Viagens

Causos de Viagens #2

Eu já fiz aqui os posts Histórias em hostels e também o Perrengues de viagens #1. E pensando bem, resolvi juntar as temáticas parecidas em uma coisa só, os famigerados causos. Nessa série vou compartilhar com vocês tanto os perrengues como outros acontecimentos inusitados durante minhas viagens.

Por mais que você planeje uma viagem nos mínimos detalhes, uma hora ou outra acontece das coisas não sairem como você espere. Como também, algumas situações que você não esperava passar. Isso tudo faz parte do combo e depois que passam, viram aprendizados, histórias… E claro, posts! hehe

O ônibus que deu overbooking – Dubrovnik, agosto de 2017
Compramos passagens antecipadas (online) de ônibus para ir de Dubrovnik na Croácia até Tivat em Montenegro. Eles exigem que os tickets sejam impressos e que cobram uma pequena taxa para as malas lá no dia. Até aí tudo bem.

Nesse dia o motorista do Uber se enganou e nos levou para uma outra ”parada” de ônibus, sorte que era perto, mas mesmo assim chegamos uns 10 minutos antes do ônibus partir. E isso, pra alta temporada na Croácia, é quase sinônimo de que vai dar merda, o que aprendemos a lição depois desse episódio.

Chegando lá tava aquela muvucada em volta do ônibus e bem inocentes, nos dirigimos pro motorista pra entregar nossas malas. O cara tava super puto, balbuciava umas coisas em croata e ninguém entendia nada. Ele não falava inglês, então só fazia um sinal de que não iria guardar mais mala de ninguém. Ok, levariamos com a gente no colo então? Mas aí ele também não deixava ninguém entrar no ônibus. Que nervoso que foi e ninguém entendendo nada do que estava acontendo.

Nessa altura do campeonato o ônibus já estava atrasado e estávamos lá empacados com o motorista ranzinza sem entender bulhufas do que ele falava. Até que finalmente veio uma senhora explicar que não tinha mais lugar dentro do ônibus. MINHA SENHORA, COMO ASSIM?

Tinha mais ou menos umas 20 pessoas pra fora do ônibus, todas com tickets pro mesmo horário, fora a galera que já tinha entrado. Até que sacamos que a empresa vendeu mais lugares do que tinham disponíveis. Imagina o auê que foi!

Briga daqui, briga dali, quem iria resolver a situação, a senhora e o motorista loucos ligando pra meio mundo. Até que ela disse que um ônibus extra iria vir para nos levar. Em uma hora o outro ônibus apareceu e também, o pessoal que tinha ticket pro próximo ônibus. Resumo da ópera: deu overbooking de novo com esse ”ônibus extra”.

Que na verdade, não era ônibus extra, mas sim o ônibus do próximo horário. Conseguimos embarcar nesse, mas pra fora ficou metade do pessoal daquele ônibus e mais uns outros do horário anterior também. E provavelmente, aquela história iria se repetir com todos os outros ônibus daquele dia. Foda, né?

Fora esse atraso, ainda pegamos horário de pico na fronteira dos dois países e demoramos horrores pra passar pela imigração. Nosso roteiro se atrasou em umas 6 horas, graças também que demorou muito pra gente conseguir pegar o carro alugado no aeroporto de Tivat, tretas everywhere aquele dia.

Não dava pra simplesmente chorar e estragar o humor do restinho de viagem que teríamos em Montenegro. O jeito foi levar aquela situação toda com humor e rir daquele caos todo depois, tentando aproveitar o máximo que desse do país, mesmo com esse preju no roteiro.

Demorô, mas chegamos! \o/

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Os babacas de hostel – Dubrovnik, agosto de 2017
Em Dubrovnik, no meu primeiro dia na cidade, fiquei em um hostel dividindo o quarto com mais 5 pessoas. O quarto era minusculo, o que as vezes até prefiro dividir com mais gente e ter um quarto beeem maior. Assim que cheguei, encontrei dois dos meus colegas de quarto, um casal holandês muito gente boa que ficamos conversando por horas e horas. Mesmo com aquela situação de não ser um quarto confortável, eu fiquei feliz por ter conhecido eles.

Nas outras três camas, observamos que teríamos mais 3 meninos de companhia, mas só fomos conhecer eles no final do dia. Nos apresentamos todos, eles fizeram cara de pouco caso e aí quando eles falaram que eram da Argentina, eu já logo abri um sorriso e disse ‘meus conterrâneos da América do Sul, sou do Brasil’. E a única resposta que tive foi um ”humm’ seguido de uma cara de bosta e voltando rapidamente pras telas dos celulares.

Eu e os holandeses nos olhamos um pouco espantados, mas seguimos nosso rumo de ir jantar e andar pela cidade. Comentamos que por eles estarem já no grupinho deles, provavelmente eles não queriam se enturmar. Deixa pra lá, né?

Voltamos pro hostel não muito tarde, já que queriamos levantar cedo pra tomar café e fazer o check out. Os meninos não estavam lá e cogitamos a possibilidade deles voltarem bem tarde e nos acordarem. Mas era algo que já estávamos esperando mesmo. Só que foi muito pior do que a gente imaginou.

Eles entraram no quarto por volta das 3 e pouco da manhã fazendo o maior barulhão e dando gargalhadas altas. Estavam bebados, mas dai você abre um olho, analisa a situação e imagina que rapidinho eles vão cair no sono também.

Os babacas começaram a assistir videos super alto sem fones de ouvido, dando altas gargalhadas. Respirei fundo e com aquela esparança que daqui a pouco eles iriam dormir. Passou um tempinho e nada.  Até que levo um puta de um susto porque um deles disparou um flash na minha cara. CÊ TA DE ZOEIRA, AMIGO?

Dei um berro e perguntei que merda era aquela. Eles ficaram quietos por uns segundos e um deles só respode ”isso é um flash”. OH REALLY? Pedi pra eles ficarem quietos com educação, porque estava tarde e estávamos tentando dormir.  A resposta foi altas gargalhadas e eles continuaram a fazer barulho.

Tem gente que pode pensar: mas Taís, você tava em um hostel em quarto compartilhado, esperava o que? Realmente, não dá pra esperar 100% de silêncio ao dormir e provavelmente vai ter um ou outro fazendo um pouquinho mais de barulho. Mas aquilo que aconteceu você não é obrigado a aturar não, só porque está em hostel! Os caras claramente extrapolaram os limites de convivência em um ambiente compartilhado.

Foi aí que o menino holandês ficou mais puto ainda e dai partiu pra ignorância mesmo e mandou eles calarem a boca. Só aí eles ficaram quietos, mas antes disso soltaram em espanhol, achando que a gente não iria entender ”seu idiota, eu não entendo inglês”. Me diz, não dá vontade de matar umas criaturas dessas? Se não tivesse outro menino no quarto eles não ficariam quietos então? Dá mais raiva ainda pensar nisso.

No outro dia de manhã, não fizemos nenhuma questão de ser silenciosos pra fazer o check out. Claro que não fizemos uma super algazarra, mas também não nos importamos de fazer barulhos um pouco mais altos. Mesmo que a gente não tivesse feito barulho, o quarto do lado estava todo mundo fazendo check out e fizeram a maior barulheira no corredor e eu achei foi ótimo! Os babacas ficavam lá se revirando na cama tentando dormir. Sei que vingança não é uma coisa certa, mas né..

Um deles ainda soltou um ”hijos de puta” pra gente… Ai só falei ”hijos de puta?” com uma baita gargalhada. Saímos do quarto super satisfeitos com a nossa ~mini vingança~ com o total apoio do quarto ao lado, mesmo sem eles nem saber. O mundo dá voltas, não é mesmo?

Merecem ou não merecem o título master de babacas de hostel? Uns caras desses deviam nem sair de casa, cê é loko!

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Alguém aí também já passou por algo parecido com esses dois causos? Segurem na minha mão e vamos rir juntos pra não chorar!

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//15 Comments

  1. Gabi

    novembro 20, 2017 at 9:08 pm

    Nossa, que ódio desses caras!!! Realmente, é claro que se tem probleminhas em hostel, ainda mais se vc tem sono leve e tal. Mas daí a gente vendo vídeo com volume alto, disparando flash, eles tão bem doidos.. cretinos!
    Eu já passei por uma dessa no Rio, que uns caras chegaram, VOMITARAMMM, etc… imagina. Fiquei putíssima!

    1. Taís

      novembro 20, 2017 at 9:55 pm

      NAO ACREDITO!! Que situação mais desagradavel, Gabi 🙁

  2. Flávia Donohoe

    novembro 20, 2017 at 10:10 pm

    nem falo do que me aconteceu em Viena, duas austríacas loucas levaram dois meninos pra um quarto de 4 pessoas feminino, tava eu e minha irmã lá e os quatro fazendo zona, fui na recepção e botei todo mundo pra correr e ainda pedi o reembolso do quarto! Acho que é bem por isso que prefiro ficar em quarto com menos pessoas, como diz o sábio Seu Madruga, a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena, mas nesse caso foi justa, hahaha 😀

    1. Taís

      novembro 20, 2017 at 10:17 pm

      Aff que raiva, Flavia! Fez muito bem em botar esses doidos pra correr e pedir teu dinheiro de volta.. até porque também, se esses meninos forem de fora, o hostel nem podia ter deixado eles entrarem pros quartos, né?
      HAhaha e eu super concordo com esse lance de vingança nunca plena, mata a alma e envena… mas realmente, nesse caso parecia até questão de honra fazer barulho na hora que os babacas estavam dormindo hahahhaa

  3. Laura Nolasco

    novembro 21, 2017 at 4:30 am

    NOSSA SENHORA, eu morria de desespero com esses caras… não ia conseguir ficar de boa não hahah…
    Nossa, estudei hospedagem por 1 ano no ensino médio e esse negócio de overbooking é MTO comum, prq é normal calcular q uma taxa vai faltar… aí é errado mas todo mundo faz, sabe? Nesse caso parece q foi bem mais que isso… sacanagem!
    Adoro esses seus posts, são ótimos!
    Beijos!

    1. Taís

      novembro 21, 2017 at 9:25 am

      Infelizmente é isso mesmo, Laura.. overbooking é muito comum, seja em grande ou pequena empresa.. Quando é baixa temporada até que isso não dá problema, mas em alta.. fica essa bola de neve 🙁
      Fico feliz que você goste desses posts <3
      Beijo!

  4. A incrível Dubrovnik no verão, parte 2 - Nýr Dagur

    novembro 21, 2017 at 9:28 am

    […] 2 Depois de uma noite de stress com nossos companheiros de quarto (história pra um post de causos de viagens), eu e o casal holandês que fiz amizade fomos tomar café no Orhan. Fizemos o check out também, […]

  5. Claudia Hi

    novembro 21, 2017 at 11:18 am

    Taís eu te respeito tanto menina, cê passa por cada situação…. quero ser uma viajante como você quando eu crescer ♥♥♥

    1. Taís

      novembro 24, 2017 at 12:11 am

      HAHAHA ai Claudia, que amorzinho vc <3

  6. Ana Beatriz

    novembro 22, 2017 at 12:49 am

    Nossa, eu nunca tinha passado por perrengue até o ano passado. Eu e a família estávamos indo para Atlanta, mas antes iriamos parar em Miami e ir de carro até Orlando. Alugamos o carro na internet antes com a mesma empresa que já havíamos alugado em 2014 (e tinha dado tudo certo). Chegando no local da empresa no aeroporto, descobrimos que o carro não estava no nosso nome (sim). A locadora nos atendeu super mal (aqui no Brasil), e o carro estava no nome de outra pessoa. Conclusão: meus pais tiveram que pagar o triplo do valor, porque tivemos que alugar outro carro, afinal, o plano era seguir a viagem com ele (e depois ir pra Georgia). O pior de tudo é que a gente estavam sem internet. Eu tentei usar o orelhão do aero pra ligar pro meu irmão no Br e não funcionava DE JEITO NENHUM! Foi tenso, sério. Ainda mais que na família, somente eu sabia falar inglês. No final deu tudo certo, mas tiramos lições importantes: deixar para alugar o carro nos Eua, e comprar um chip na T Mobile assim que chegar na viagem.

    1. Taís

      novembro 24, 2017 at 12:24 am

      Nossa que chato isso, Ana.. ainda ter que pegar por algo a mais por causa do erro dos outros >.<

  7. Camila Faria

    novembro 22, 2017 at 6:26 pm

    Ai Taís, que ódio dessa história do hostel. É por causa de “causos” e de pessoas como essas que os hostels levam má fama, né? Terrível. Eu andei bem pouco de ônibus na Croácia (fiz os trajetos pelo mar na maioria das vezes) e GRAÇAS aos deuses não passei por esse tipo de confusão. Mas me lembro que o esquema dos ferrys e dos navios também era BEM confuso. O negócio é (tentar) não se estressar (muito). Hahaha! Um beijo :*

    1. Taís

      novembro 24, 2017 at 12:26 am

      É verdade, Cá.. por causa de gente assim que hostels ficam com má fama.
      Com os ferries eu não tive problemas lá, mas durante o verão fica tudo abarrotado de gente e fica umas filas quilometricas pra embarcar, meio zoneado..t em que ter paciencia hahaha
      beijo!

  8. A histórica e badalada Budva, Montenegro - Nýr Dagur

    novembro 23, 2017 at 8:56 pm

    […] relatei neste post aqui, tive problemas pra chegar lá por causa do transporte e demora na imigração, atrasando meu […]

  9. Wanila goularte

    novembro 26, 2017 at 5:12 pm

    Vou adorar acompanhar mais posts tipo esse por aqui! (Ainda) não tenho perrengues de viagem, então vou me divertir e sofrer com os seus.

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