Islândia, Pessoal

Eu e a Islândia

Como é que a gente começa a contar uma história de amor? É quando as duas partes se encontram e se apaixonam perdidamente uma pela outra? Os primeiros encontros e o frio na barriga?
Eu lembro até hoje como foi o nosso primeiro ‘encontro’, quem nos apresentou foram 4 rapazes: Jónsi, Goggi, Kjartan e Orri. Eu tinha apenas 13 anos e não tinha muita noção das coisas muito além da minha bolha. Fazia 1 ano que eu tinha decidido morar com meu pai e ainda estava me adaptando a toda aquela situação nova. Sigur Rós foi um momento muito marcante pra mim naquela época, foi a coisa mais linda que já tinha visto, ouvido, sentido…E eu precisava saber qual era a origem daquela maravilha toda, que me fez abrir os olhos pro mundo la fora. E assim eu descobri a terra mágica chamada Islândia. Foi um momento tão importante e especial que me faz suspirar até hoje.
Eu passava horas vendo fotos de lá e lendo coisas sobre o país, era como se eu tivesse encontrado meu lugar perdido no mundo, a minha casa. Era como se alguém tivesse me tirado de lá a força.. e assim passei os anos choramingando pra poder voltar. Quando eu comecei a dizer pro meu pai que queria ir pra Islândia, ele não entendia muito bem.. Nem  sabia que fim de mundo a Islândia se escondia, fora que era caríssimo ir pra lá e não se achava tanta informação assim.
Lembro que tentava aprender o idioma com as músicas do Sigur Rós, que só abriu as portas também pra eu conhecer mais ainda o cenário músical islandês. E me enche o coração de nostalgia lembrar das outras primeiras bandas islandesas que comecei a ouvir também, como  Retro Stefson, FM Belfast, Amiina, Ólafur Arnalds, Agent Fresco… Era tão difícil achar algum material pra estudar a língua islandesa na época, eu pegava as letras e tentava acompanhar as músicas numa tentativa falha de pronunciar aquele idioma tão difícil e tão fascinante ao mesmo tempo.
Ainda na música, suspirava todos os anos e acompanhava os passos do festival anual mais famoso do país, Iceland Airwaves, que juntava sempre todos os meus músicos favoritos, tocando em bares, lojas e lugares diferentes pela capital. O vício em música islandesa só crescia conforme os anos passavam e é sempre uma delícia acompanhar o começo e ver como os artistas vão crescendo, parece até que cresço junto com eles. Ao mesmo tempo que fico torcendo pra que eles só cantem em islandes e não se metam a cantar inglês pra deixa o clima todo mágico com esse idioma maravilhoso, bate aquele orgulho de ve-los atingindo um público maior e sendo reconhecidos internacionalmente também.
Já que aquele sonho em poder ver tudo aquilo com meus próprios olhos era muito distante, a internet era o lugar em que eu explorava Reykjavík (RVK) e suas casinhas coloridas, saber das lojinhas, da arte de rua, de cada pedacinho, ver os puffins, os vulcões, as geleiras, cachoeiras, saber da cultura, de como tudo começou, as lendas, a Aurora Boreal, Akureyri, Borgarnes, Reyjanes, Kópavogur e tantos outros lugares e pequenas cidades com não mais de 60 habitantes…. As vezes eu vivia mais nesse meu mundo paralelo da Islândia, do que no mundo real que eu vivia mesmo. Se isso não é amor, olha, então eu não sei o que é. Pode até soar como loucura para certos ouvidos, mas a conexão que eu sempre senti com essa terra é difícil de explicar. Só sei que enche meu peito com o amor mais forte e bonito que existe. Carrego a Islândia comigo até no nome: Taís. Mas como assim? Bom, o final do meu nome ‘ís’, significa gelo em islandês e esse é nada mais nada menos que o nome do país ‘Ísland’ (Iceland).
Quase aos 23 comecei a morar na Irlanda e me dava frio na barriga só de pensar, já que finalmente estaria tão próxima a este meu grande sonho, tanto geograficamente como financeiramente também. Desde o meu primeiro ano aqui sempre tentei planejar finalmente uma viagem pra lá. Nesses últimos 2 – 3 anos a Islândia  ‘entrou na moda’  se tornando um destino muito procurado pra turismo e o sonho de muita gente, o que facilitou um pouco a vida de quem quer ir pra lá (coitada daquela menina de 13 anos que tinha que pesquisar no fundo do buraco negro informações haha), já que antes eram pouquissímos os voos, o que tornava tudo muito mais caro. E também, depois da grande crise econômica que afetou o país em 2008, campanhas super bem boladas e fantásticas para incentivar o turismo no país foram surgindo de todos os lados.
Chamei amigos pra irem comigo, já que a minha vontade mesmo era de fazer uma viagem de carro e parar em todos os cantos possíveis que eu sempre tive vontade, ou pelo menos uma parte deles. Eu tenho a minha carteira de habilitação, mas não tenho lá muita experiência em dirigir, então ir com alguma turma seria o ideal pra mim. Mas nunca que dava certo bater as datas com todo mundo.
Os amigos islandeses que fiz pela internet, moram em cidades distantes da capital, um deles trabalha mais no mar do que na terra.. e também tava meio incerto de tentar combinar algo com eles. Mas será que esse sonho nunca sairia dos planejamentos?
Foi aí que todos os planos que eu tinha para o segundo semestre de 2014 foram por água abaixo, tava numa deprê que tava me sugando cada vez mais e eu precisava de algo pra me tirar lá do buraco. Uma luz no fim do tunel surgiu: ‘Taís, vamos passar o natal na Inglaterra’. Opa, legal, nada como uma viagem pra me animar, era tudo o que eu tava precisando mesmo, até porque minha volta para  a Hungria em setembro não deu certo.. E aí, que uma outra luz surgiu… por que não ir pra Islândia também? Assim, sozinha mesmo. E para minha surpresa, procurando passagens, acabei achando uma muito barata exatamente nas datas certinhas para encaixar com as datas da Inglaterra. Taís, respira fundo, tenha calma. Mas aí fiquei naquelas, será? Será que é agora mesmo o momento certo de eu realizar o maior sonho da minha vida? Será que eu estou preparada? Será que não é melhor esperar mais um pouco? E me vi suando frio olhando a tela do laptop antes de confirmar as passagens, o processo todo demorou porque eu fechei a página umas milhares de vezes sentindo aquele turbilhão de borboletas no estômago. Liguei Sigur Rós no último volume e deixei eles me guiarem. Pronto, 13 de dezembro de 2014 às 11 horas da manhã tinha uma passagem reservada em meu nome rumo à Keflavík, onde fica o aeroporto internacional da Islândia. Eu não sabia se chorava, se gritava, eu não sabia o que fazer, não sabia lidar com toda aquela emoção. Eu estava indo no alto inverno, quando os dias são bem curtos e escuros, quando vários lugares não dá pra se visitar, como algumas geleiras, por motivos de segurança, quando tem as nevascas e tempestades… Seria um desafio, mas quer saber? Eu tava feliz, muito feliz. Eu estava indo pro lugar em que eu sempre quis estar.
Pra eu fazer tudo que sempre tive vontade lá, eu teria que ficar no mínimo 1 mês, então já desencanei de querer fazer tudo em apenas 1 semana. Coloquei na minha cabeça que era só pra ter um gostinho e que só de ficar perambulando pelas ruas de Reykjavík cobertas de neve e vendo os cantinhos que sempre vi por fotos, já eram muito mais que suficientes para minha primeira de muitas viagens para lá.

 

Os próximos dias depois dali foram de ansiedade em nível alto, não dormia, tava nervosa, aquele mix de sentimentos. Quando faltava apenas 1 semana, eu nem conseguia dormir mesmo. Foi a viagem mais fácil de planejar de todas, por simplesmente já saber o que fazer e os lugares pra ir. ponto pra mim e pro meu fanatismo! haha

Eu queria fazer couchsurf e ficar o maior tempo possível com nativos, esse já é um ponto que eu dou muito valor quando faço outras viagens, ainda mais indo pra lá.. só queria saber de sentar em um bar e ficar jogando conversa fora com os icelanders, entrar nas lojas de música e sentir toda aquela energia da capital e de como é viver ali, mas infelizmente o couchsurf acabou não rolando, o que me voltou para o que sempre foi minha primeira opção quando se tratava de acomodação na Islândia, o melhor hostel do país, que não é só o queridinho dos viajantes, mas também dos nativos, um lugar que até os meus músicos favoritos frequentam já que também é um bar e local de shows. Para os olhos de um Icelandophile ir pra Islândia e não se hospedar lá, é não ir pra lá sabe? Que alugar apartamento ou ficar em qualquer outro tipo de hotel/hostel que nada… O querido ‘biscoito’ é o que vai fazer a nossa experiência ser mais rica ainda. Parada obrigatória pra gente que é fã de música islandesa também. Parecia o plano perfeito pra mim.. e olha, foi incrível!
Tá pensando que os planos foram tranquilos? Claro que tinha que ter uma ’emoção’ nessa história toda, tá pensando que realizar sonho é fácil? Não basta ter que esperar mais que 10 anos não.. hehe
Quando a data se aproximava… as tempestades de neve também, bloqueando rodovias e cancelando voos. Ai, agora não.. não faz isso comigo! Eu fiquei bem preocupada, não sabia se iriam cancelar meu voo, não sabia se não iria conseguir fazer nenhum passeio pra fora da capital por conta da tempestade. A D. minha querida islandesa de Akureyri me mandava mensagem todos os dias me atualizando sobre o que tava acontecendo por lá, me mandava print com a situação das rodovias,  fotos da neve toda e dos vidros da casa dela todos congeladíssimos.. hahaha e o que me deixou tranquila foi que os voos internacionais estavam operando normalmente, apenas os domésticos tinham sido todos cancelados. E aí que o meu plano de ficar só explorando os cantinhos de RVK ficava mais forte, já fui preparada sabendo que o tempo não estava ok e que mais ainda não poderia fazer todas as atividades que tinha em mente. Não tem voo direto aqui de Dublin pra lá, então meu voo pra Islândia saia de Londres e 1 dia antes do meu voo, deu um pane no sistema dos aeroportos de Londres e vários voos foram cancelados/atrasados… Socorro, pra que tanto azar, Taís?? Mas aí que o aeroporto que eu estava indo os problemas não foram tão sérios e no dia já estava normalizado pra quem tinha voo por ali, ufa, respira fundo! Agora é torcer pra que a tempestade melhore e deixe meu voo pousar tranquilamente e que a estrada de Keflavík até Reykavík não esteja bloqueada.
Mas é claro que eu não dormi no dia do meu voo, às 4 da manhã eu já tinha que sair de casa pra pegar meu voo cedinho pra Londres e ficar esperando meu próximo voo. Guenta coração, Taís.. você tá quase lá!!!
Entrei no avião já babando pela beleza das aeromoças, não conseguia parar de sorrir, em 3 horas estaria em ‘casa’… No avião tinha opção de você conectar o seu fone de ouvido e escutar a rádio, fiquei toda boba porque assim que conectei percebi que era uma rádio só com bandas islandesas, de cara começou a tocar o rap Hvítir Skór que tem participação de um dos meus músicos favoritos, eu acho essa música engraçadinha e comecei a fazer dancinhas toscas e me deixei levar pelo ritmo, a aeromoça me olhou com uma cara de ‘essa tá curtindo a música’ hahaha…e em seguida veio Retro Stefson e mais um monte de coisa que eu gosto só pra deixar meu coraçãozinho mais acelerado.
Eu tava muito cansada, andando com jaquetas e botas de neve pesadas,não tinha dormido, mas não consegui pregar o olho.. Quando eu sabia que tava chegando, meus olhos não desgrudaram da janela, E esse foi o primeiro pedacinho de Islândia que eu vi:

 

Quase gritei um ‘puta que pariu’, que vista incrível! Mais um pouco pensei que ia ter um ataque cardíaco ali mesmo e nem sairia do avião. Já fiquei de boca aberta ali no aeroporto mesmo olhando tudo a minha volta, sendo bem recepcionada por todo mundo, o motorista do meu transfer todo brincalhão e só faltou me dá um abraço. Ai, Islândia, chega de ser perfeita né? Parecia que tava todo mundo ‘me esperando’, que sensação incrível.

Precisa dizer que foi a melhor viagem da minha vida? A Islândia é ainda mais bonita pessoalmente do que nos meus sonhos, seu povo é mais fofo e receptivo do que eu imaginava, Reykjavík é a melhor cidade do mundo, a água de torneira é a mais gostosa que eu já tomei, é tudo tão caro e vale tão a pena, você se sente no lugar mais seguro desse planeta. Fiz amigos no hostel que viraram uma pequena família, já que estávamos viajando todos sozinhos, cuidávamos uns dos outros, mistureba de canadenses, americanos, australianos, britanicos e eu! A tempestade foi inspiração pra criar uma música nossa, sentar na cozinha e conversar sobre a vida. Por conta das rodovias bloqueadas ao norte, não conheci a D. pessoalmente (que é fofa demais e me mandou mensagem quando eu cheguei dizendo ‘welcome home’), mas conheci meus vikings queridos que por mim não desgrudava mais, vi músicos que eu gosto andando pelas ruas e no hostel  (detalhe para o L. Pedro que encontrei 3 vezes e papeamos um pouco no mercado – da banda Retro Stefson e bombando agora em Yong Karin), islandeses que eu stalkeio pelo FB, fora músicos famosos que eu sou muito fã e que tenho contato me mandando número de telefone deles e perguntando se a Islândia tava me tratando bem. Posso com uma coisa dessas? É muita fofura pra um povo só. Andar nas noites congelantes de RVK, se perder pra achar um faról e acabar atolados com neve até o joelho no quintal de um estranho, passar muito frio, não sentir seus dedos, dirigir com o viking e ver a Aurora Boreal sem querer, guerra de neve e se concentrar todos os dias pra não escorregar no gelo (prêmio pra mim que já tava correndo atrasada pela Laugavegur sem nenhuma escorregada), chegar no hostel e ter show surpresa de uma artista que você gosta depois de um dos dias mais incríveis da sua vida e terminar a noite vendo os barcos no porto da cidade, as aventuras de ir ao mercado sem entender os rótulos, ahh e as paisagens de tirar o fôlego… É muito amor pra uma viagem/lugar só. Nem consigo acreditar que vivi tanta coisa em apenas 1 semana.

E aquela sensação que já tinha antes de que na Islândia era todo mundo uma grande ‘família’ só ficou mais forte. ‘F, você conhece o G? Gosto muito das músicas dele – sim, eu estudei com ele’ hahaha ‘ G, acabei de encontrar o L.P no mercado – e ele acabou de chegar aqui pra gente fazer uma música’. ‘H, por que você tá com essa cara de espanto? Ai, Taís acabei de ver minha ex conversando com outra ex.. Como elas se conhecem?’, não ficaria surpresa se soubesse que elas eram primas ou coisa do tipo. Até o pequeno viking S em outra cidade falando de seus amigos na capital e eles cruzando meu caminho também. Não é atoa que os islandeses desenvolveram um aplicativo para descobrir se aquele tal crush da noite não faz parte da sua família, já que as famílias não têm sobrenomes e fazem o uso do esquema patronímico.

Estar lá depois de tantos anos de espera foi algo que não dá pra explicar, eu poderia escrever todas as palavras com bons significados, mas acho que nenhuma descreveria fielmente como foi toda essa experiência, foi mais que incrível. Desde que pisei naquela terra me senti tão bem como nunca me senti em outro lugar antes e parecia já estar familiarizada com tudo. O engraçado foi que ao mesmo tempo que eu queria registrar tudo e fotografar cada detalhe, estava com aquela sensação de que ‘ah é minha casa, depois eu tiro foto’, não tava com aquela vibe de viajante ou turista e no final das contas percebi que não fotografei tudo que eu queria, ficou tudo na minha mente mesmo. Na minha última noite me bateu aquele desespero, quando é que eu voltaria novamente? Será que aquela era a minha primeira e última vez lá?
Meu único ‘erro’ foi ter ido pra ficar tão pouco, porque só me fez ficar ainda mais apaixonada (e tem como? Tem sim!) e me fez chorar horrores quando tive que ir embora, me despedi com a Aurora Boreal dançando no céu, mesmo que não muito forte, me fez sentir como se fosse um presente, as lágrimas escorriam fora do meu controle e a dor da despedida só aumentava. A depressão pós-Islândia ainda é grande que me pego choramingando ouvindo músicas, vendo fotos…. Não tá fácil! O que eu senti vivendo tudo que passei lá foi muito especial e único pra mim. Quando meu quarto tá todo escurinho só com a claridade do abajur e vejo o clima escuro de invenro lá fora, me faz pensar por questões de segundos que eu ainda tô lá. Que eu vou abrir a porta e vou sentir aquele vento gelado no meu rosto e a neve nos pés, que eu vou sair na rua e ouvir aquele idioma lindo e a voz dos ‘meus’ falando inglês com aquele sotaque maravilhoso que só eles sabem ter. E fico aqui imaginando como seria ter ficado um pouco mais, ter aproveitado um pouco mais os momentos com as pessoas que conheci, ter ido relaxar mais vezes nas águas termais da blue lagoon e ter levado o viking comigo, ter experimentado mais sabores do yogurt Skyr, ter mais tempo de comprar todas as coisas que eu queria e tantas, mais tantas outras coisas mais que eu gostaria de ter feito e vivido.

2014 me fez realizar o grande sonho da minha vida e eu só tenho muito que agradecer por isso. Gratidão, muita gratidão!  Recebi mensagens tão queridas de gente que também se emocionou com a minha ida pra lá e ficou feliz por eu estar realizando esse sonho, queria poder abraçar cada um de vocês e agradecer por essa energia linda que vocês me mandaram, eu senti de lá, viu?
Só tenho a dizer que se você tem um sonho, não desista dele, por mais longe que você esteja de realiza-lo, não desista! Você pode passar anos e anos esperando, mas quando ele acontecer, vai ser a melhor coisa da sua vida. Tenha paciência, eu sei que não é fácil, chega a doer e dá vontade de desistir, mas mantenha o foco e de um passo de cada vez, um dia você chega lá.
Islândia, obrigada por cada segundo que passei com você, obrigada por estar comigo todos esses anos e me acolher como sua filha, como se eu tivesse nascido aí. Obrigada por existir! Tá difícil sem você, mas eu volto, me espera que eu volto.
Da sua filha estrangeira, com muito amor. Sjáumst seinna!

 

Feliz 2015!
(calma que eu ainda vou organizar minha vida e venho compartilhar mais aqui no blog minhas experiências em terras islandesas)

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//32 Comments

  1. Carolina Katayama

    janeiro 4, 2015 at 1:36 pm

    Taís, que post lindo! Fiquei emocionada! Eu sou a maior fã de gente que tem um sonho e vai atrás de realizá-lo. Deu pra sentir toda sua emoção por visitar esse país, por realizar esse sonho e isso me deixou inspirada. Que 2015 seja ainda mais "breathtaking" pra você, beijos!

    1. admin

      janeiro 7, 2015 at 11:12 pm

      Carolina, muito obrigada! Um 2015 maravilhoso pra ti.. e fico feliz que se sentiu inspirada. Um grande beijo! :*

  2. Paula A.

    janeiro 4, 2015 at 2:55 pm

    Que coisa mais lindaaaaa, Ta, me emocionei com você! <3 Consigo imaginar como seu coração estava cheio de alegria por finalmente estar em casa. E esse quote de Bjork no aeroporto, aff, eu choraria já! hahahah. Ansiosa pra ver as próximas fotos e posts sobre a Islândia. 🙂

    1. admin

      janeiro 7, 2015 at 11:13 pm

      Quando cheguei no aeroporto e vi esse quote lá pessoalmente.. fiquei sorrindo que nem boba.. todo mundo passava direto e eu lá ' *___* meu deusss eu to aqui' hahaha
      🙂

  3. Mayumi Kuabara

    janeiro 4, 2015 at 2:59 pm

    Imensamente feliz por ti, guria! <3 Tudo muito lindo, muito emocionante e com gostinho de quero mais! Parabéns por esse sonho realizado!

    1. admin

      janeiro 7, 2015 at 11:20 pm

      Obrigada, Mayuuu!! Super gostinho de quero mais e espero que tenha em breve 🙂
      Um beijo!

  4. naterradaluavirada

    janeiro 4, 2015 at 5:22 pm

    Ahhhh… Eu tava louca para ler esse post!! <3 Você conseguiu verbalizar direitinho suas emoções, foi uma ótima experiência ler sobre a realização desse seu sonho… E vou ficar aqui esperando mais fotos e mais relatos!

    Ah, só mais uma coisa: por que você não se muda para a Islândia, Taís? Tá esperando o quê? =D =D

    Beijos,
    Lidia.

    1. admin

      janeiro 7, 2015 at 11:32 pm

      Lídia que delícia ler teu comentário, muito obrigada.. fico tão feliz que tenha gostado 🙂 E pode deixar que logo volto com mais fotos e relatos de lá..

      Eu bem que queria ir morar pra lá, mas não é lá tão fácil.. mas.. quem sabe um dia

      Um beijo!

  5. Débora Braga

    janeiro 4, 2015 at 9:00 pm

    A, Taís! Que lindo ler esse post! Fico super feliz que você tenha realizado o seu grande sonho, sério mesmo!
    Pelas fotos que vejo de la, parece ser lindo! Eu gostaria muito de um dia conhecer também, justamente por causa da banda Sigur Rós . Pra ficar mais perfeito poria ter tido um show deles, né? Hahaha
    Beijo
    http://www.deborabp.wordpress.com

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 7:44 pm

      Sim, seria mais incrível ainda poder ver um show deles lá.. eu já vi aqui em Dublin e foi magico, lá seria muito especial tb 🙂

  6. celle coelho

    janeiro 4, 2015 at 9:36 pm

    e você se emociona e leva todo mundo junto com você, Taís haha <3 sério, eu quase chorei só de ler a sua experiência maravilhosa. esse negócio de nascer longe da nossa casa mexe muito comigo, já que sofro disso também. você agora tá mais perto da minha casa (haha) e da sua também, e isso é tão bom de ver. espero que você possa estender ainda mais esse sonho em breve, mas só de ter tido esse gostinho eu já fico muito, muito feliz por você! <3 quero muito ver os próximos posts!

    beijo!

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 7:50 pm

      Awwnn, Celle, sua fofa! É difícil mesmo ficar longe de casa.. mas com paciência nos duas ainda vamos voltar pra nossas casas, né? haha beijo!

  7. Kah Souza

    janeiro 4, 2015 at 11:18 pm

    Senti uma parte das suas emoções quando tava lendo esse post, que amor! Sério!
    Lembrei daquilo que falam que quando nós queremos de coração alguma coisa, o universo conspira pra que isso aconteça – e acho que é justamente isso que aconteceu com você 🙂 mesmo que tenha demorado, mesmo com os probleminhas, tudo acabou dando certo e sendo perfeito. Tô aqui torcendo pra você ir logo logo pra Islândia novamente, conhecer cada cantinho gelado de lá e sentir todas essas emoções novamente.

    Beijo, beijo 🙂

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 8:21 pm

      Ai obrigada, Kah.. espero voltar muito em breve sim e conhecer muito mais coisas <3

  8. Nereida

    janeiro 5, 2015 at 11:49 am

    Post emocionante, li inteirinho! Quando eu era jovem, eu tive vontade de aprender islandês por causa de umas músicas com muita sonoridade e fonemas incríveis. Fico feliz por ver alguém tão dedicada como você, que nunca se perdeu de seus sonhos e conseguiu realizá-lo anos depois. Uma pena que você não conseguiu encontrar sua amiga, então acho que esse é um bom motivo para voltar!;)

    Beijos,
    Nereida

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 8:27 pm

      Sim, ótimo motivo pra voltar… motivos que não faltam pra voltar pra essa terra linda.

      Beijos 🙂

  9. BA MORETTI

    janeiro 5, 2015 at 5:58 pm

    choray amores. que coisa mais linda taís. que emoção! 🙂 que 2015 te traga sensações ainda melhores e mais islândia sim 🙂 e pfvr me leva na próxima HAHA

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 8:31 pm

      Vem pra cá que eu te levo comigo <3

  10. Flávia Donohoe

    janeiro 5, 2015 at 10:21 pm

    Olá Taís! Que relato incrível! Lendo o post eu me vi como você há um tempo atrás, sempre fui muito fã do México, inclusive sou fanática pela rock mexicano, e um dos meus sonhos era ir pra lá e ir aos shows das minhas bandas preferidas, tenho o mesmo sentimento pela Argentina, dai o meu amor pela América Latina, tudo começou com 14 anos, aprendi espanhol vendo TV e com as letras das músicas dos meus grupos favoritos, agora com 32 ainda tenho a mesma paixão por esses dois países, bem mais pelo México na verdade!

    Eu sempre tive muita vontade de conhecer a Islândia, e isso bem pela música também, eu tenho um estilo bem alternativo, escuto bandas que quase ninguém nunca ouviu falar e algumas pessoas estranhavam isso, a música islandesa é uma das melhores sem dúvida! Fico muito feliz por você ter realizado o seu sonho, pois assim como realizei o meu, sei bem qual o gostinho!
    Espero visitar a Islândia em breve e tenho certeza que o seu blog vai ser de grande ajuda! Um grande beijo

    1. admin

      janeiro 8, 2015 at 8:57 pm

      Flávia, que demais saber também do seu amor pela América Latina e como tudo começou, que legal.. é incrível como essas coisas fazem parte do que somos.. e como a música nos influencia também.
      Quero poder conhecer o México um dia e com certeza já sei com quem pegar dicas.
      E esperço que você possa ir conhecer a Islândia em breve também, é o lugar mais lindo desse mundo! <3

  11. Chez B.

    janeiro 6, 2015 at 11:46 pm

    Nossa, que impressionante! Super post, super relato, emocionante! Adorei muito, de verdade. A sua dedicação e persistência no seu sonho foram incríveis. Que 2015 traga ainda mais realizações e muita Islândia 😀

    Beijinhos,

    Bruna
    http://www.chezb.com.br

  12. Camila Faria

    janeiro 7, 2015 at 5:41 pm

    Que sonho Taís, que post mais lindo! Fui ficando desesperada, ansiosa, emocionada, tudo junto com você nesse post… Torcendo para você voltar para lá, mais cedo do que você imagina! <3

  13. Clay

    janeiro 7, 2015 at 7:38 pm

    Você vive um sonho e merece se sentir sim, um amor verdadeiro SIM =)

  14. Bárbara Hernandes

    janeiro 8, 2015 at 12:28 am

    Cara, que relato, que história! Fiquei super emocionada e feliz por você ter realizado esse sonho, mesmo! Foi lindo demais ter lido esse texto e acompanhado um pouco do processo!

    Agora, queremos ver todas as suas lindas fotos desse lindo país! 🙂

  15. Tany.

    janeiro 8, 2015 at 2:59 am

    Ai, meu deus! Ler isso foi uma coisa linda pra mim, de verdade. Eu amo esse país mas não é nada comparada a sua dedicação a cultura, ao povo, a tudo, sabe? Primeiro: como tu conheceu essas pessoas daí? Conheci uma menina no last.fm uma vez, mas só.. hahaha.

    Eu fico imaginando as fotos, a experiência, seu sorriso, você dormindo feliz sem acreditar que era aquilo ali e eu fico MUITO feliz de você ter feito um post tão pessoal que com certeza você vai levar pra vida. Vou reler ele várias vezes porque esse sentimento de sonho realizado, vivido é uma das melhores coisas que existem. 🙂 Que outros posts do seu tempo na Islândia venha e principalmente, outras visitas. Aliás, você nunca pensou em se mudar pra lá? Porque né.. deveria.

    http://www.paleseptember.com

  16. caixadosdesejos

    janeiro 8, 2015 at 8:54 pm

    Eu bem sei como é realizar sonhos de infância/adolescência depois de adulta. Tanta coisa que as pessoas me diziam ser impossível se tornaram realidade. Quando a gente quer muito e tem certeza que aquilo vai acontecer, acaba acontecendo mesmo. E nossa, que emocionante essa sua aventura! Cruzando os dedinhos aqui para poder voltar em breve para a Islandia 😉

    beijo

    http://www.caixadosdesejos.wordpress.com

  17. Aline

    janeiro 12, 2015 at 5:06 pm

    Fiquei emocionada com esse post, coisa mais linda! Bjos

  18. Alessandra

    janeiro 14, 2015 at 6:49 pm

    Que delícia realizar sonho de infância! Também consegui realizar o meu depois de adulta e entendo bem esse sentimento. Seu relato foi incrivelmente emocionante. Bjos.

  19. Lolla

    janeiro 15, 2015 at 1:44 pm

    Puta que pariu, e essa quote dessa música da Bjork que acaba comigo? Morri. ♥
    Que post lindo, deu pra sentir a sua emoção. Que delícia é realizar um sonho e poder pisar no chão daquele que é o seu lugar no mundo, né? Me senti assim na primeira vez em que estive em Londres e meio que me sinto assim ainda, todos os dias. Espero muito que você possa voltar lá e passar bastante tempo, porque a Islândia merece mais de você tanto quanto vc merece mais dela. (se eu não estivesse numa fase horrível adoraria ter ido com você, o país tá na minha lista de "must visit" também!)

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