Auschwitz – o maior campo de concentração nazista

Este vai ser um post difícil de escrever, assim como foi muito difícil estar lá.

3 semanas atrás estivemos em Auschwitz e ainda me pego pensando em tudo que vi e senti. Com certeza foi uma das experiências mais marcantes que já tive na vida. Sei que muita gente diz não ter coragem de ir, o que é compreensível, mas é um lugar que deveria ser obrigatório pra todo mundo ver com os próprios olhos, por mais doloroso que seja.

Algumas informações úteis sobre a visitação:
Fomos de carro pra lá saindo de Kraków (1h de viagem) e reservamos um tour guiado que custou mais ou menos uns 11 euros. A  entrada pra Auschwitz sem o tour guiado é gratuíta e você pode comprar um guia na entrada pra te auxiliar na rota e em quais lugares parar e por quanto tempo, mas basicamente você faz no tempo que achar melhor. Mas achamos interessante pegar o tour guiado, valeu muito a pena e é bom ter essas informações históricas sobre o lugar, do que ir sem nenhum tipo de guia. Importante lembrar que: fazendo o tour guiado ou não, você tem que reservar a sua visita pelo site (auschwitz.org/en/). Ir direto sem reservar não é uma boa opção porque eles deixam poucas entradas disponíveis por dia lá na hora. Reserve com bastante antecedência pra garantir lugar no dia desejado. Fizemos a nossa pouco menos de 1 mês antes de ir e não conseguimos vagas no mesmo horário. Estávamos em 3 pessoas e cada um teve que ir em um tour separado. Existem tours em várias línguas: inglês, polonês, espanhol, italiano, alemão… (mas não tem em português, pelo menos até a data que fomos, em outubro de 2018).

Auschwitz é a versão alemã do nome da cidade de Oświęcim, que foi invadida pela Alemanha nazista. Nós fomos de carro, mas é possível chegar lá de transporte público pegando trem, ônibus ou tours que saem de Kraków para Oświęcim – aqui nest link explica com mais detalhes como chegar lá sem carro.

Outra coisa pra se lembrar é que: o tour guiado é de 3h e pouco quase 4h.  É longo, já vá sabendo disso. Fiquei pensando em relação a sentir fome e essas coisas. Mas durante o tour inteiro fiquei com aquele nó na garganta que nem pensei em comida ou ir ao banheiro. Mas, em todo caso, é proibido comer lá, está nas regras de visitação (leia no site), não chegue lá criando caso dizendo que ”não tem placa avisando”, porque está nas regras e também é só usar o bom senso. Se quiser comer, faça isso no intervalo entre a visita do Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau quando você estiver na parte de fora pra pegar o ônibus.

Fique atento também com o horário dependendo da época que você for. Nos meses de inverno escurece mais cedo e se você reservar pra muito tarde é provável que você não verá tudo. A parte da visitação em Birkenau é basicamente toda ao ar livre e dependendo do mês depois das 2-3pm eles já não levam mais ninguém pra lá porque fica muito escuro.

Começando o tour guiado em Auschwitz I

Começamos ali no portão de ferro com a frase irônica em alemão “Arbeit macht frei”, que significa ”o trabalho liberta”. Me deu aquele frio na espinha imaginar as milhares de pessoas que adentraram aqueles portões e nunca mais sairam. Fico arrepiada de novo só de lembrar o momento que vi esse portão e caminhamos lentamente para entrar em Auschwitz I. O dia estava chuvoso-cinzento e colaborou ainda mais com toda aquela atmosfera pesada do lugar.

Na entrada, o guia  já nos pediu para ter muito respeito e se comportar de maneira adequada. É triste pensar que eles precisam avisar isso porque tem muita gente sem noção, mesmo visitando um lugar desses. Gente falando alto, tirando selfies felizes e afins. Ali também ele nos explicou o que foi este campo de concentração e extermínio, e mesmo já sabendo da história, você fica arrazado e aos poucos sua ficha vai caindo de que você está pisando ali, onde esse marco tão horrível da história da humanidade aconteceu.

Auschwitz era um complexo enorme de campos de concentração e nem todos estão abertos pra visitação. O primeiro deles e onde era a parte administrativa desses campos era o Auschwitz I.  Anteriormente este espaço era ocupado pelo exército polonês e depois foi tomado pelos nazistas. Acredita-se que por volta de 70 mil pessoas morream ali.

Hoje, na parte dos blocos dos quartéis, ficam as exposições do museu e cada um retrata um período do campo. Começamos pelo Bloco do Extermínio, onde tem uma linha do tempo com as deportações para Auschwitz, falando sobre o ínicio em 1940, com fotos raras sobre esse período em que as pessoas chegavam lá e entravam em uma fila para o processo de saber quem iria ficar ali preso trabalhando como escravo ou quem já iria ser exterminado direto, o que acontecia com crianças, idosos, deficientes etc. pessoas que não estavam aptas para trabalhar.

Outras partes mostram o processo de exterminação,  tem uma maquete enorme mostrando como eram as câmaras de gás e o guia vai complementando e explicando tudo que a gente via. Também nos mostrou as latas de Zyklon B que era o pesticida letal  usado nas câmaras de gás. É definitivamente uma das partes mais pesadas de todas as exibições do museu. A cada sala que a gente entrava era um soco no estomago, aquele nó na garganta que dava.

Mas a pior parte pra mim foi quando entramos na sala onde estava exibido várias toneladas de cabelos humanos. As pessoas que chegavam ali tinham suas cabeças raspadas e os nazistas começaram a armazenar esses cabelos para vender como matéria prima industrial. Fábricas alemãs utilizavam esses cabelos na produção de tecidos.
Quando entramos nessa sala tinha um grupo israelense fazendo uma oração judaica, eu não me aguentei, não aguentei segurar aquele nó na garganta que eu tava sentindo desde o começo do tour e desabei em lágrimas.

Foi muito tenso, eu só queria saber de sentar ali e chorar. E conforme fomos andando pra ver outras exposições, como as provas dos crimes cometidos, onde vimos apenas uma parcela muito pequena dos pertences dos prisioneiros (muita coisa foi destruída como queima de arquivo no fim da guerra), como malas, sapatos, roupas etc aquele sentimento angustiante ficava pior.  Nessa hora eu pensei muito e achei que eu não iria conseguir terminar o tour, estávamos no começo e já me sentia destruída. Fui recuperando o fôlego aos poucos pra continuar, ajudou ter passado um pouco rápido e ido lá pra fora esperar o resto do grupo.

Seguimos para outros blocos,  que abordavam sobre como era a vida dos prisioneiros e as condições sub-humanas em que eles viviam, suas condições de moradia e sanitárias.  Em um corredor tinha uma fileira cheia de fotos das vítimas, com seus nomes, a data em que elas foram deportadas pra Auschwitz e quando elas morreram, em sua grande maioria eram judeus poloneses, mas também alguns prisioneiros políticos.

Outra parte muito tensa foi o Bloco 11, que era chamado de ”a prisão dentro da prisão”.

No subsolo do Bloco 11 existiam celas para aqueles que não seguiam as regras. Os prisioneiros eram mantidos nessas celas sem água e comida. Ali também faziam experimentos médicos e foi nesses subsolos que fizeram o primeiro teste de assasinato em massa com o Zyklon B. Nós entramos no prédio, nem todas as partes é aberta pra visitação, mas fomos até o subsolo e pudemos ver as celas. É horrível, muito horrível.

Na parte de fora no pátio do Bloco 11, aconteciam execuções por fuzilamento. Acredito que não se sabe ao certo quantas pessoas foram executadas diretamente ali naquele pátio. Ficamos um tempinho ali todos em silêncio observando o que chamam de ”a parede da morte”, onde essas pessoas eram fuzilados. Existe agora um memorial em homenagem a essas vítimas, onde você pode colocar velas e flores.

Depois disso não lembro se entramos em algum outro bloco ou se andamos por algumas partes de Auschwitz I e o guia foi explicando mais coisas pra gente.

Não levei minha câmera, fiz alguns registros com o celular mais da área externa, enquanto estávamos dentro dos blocos vendo as exposições eu fiquei tão focada e muito tensa. E em algumas partes, como a dos cabelos, não pode fotografar.

Acho que ficamos por volta de 1h30 em Auschwitz I. E para finalizar essa parte do tour, vimos a forca, onde o primeiro comandante responsável pelos campos (Rudolf Ross) foi sentenciado em abril de 1947 por seus crimes contra a humanidade. Ele serviu por uns dois anos e foi um dos responsáveis por testar e implementar métodos de matança seguindo os planos de Hitler para exterminar a população judaica. Foi esse o cara que supervisionou os testes com Zyklon B, acelerando e criando um dos maiores métodos de execução em massa da história.

E também, a câmara de gás e o crematório de Auschwitz I localizados ao lado dessa forca, que foram desativados quando as câmaras de gás de Birkenau começaram a funcionar.  Dentro deste prédio foram mortas milhares de pessoas, se não me engano era possível cremar mais de 300 corpos por dia ali. Entramos todos em silêncio a pedido do guia, mas a maioria do grupo ficou em silêncio durante o tour inteiro, eu mesma se tivesse acompanhada de alguém acho que não iria conseguir falar nada, a gente fica meio anestesiado com tudo.

Dali voltamos pra entrada principal, deixamos nossos fones que utilizamos para ouvir melhor as informações passadas pelo nosso guia. Como nessa parte acabamos cruzando com outros grupos, a ideia dos fones é boa para não nos perdemos, ainda mais dentro dos blocos.

Tívemos um intervalo de mais ou menos uns 15 minutos. Ali fora tem umas lojinhas do museu, também serve café e alguns snacks para quem quiser aproveitar esse intervalo. Já devia ser umas 3:30pm e o guia não queria perder o próximo ônibus (gratuito) que nos levaria até Auschwitz II-Birkenau, estava começando a escurecer e acredito que esse era o último ônibus que saia pra fazer esse trajeto. Os dois campos têm mais ou menos uns 3km de distância um do outro, dá pra ir apé, mas é melhor pegar o ônibus que o próprio memorial/museu oferece pra ganhar tempo.

Segunda parte do tour, Auschwitz II-Birkenau…

Birkenau é o nome alemão dado a vila polonesa Brzezinka, que foi destruída para desocupar essa área em que este campo foi construído. Eles tinham necessidade de ampliar o campo, já que somente Auschwitz I não estava dando conta por causa do número de pessoas que chegavam ali. O Auschwitz II -Birkenau  teve sua cosntrução iniciada em 1941 e é muito maior que o campo original,  e consequentemente abrigou e matou muito mais gente.

A ideia era que Birkenau iria abrigar diferentes grupos de prisioneiros (por exemplo, uma parte era para os ciganos) e também, servir como campo de extermínio. Em outras palavras, Birkenau foi uma fábrica de assassinatos, não se sabe ao certo quantas pessoas morreram em Auschwitz, mas acredita-se que por volta de 1.1 milhões de pessoas ou mais.

Quando chegamos lá estava começando a escurecer e a ficar mais frio, deixando o lugar com aquele clima ainda mais pesado. Estávamos agasalhados, agora imagina as vitimas que usavam roupas que não os protegiam do frio. Fomos parando em alguns pontos para que o guia explicasse mais detalhes. Não dá nem pra explicar a sensação de estar ali, entre os trilhos de trem onde desembarcaram milhares de pessoas para um destino muito trágico. Reconhecemos os lugares que vimos antes nas fotos nos blocos do museu em Auschwitz I. O guia nos contou que a pessoa que conseguiu recuperar essas fotos, reconheceu seus famíliares na fila ao lado dos trilhos esperando seus destinos: trabalho escravo ou a câmara de gás. Não dá nem pra imaginar a dor de se deparar com algo desse tipo. É um soco no estômago atrás do outro.

Não andamos por tudo, obviamente, ainda tivemos que apressar um pouco o passo pra tentar terminar essa parte do tour antes que ficasse completamente escuro. Conforme íamos andando até o fim das linhas dos trens, conseguiamos ver várias chaminés, muitas mesmo, que ainda estavam de pé!

Quando chegamos lá pro final, tem um monumento em homenagem as vítimas. Além dessa placa em inglês, existem outras (acho que são 23 no total) nas principais línguas faladas pelas pessoas que foram deportadas para Auschwitz.

Quando chegamos ao memorial, tinha um grupo consideravelmente grande de israelenses reunidos. A grande maioria eram adolescentes. O governo de Israel patrocina essa viagem pra eles, então é bem comum ver esses grupos por lá, chegam ônibus e mais ônibus todos os dias.  Uma pena que acho que nem todos têm maturidade suficiente pra entender uma viagem como essas pra lá, mas não vou me aprofundar nesse assunto.

 

Novamente eu me emocionei ao vê-los ali reunidos. Fiquei um tempinho anestesiada, enquanto caminhávamos pra ver as rúinas das câmaras de gás e os crematórios. No fim da guerra, eles tentaram destruír muita coisa do campo, para apagar as provas de todos aqueles crimes que foram cometidos. Dá pra ver a demarcação do que eram os ”alojamentos” dos prisioneiros e as chaminés que ainda estão de pé, são só mais uma prova de que eram muitos. Ali também o guia nos contou um pouco mais sobre o trabalho dos Sonderkommandos, que era um grupo de prisioneiros judeus forçados a trabalhar nas câmaras de gás pelos nazistas. Eles tinham que fazer todo o trabalho de preparar as pessoas para entrar na câmara de gás e depois, tirar todos os corpos e cremar.Eram constantemente ameaçados de morte se não fizessem essas funções que os guardas da SS mandavam.

Essa parte em Birkenau é mais pra você ver o lugar, não têm tantas informações como em Auschwitz I. Pra terminar, seguimos para o setor  onde as mulheres ficavam. Tivemos que entrar com a luz do celular porque já estava muito escuro. Deu aquele arrepio estar lá dentro e ver o espaço mínimo que dormiam. O guia nos deixou andar por ali um pouco e percebi que tinham vários rabiscos na parede. Fiquei sem entender, até que vi um ”2018” marcado. Isso mesmo, até num lugar desses o ser humano consegue ter um comportamente ridículo assim que precisa rabiscar o nome na parede. Que decepção!

Finalizamos o tour na entrada de Birkenau e pegamos o ônibus de volta. Foi intenso, foi longo, mas achei o tour muito bom e válido pra quem quiser fazer essa visita. Recomendo muito pra quem ainda não viu o documentário Auschwitz da BBC (tem na netflix), pra quem estiver indo ou pra quem já foi, e também, pra quem quiser saber mais, é bem completo e tem até depoimentos dos sobreviventes.

Essa foi uma experiência que vai me marcar pro resto da vida. E que me fez refletir muito sobre empatia, resistência e o meu lugar no mundo.

Visitar Auschwitz não é visitar uma atração turística, mas sim um lugar necessário pra nossa evolução. É ver com os próprios olhos a que ponto as pessoas podem chegar por conta de ódio e intolerância. O ser humano foi capaz de chegar a sua forma mais cruel e ser responsável por um campo de extermínio desse nível.

É muito triste ver que ainda hoje vemos essa onda de intolerância e o fascismo crescendo em muitos lugares do mundo. Nossa visita teve um gostinho ainda mais amargo por ter sido no dia do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil. O dia em que vimos um povo eleger um presidente com as mesmas inspirações fascistas das pessoas que foram responsáveis por um lugar como Auschwitz existir. Que fere profundamente os direitos humanos e que as pessoas não enxergam a gravidade de seu discurso que diz que as minorias vão ter que se curvar. A  frase exibida logo no primeiro bloco do museu que entramos nunca fez tanto sentido: aqueles que não se lembram do passado, estão condenados a repeti-lo.

Auschwitz tem que ser mantido do jeito que está, passar essa lição de que precisamos todos nos ver como humanos e não como números. Pra deixar essa mensagem e fazer com que as pessoas parem pra pensar em como certas coisas são muito perigosas e é nosso dever não deixar a história se repetir. Nunca mais!

Comments

  1. Taís, nem consigo imaginar a afliçao que você sentiu nesse lugar, pois só de ler seu relato, chorei. Concordo que é um local que todos devem visitar e ter consciencia da existência, do que aconteceu ali, é nossa obrigaçao conhecer a história da humanidade. Apesar do atual cenário político eu ainda confio em que á muito mais pessoas boas do que ruins! Obrigada por compartilhar a sua experiência.

    • Por mais que esteja foda, Ana.. assim como você eu também acredito no bem Que tem muita gente boa que faz a diferença em meio a esse odio todo.

  2. Eu estava aguardando esse post Taís. Li tudo com lágrimas nos olhos. Por mais que eu seja formada em história e tenha me deparado com os campos tantas vezes, me emociono a cada foto, a cada filme, a cada documentário, a cada experiência de visita como a sua. Obrigada por me emocionar. Ainda planejo minha visita aos campos, pois acredito ser um dever meu visitá-los. Obrigada por compartilhar sua experiência e que possamos passar à frente mensagens para que o passado não se repita. Fazemos o que podemos, o que está ao nosso alcance. Um beijo.

    • Oi Grazy, eu que agradeço por vir ler o post. Foi muito difícil escrevê-lo!
      E uma historia que não importa quantas vezes a gente se depare com ela, sempre ficamos chocados, é triste demais 🙁

  3. Que foda!!!
    Quando estive na Polônia uma parte do grupo que estava comigo foi até Auschwitz, eu não fui porque acabamos nos atrasando em minha mãe também não estava muito a fim de ir nesse lugar triste.
    Mas na próxima ida a Polônia quero visitar esse lugar, sei que chocante e triste, só de ler seu post dá um nó na garganta, mas é como você disse; um lugar que todos deveriam ir pra refletir e pra não deixarmos que isso nunca mais aconteça em nenhum lugar do mundo.

    https://heyimwiththeband.blogspot.com/

  4. Relato emocionante, imagino o que sentiu dentro desses campos. Tbm não conseguiria segurar o choro!!!

    O final do seu texto está perfeito, não podemos deixar o passado se repetir!

    Beijos!
    Gábi
    @gabrielaer

  5. Nossa Taís, pesadíssimo. Concordo que todo mundo deveria fazer esse tour, caso tenha a oportunidade. Imagino que não deva ser fácil, mas é TÃO importante não esquecer esse momento tão absurdo da história (ainda mais agora, com o retorno desses discursos fascistas de ódio). Difícil segurar a emoção.

    Me lembrei do filme ‘Saul fia’ (O Filho de Saul), do László Nemes. Não sei se você assistiu, mas, caso não tenha visto ainda, é imperdível. Pesado demais (é a história de um dos muitos Sonderkommandos de Auschwitz), mas vale a pena.

    Um beijo querida :*

    • Oi Cá, eu assisti sim esse filme, é também um soco no estômago. Pensando agora eu não me lembro do final, não sei se é pq já faz um tempo que vi ou se eu não vi ele todo! O boy ainda não viu, então acho que qualquer dia desses vou pegar pra ver com ele de novo.

      Beijos

  6. Que relato duro! Auschwitz é um sítio que gostaria de visitar um dia. Não nos podemos esquecer do passado. É muito triste ler que há pessoas que têm tão pouco respeito ou maturidade, não sei, ao ponto de escrever nas paredes ou tirar selfies num lugar assim…

  7. Minha mãe tem alguns conhecidos, professores também como ela, que visitaram o campo e nos relataram que foi muito difícil, chocante e forte. Eu tenho interesse de conhecer também, mesmo sabendo que vai ser algo que provavelmente vai me impactar demais, pelos motivos que você citou: precisamos lembrar do passado pra não repetir os mesmos erros. Por isso os museus e locais históricos como Auschwitz devem ser preservados e lembrados.
    Deve ter sido ainda mais difícil pelo segundo turno, vou confessar que foi um dia complicado e agoniante pra mim. Na noite do Domingo chorei bastante, mas nos dias seguintes (e hoje) me fortaleço ao lado dos meus amigos, e principalmente, do movimento estudantil que me dá força pra lutar contra toda essa intolerância. Estamos juntos.

  8. Nossa, pesado… só de olhar as fotos e ler seu relato já me deu arrepios e um nó na garganta, vontade de chorar… realmente é um lugar que deveria ser conhecido por todos, para que nunca deixem o passado se repetir de novo 🙁

  9. Sei nem por onde começo a elogiar esse post. As fotos, a forma como você relatou tudo, os detalhes e até mesmo a tua aflição me transportou um pouco pra lá. Terminei de ler com lágrimas nos olhos. Eu realmente não sei se teria estômago pra por os pés nesse lugar. Requer coragem mesmo. Eu já assisti ao documentário, mas estar lá deve ser algo muito intenso. Concordo com você que esse lugar deva permanecer assim pra lembrar que esse erro tão grotesco nunca mais volte a se repetir. Parabéns pelo texto maravilhoso e pelas fotos fantásticas e em especial pela grande sensibilidade. Um abração

    • Obrigada, Ana! ❤️
      Foi difícil escrever esse post, é um assunto e um lugar mto mto triste. Eu entendo quem não consiga ir, a gente fica muito arrasado estando lá 🙁

  10. Fiquei até sem fôlego lendo esse post.
    Uau Taís, eu amei a forma que você relatou as suas experiências lá, tinham trechos que eu me sentia tão desconfortável quanto imagino que seja estando lá, ao vivo. Não sei se teria emocional para o tour, só de imaginar já fiquei com o estômago embrulhado.
    Eu adoro ler seus posts de viagens. Sua escrita é muito boa 🙂

    Rê | Rivière du Souvenir

    • Obrigada, Rê!
      Foi difícil escrever esse post e quis passar as coisas que senti e como foi estar num lugar tão pesado assim

      Beijos

  11. Nossa Taís, o texto e as fotos passam toda a tristeza que você sentiu durante essa visita. O que vc relatou sobre o silêncio das pessoas, foi exatamente igual o que aconteceu quando visitei o museu da Anne Frank em Amsterdam. Lá eu já fiquei com um enorme nó na garganta e tenho certeza que não consigo visitar Auschwitz. E imagino o gosto amargo que teve essa visita no dia do segundo turno das eleições no Brasil. Estou com esse gosto amargo até hj. A união soviética teve campos de trabalho forçado tb, teve extermínio de milhões de pessoas por fome e muita gente nem sequer sabe disso. Foram dois governos autoritários e o Brasil tomando esse mesmo rumo e espalhando um monte de mentiras. Tempos muito sombrios…

  12. Tais, leio tudinho que você escreve, mas fiquei um bom tempo ‘enrolando’ para criar coragem e ler esse post. Já estudei sobre a segunda guerra, já vi filmes sobre o assunto, todo mundo sabe o que aconteceu em Auschwitz, mas ler seu relato, ver as fotos e pensar no que aconteceu nesse lugar, refletir sobre o passado, é incrivelmente tenso. E pensar que teve “pessoas normais” que apoiaram isso e que apoiariam caso acontecesse…Parabéns pela coragem de ter essa experiência e por ter relatado com tanta sensibilidade como foi sua visita.

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