Mtskheta – um bate volta (especial ♥) de Tbilisi

Se você estiver em Tbilisi, considere fazer um bate volta até Mtskheta (se pronuncia tisrrêta).
É fácil e super vale a pena!

Mtskheta foi a capital do antigo reino georgiano oriental, do século 3 AC ao século 5 DC. É de extrema importância para o povo da Georgia e listada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi aqui que o país adotou o cristianismo em 334 DC e continua sendo a sede da Igreja Ortodoxa da Georgia.

Para chegar lá você pode ir de marshrutka (minibus), que sai da estação de metrô Didube. Não lembro agora exato, mas custou baratíssimo, coisa de 2 laris (moeda local) no máximo. Isso em euros custa centavos! Quando você sair da estação pode ser meio confuso para achar as marshrutkas por lá, pergunte com o nome da cidade, seja falando ou mostrando a forma escrita. O inglês do pessoal lá é bem básico ou inexistente, mas com paciência você consegue achar seu transporte! A viagem leva uns 20-30 minutos mais ou menos dependendo do trânsito. Peça ao motorista para descer no centro histórico de Mtskheta ou fique ligado no mapa, acho que o ponto final é um pouquinho mais longe do miolinho do centro.

E também, para quem não quiser a opção de se aventurar no transporte público (é a forma mais barata e vale a experiência também), você pode ir de tour ou tentar fechar algum taxi pra te levar até lá.

Svetitskhoveli Cathedral

A cidade é bem pequena e em coisa de 1-2 horas você já viu tudo. Dá pra fazer tour em vinículas e também tem outros lugares interessantes para se visitar lá perto. Nós ficamos só em Mtskheta mesmo e foi um dos dias mais legais de toda nossa viagem pelo Cáucaso.

Quando começamos a andar pelo centrinho, conectamos no hangout do Couchsurfing pra ver se tinha mais viajantes passeando por ali. E assim, conhecemos o Marcin, um polonês de 21 anos que estava viajando já por um mês pela Georgia. Ele veio da Polônia até ali pedindo carona, esse é o estilo de viagem dele e foi muuuito legal ter conhecido ele! Fez nossa viagem muito mais interessante com suas histórias e conhecimento. Fora que ele falava russo e nos ajudou bastante, um tesourinho esse menino!

Nós 3 saímos andando pelo centro e entramos na Svetitskhoveli Cathedral, que é um dos lugares mais sagrados da Georgia. É um complexo bem bonito e é uma das principais da igreja Ortodoxa Georgiana. Nesse dia estava bem cheia de gente, estava acontecendo casamentos e batizados. Ficamos ali de curiosos pra ver, é aberto e qualquer um podia entrar. Foi interessente ver diferentes tradições pra esses eventos, mas o que mais chamou atenção foi a forma que batizavam as criaças. Nossa reação foi um mix de ficar chocados no primeiro instante e depois rir de tão surreal. É doido demais! Assistam esse vídeo aqui pra ver como as crianças são batizadas. Talvez se você já viu ou está familiarizado com a igreja ortodoxa não vá se impressionar. haha

Um dos vários casamentos
Svetitskhoveli Cathedral
essa montanha ao fundo <3

Aproveitei esse dia para experimentar a Churchkhela. Um doce bem típico da Georgia, feito com sumo de uvas, nozes e farinha. Eles formam como se fosse um colar com as nozes e depois mergulham na uva e deixam secar. É bem gostosinho e não é muito doce. Tem de vários tipos também e se acha fácil pelas ruas na Georgia.

Lembro de ter lido bastante sobre esse doce nas minhas pesquisas antes da viagem e fiquei toda empolgada quando vi pessoalmente. haha

Churchkhela
as ruazinhas fofas de Mtskheta
O Jvari Monastery ao fundo

Depois de andar pelas ruelinhas do centro e visitar igrejas, eu, o boy e o Marcin fomos relaxar perto do rio. O calor estava demais e foi bom achar uma sombra. Ficamos um bom tempo lá conversando, curtindo a vibe do local e aproveitando aquele cantinho mais fresco. Foi muito bom!

Nossa missão era subir pra ver a vista do Jvari Monastery, uma das principais atrações da cidade. É longe pra ir andando, ainda mais com aquela temperatura quente, então a melhor maneira é achar alguém pra te levar lá pra cima. Ao andar pela cidade você com certeza vai ser abordado por taxistas ou motoristas de vans oferecendo seus serviços. Fomos perguntando os preços pra ir comparando, mas fica em torno de 20 laris.

ah, o rio, que delicinha de lugar!

O Jvari Monastery é do século 6 e é um dos mais antigos na Georgia. A vista de lá é muito bonita, dá pra entender porque o lugar é tão visitado. Como é fácil chegar subindo de carro, fica lotado, com certeza se tivesse que subir a pé mesmo seria muito mais vazio. haha

Chegando lá, tinha muita gente que tava na catedral participado dos casórios fazendo sessão de fotos. Focamos em ver a vista e esquecer aquele vuco-vuco de gente. O cara que levou a gente acho que nos deu uma meia hora pra ficar ali, mas acabos até voltando antes do combinado pra van. O monastério em si é bem pequeno. Valeu muito com certeza por causa da paisagem lindíssima que se tem lá de cima.

Jvari Monastery
a vista!!!
o encontro dos rios Mtkvari e Aragvi – e olha a catedral e o centrinho da cidade onde estávamos antes!
Ai, Georgia, você é apaixonante demais! ♥

Quando voltamos pra van, ficamos batendo um papo com o motorista. Quer dizer, o Marcin né e ele ia fazendo toda a tradução do russo pro inglês pra gente. Os georgianos têm sempre uma bebidinha local no carro pra oferecer. Seja porque foram feitas por eles, amigo do amigo ou é produção da família, enfim.. Eles oferecem e aí se você gostar, pode comprar alguma garrafa. Ele nos ofereceu vinho e Chacha. A Chacha é como se fosse a ”vodka georgiana” e é feita em casa com restos de uva. Não era uma boa ideia tomar qualquer um deles quente daquele jeito, mas me arrisquei em provar a Chacha. Postei esse momento lá nos stories no Instagram (kkkk) e nossa, que negócio forte pra kct! Foi uma experiência um tanto interessante ter ido até o monastério com esse georgiano.

Para encher nossas barrigas, fomos comer no restaurante Salobie. Do centro é só pegar qualquer marshrutka que passa indo em direção a Tbilisi. O restaurante fica meio que na saída já da cidade e aí você manda um ”motorista, vai desceeeeeer!!” pra ele parar ali pra você. Lembro que a que pegamos tinha no para-brisa duas fotos, de um lado Jesus e do outro Stalin.. hahaha risos!
(uma observação pra quem não sabe desse fato: o Stalin nasceu na Georgia).

O Salobie é um restaurante bem tradicional e super barato. Recomendo demais! Comemos até explodir, fora 1 litro de vinho georgiano maravilhoso (que saiu por apenas 1.20 de euros), e outro litro de limonada georgiana. O total deu 10 euros, para nós 3! Isso mesmo, não foi cada um, foi para os 3 comerem super bem +bebidas (por isso muita gente sai de Tbilisi pra comer lá haha). O prato principal do local é o ensopado de feijão, chamado lobio, servido em potes de barro. Lobio significa feijão na língua georgiana e é um prato bem típico que vale a pena provar. É bem temperadinho, super gostoso e aí é só pedir os acompanhamentos. Fica ótimo com um georgian bread <3
(não teve foto dessa experiência gastronômica haha, mas tem um vídeo curtinho lá nos meus stories!)

Mais um pouquinho dessa vista ♥

Quando saímos do Salobie, íamos esperar a marshrutka vir para voltar pra Tbilisi, mas aí nosso novo amigo sugeriu: vamos pedir carona?
Topamos sem nem pensar! Eu nunca tinha pedido carona assim, o boy já tinha dado carona umas vezes antes, mas nunca pegado uma. Não poderíamos deixar a oportunidade de tentar, ainda mais com alguém que está super acostumado em fazer hitchhiking.

Não demorou muito e um cara parou pra gente. Assim como a maioria do pessoal na Georgia que encontramos, ele não falava muito bem inglês, mas sabia russo né. Ele fez questão de levar a gente até o metrô de Didube e foi bem simpático. Foi contando da sua infância, que ele ía bastante no Salobie também, etc (Marcin foi traduzindo tudo). Que experiência mais legal!

Esse dia me convenceu que minha próxima língua eslava será o russo. Estudando polonês, tem várias coisas parecidas e já é ”meio caminho andado”. Quero muito voltar pra Georgia (e viajar mais pelo leste europeu e antiga União Soviética) e poder conversar assim com as pessoas locais, saber mais do país e de suas vidas – e acredito que sabendo russo facilitaria muito as coisas. Tivemos sorte de ter conhecido o Marcin que falava a língua e foi traduzindo pra gente. Caso contrário, só conheceríamos o lugar mesmo e não teríamos essa experiência tão mais profunda de conhecer as pessoas. E isso pra mim é uma das maiores preciosidades de se viajar ♥

Comments

  1. Oi!!

    Que vista liiinda lá de cima e que sorte de encontrar um novo amigo viajante pra traduzir as histórias né? =)
    Agora o que eu mais gostei foi do preço da comida, gente, viajar para Georgia é sinal de gastar pouco em alimentação…adorei! rs…

    Beijos!
    Gábi

  2. Como sempre, fotos e experiências incríveis, né? Sinto como se tivesse viajado contigo haha

    Quando tu falou do batizado, me veio logo esse vídeo na cabeça. Acho que se fosse eu no teu lugar, e sem saber como os batizados são realizados, teria dado um grito dentro da igreja kkkk alok

    E deve ter sido uma viagem muito mais proveitosa com o Marcin mesmo. Que legal isso de conhecer mais dos locais e também de ter pego a carona haha

    • Fico feliz que você se sente viajando comigo! ♥
      E realmente, foi muito proveitoso mesmo conhecer pessoas novas e fazer coisas novas tb 🙂

    • Oi Váh, ele é um pouquinho durinho sim, mas não super duro. Pelo menos esse que eu comi né haha
      E sim, o batizado é diferente demais pra dizer o mínimo hahaha

  3. Ai Tááá, que post mais liiindo! ♥ Com certeza a parte mais legal foi conhecer as pessoas e suas histórias né? Isso cria uma conexão ainda maior com o local. Adorei seu relato de como foi essa experiência em conhecer o Marcin e com ele, várias outras pessoas pelo caminho. E a cidade é linda, seus fotos são lindas, aquela vista de cima de toda a cidade…uooow, maravilhosa! Fiquei com vontade de conhecer esse país ♥ ainda mais sabendo que tudo é tão baratinho haha. Obrigada pelo post ♥♥♥ beijos, Flora.

    • Cm certeza, Flora.. a conexão com o lugar fica mais profunda ainda. É um sentimento muito especial.
      Espero que vc vá visitar a Georgia sim, é um destino barato e encantador demais!
      🙂

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