e tem os pós e contras, porque muita gente tenta mascarar que foi "perfeito" e na verdade isso até atrapalha na hora de outra pessoa tomar uma decisão semelhante. Obrigada por compartilhar seu relato com a gente e parabéns por essa experiencia enriquecedora! <3

    Beijos, Vickawaii

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:31 pm

      Eu que agradeço pelo comentário super querido! <3
      E é verdade, mesmo com os desentendimentos no final, eu tenho sim um carinho grande pela familia 🙂

  4. letras e costuras

    março 10, 2017 at 2:49 am

    Uau, que lugar incrível! achei interessante o seu relato e, concordo com isso do horário da noite ficar no seu espaço como que separando seu espaço. faria o mesmo! e que pena o final conturbado com a mãe.
    :***

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:32 pm

      Sim, eu gosto de ter meu espaço.. e meu quarto era meu lugarzinho só pra mim! hehe 🙂

  5. Claudia Hi

    março 10, 2017 at 12:47 pm

    Gostei do post grandão Taís, achei super legal você falar tudinho dos prós e contras e ter detalhado bem sua experiência. Eu tenho zero noção pra cuidar de crianças e meu inglês não ajuda em nada. Mas nunca podemos descartar as oportunidades né? Talvez um dia…

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:46 pm

      Pois é, Claudia.. não era o meu objetivo, mas no final das contas foi o melhor pra mim. Então é sempre bom não descartar as oportunidades ^^

  6. Mariana Dutra

    março 10, 2017 at 2:03 pm

    Adorei ler sobre essa experiência. Morei um tempo na Irlanda e também pensei em ser Au Pair justamente como uma maneira de me inserir na cultura local. Mas, como não curto muito crianças, achei melhor desistir da ideia, rsrsrsrs. 🙂

    1. Taís

      março 15, 2017 at 8:50 pm

      hahaha pra ser Au pair tem que gostar de criança, não tem jeito 🙂

  7. Camila Faria

    março 10, 2017 at 11:08 pm

    Oi Taís, achei muito bacana ler sobre a sua experiência como au pair. É um trabalho muito bonito, que tem que ser levado super à sério, me admira a Irlanda não ter regras mais específicas a respeito. Você perdeu totalmente o contato com essa família? Fiquei curiosa para saber se você já encontrou os meninos em alguma outra ocasião.

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:00 pm

      Eu encontrei com eles uma vez depois que me mudei, foi legal e estranho ao mesmo tempo.. os meninos estavam super timidos hahaha nem pareciam os mesmos, crianças as vezes tem dessas né? Se eles ficam um tempo sem ter contato com você eles ficam tudo timido de novo.

  8. Flávia Donohoe

    março 11, 2017 at 7:00 pm

    antes do meu intercâmbio eu tentei ser au pair na Espanha e nos Estados Unidos, nem um deu certo, talvez a minha vida teria sido bem diferente de hoje. Sei que é uma experiência totalmente diferente de um intercâmbio. Já escutei e li horrores de como algumas família são horríveis. Uma pena aí na Irlanda não ter regras mais rígidas, assim eles acabam mesmo explorando as au pairs!

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:09 pm

      Tem um casos cabeludos mesmo! Não sei nem como certas familias se sujeitam ao programa se não estão preparadas, sabe?

  9. Bianca

    março 11, 2017 at 11:22 pm

    Ser Au Pair foi uma possibilidade pensada por mim, mas enquanto que na Irlanda não tem essa regulamentação no Eua a exigência é muito grande quanto a experiência, acho isso acho. Deu pra ter uma vasta noção de como funciona o trabalho, li até o final, amém rs e de fato, se a pessoa quiser o emprego apenas pela grana e a experiência e não gostar de criança, não rola. Parece fácil mas acho um dos trabalhos mais difíceis do mundo, já fui babá, sei como é desesperador quando eles resolvem ser rebeldes e desobedientes. ♡ xoxo, Blog B de Bia

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:15 pm

      Gostar de criança é um pré-requisito essencial pra ser uma Au pair, não adianta fazer só por fazer por dinheiro ou sei lá o que, se não gosta de criança, o trabalho não vai rolar..

  10. angela sant anna

    março 12, 2017 at 2:32 pm

    ótimo vc mostrar os pontos positivos e negativos e relatar os pontos mais difíceis dessa experiência! acredito que eu não teria conseguido, não tenho muita paciência nem com o meu sobrinho, imagina com os filhos dos outros ueahuea muitas famílias só querem pagar pouco mas não reconhecem o quão difícil é cuidar de crianças

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:16 pm

      Pois é.. é cada proposta absurda que algumas familias fazem, como se cuidar de crianças fosse fácil! hahaha

  11. Katarina

    março 12, 2017 at 8:30 pm

    Que legal saber da tua experiência, Taís! Eu achava que aí tivesse alguma regulamentação pra o trabalho de au pair, uma pena não ter. :/ Tu teve algum choque cultural em relação ao cuidado com as crianças ou é parecido com o trabalho no Brasil?

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:17 pm

      Tive sim, Kat.. aqui as crianças não tomam banho todo dia e no começo pra mim isso foi um super choque, imagina? hahaha
      Elas tomam uma vez ou duas vezes por semana.. ou até a cada 15 dias, dependendo da família.

  12. Matheus Crespo da Silva

    março 12, 2017 at 9:58 pm

    Muito legal saber a tua experiência. Eu imagino que deve ser realmente difícil tomar conta dos filhos dos outros hehehe.
    E ainda mais por tanto tempo, impossível não se apegar.

    1. Taís

      março 15, 2017 at 9:18 pm

      haha é difícil mesmo, Matheus e com o tempo ficamos super apegados!

  13. Rafaela Ely

    março 13, 2017 at 6:47 pm

    Uau! Deve ter sido uma experiência e tanto!
    Bjs
    Rafa Ely
    http://www.melevaembora.com.br

  14. Ana Beatriz

    março 14, 2017 at 1:43 am

    Gostei muito do seu relato, super sincero e real. Eu acho que ser au pair deve ser uma experiência legal e enriquecedora mesmo, mas fico me perguntando se eu não conseguiria lidar bem com as crianças (confesso, não sou muito paciente! Depende da criança, se for muito mimada eu encho o saco rápido, rs). Acho que deve ser ótimo poder ter uma família ali perto, mas também tem a questão de privacidade e tal, né? Me identifiquei quando vc disse que ficava algumas horas no quarto sozinha, porque se fosse eu também ia precisar muito de um tempo alone!
    Os posts são sempre ótimos, parabéns. <3
    Beijos

  15. BA MORETTI

    março 14, 2017 at 5:40 pm

    e outra coisa né? tá lidando com pessoas no lugar onde as pessoas tem ainda mais dificuldade de separar o pessoal do profissional. acho que faz parte e, como tu disse, tudo é aprendizado. ainda mais lidando com crianças nessa troca de fases né? anyway, acho que é o tipo de trabalho que eu encararia 🙂

  16. Paula Oliveira Abud

    março 15, 2017 at 1:34 am

    Muito legal saber mais sobre a sua experiência, Taís. Pois muitos pensam que o trabalho de Au Pair são sempre as mil maravilhas e muitas vezes não é, mas como você mesma citou acaba acontecendo, afinal a convivência acaba virando família mesmo.
    2 anos longe de casa você se apega e trata como família, fico triste por vocês terem se desentendido, mas ainda bem que no final não ficou rancor nenhum. Cuidar de crianças não é nada fácil, agradar aos pais nunca é fácil, falo isso como mãe rsrs. Mas de toda a experiência o que eu senti foi um crescimento enorme da sua experiência de vida, adorei <3

  17. Thayse

    março 15, 2017 at 2:24 am

    Ah, que relato mais autêntico e bonito, sincero, sabe? Tô emocionada! Por mais que tu tenhas ficado “a mais” do que tu achas que precisaria, foi algo muito único… Pontos negativos sempre vão ter, em qualquer experiência, mas o importante é aprender e e perceber que valeu a pena, apesar de todas as dificuldades. Também acho um absurdo a Irlanda não regularizar a profissão, o que dá brecha pra tantas irregularidades e problemas 🙁 E não tem jeito melhor de ficar imerso na cultura e viver o lugar do que estar numa família local! Obrigada por compartilhar com a gente.


    Beijos
    Brilho de Aluguel

  18. KARINE

    março 17, 2017 at 1:39 am

    amei ler sobre sua experiência, ta! lembro que me contou um pouco sobre essas tretas dos últimos meses, mas não sabia que tinham sido tão tensas assim… acho que o problema foi o tempo de convivência mesmo, sem contar os problemas de saúde que ela estava passando, né? mas ainda bem que no final vocês se despediram sem rancor. ser au pair é uma coisa que ainda passa pela minha cabeça, mas eu realmente tenho muitas dúvidas sobre minha disposição para cuidar de crianças (já que gostar e ter paciência com pequenos é uma coisa essencial), por isso sempre fico com pé atrás… mas, enfim, né? vamos ver, haha.

  19. Lorraine Faria

    março 19, 2017 at 11:31 pm

    Essa fase dos 10-11 anos é tensa mesmo. Minha irmã mudou muuuito quando começou a ficar nessa fase de não sou criança nem adolescente :~ ainda bem que passa! E mesmo com os perrengues é tudo experiência de vida né?

    beeeijo

  20. Marcia Picorallo

    março 20, 2017 at 3:07 pm

    Ótimas dicas, Taís, para quem pretende fazer o au pair, e o relato pessoal com certeza contribui para que as pessoas não acreditem que tudo seja flores, mas que é uma experiência não só cultural como para a vida.

  21. Deisy Rodrigues

    março 27, 2017 at 4:54 am

    Não sabia que au pair não era regulamentado na Irlanda, isso deve dar margem pra bastante exploração, é uma experiência única mesma, com pontos positivos e negativos, mas você conseguiu absorver e levar o que teve de melhor.

  22. clara rocha

    março 27, 2017 at 8:03 pm

    Nossa ler esse post mudou minha visão de como trabalhar como aupair! Realmente a convivência depois de um certo tempo passa a ser complicada, ainda mais em uma situação como a que você viveu de ter que ficar com a mãe dos meninos com você dentro da mesma casa. Eu nem sei o que falar, talvez eu ficasse muito nervosa igual a você ou pior, porque não gosto muito de birra, e nem tenho muita paciência pra isso. Obrigada pelas diconas de preço e sites e por um post bem detalhado sobre o assunto. Imagino como deve ter sido dificil passar por algumas situações que você passou e em alguns momentos me deu vontade de te abraçar. 🙁 A gente acha que tudo são flores, mas a verdade é que tem seus momentos bons e ruins né ? Tenho certeza que essa experiência deve ter feito você mudar muito.

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