Brasil, Pessoal

São Paulo – a volta depois de 3 anos

Cheguei na Irlanda em 2013 e desde então não tinha voltado mais. Muita gente me questionava, como é que você conseguiu ficar todo esse tempo sem voltar? Uma coisa juntou com a outra e no final das contas nem eu mesma sei. Quando eu cheguei aqui foi uma realização de um sonho de aaanos e também o fato de estar de saco cheio de São Paulo, eu queria ficar longe, mas quando vi, 3 anos já tinham se passado.

Eu lidei com aquela tal coisa chamada homesickness muito bem, até certo ponto, tinha vezes que eu chorava aquele choro doído de tanta saudade da minha família, eu queria ter voltado antes, só por causa deles, mas novamente, quando vi, 3 anos já tinham se passado.

Para alguns pode parecer que eu seja uma pessoa fria ou sem coração, mas o fato é: eu sou desapegada – e talvez, esse seja um dos motivos que me ajudou a lidar com a distância por todo esse tempo até que muito bem. Ser desapegada não significa que você ame menos as pessoas ou que não esteja nem aí pra ninguém, isso só significa que você vai saber lidar melhor com a separação e se manter a distância sem sofrer tanto assim.

3 anos é muita coisa, é muito tempo longe de um lugar, e claro, eu não deixava de me questionar, como será que vai ser voltar depois de tanto tempo? Voltar pro lugar que eu nasci, cresci e passei a maior parte da minha vida, se você comparar isso, 3 anos fora parece pouco, mas a experiência de mergulhar em uma outra cultura e conhecer o mundo faz com que esses 3 anos virem uns 20, de tão intenso que é.

Pisar em solo brasileiro foi uma mistura louca de sentimentos, aquela felicidade imensurável de poder ver minha família, abraçar meu gato até não poder mais, comer aquela comidinha gostosa e matar saudade de tudo que eu sentia falta. Acredito que isso acontece com todo mundo que passa um tempo longe, você se sente em casa quando volta, só que, no meio do caminho, algo forte vai bater: você é um estranho, um outsider, dentro da sua própria ”casa’.

Parece que você mergulha nas memórias de uma outra pessoa, ao mesmo tempo que dá aquela sensação de nostalgia, entrar no seu quarto, ver suas coisas antigas, caminhar pelas ruas que você passava todos os dias, ver sua antiga escola, a faculdade, os lugares que você frequentava… você para pra raciocinar e aquilo tudo parece que foi uma outra vida, é tudo muito confuso dentro da sua cabeça, você não é mais aquela pessoa que fazia tudo aquilo anos atrás, não parece nada seu, mas ou mesmo tempo você se vê em tudo aquilo que olha. É louco, muito louco todos esses sentimentos e é difícil explicar para alguém que não passou por isso, porque não faz sentido nenhum.

Deitar na minha cama e olhar pro teto, olhar pras minhas coisas de adolescente em volta, minhas coisas de viagens nas prateleiras, meu quadro com tickets de shows pendurados, fotos antigas e recortes de sonhos, fragmentos meus, que ainda estão comigo hoje e ao mesmo tempo você olhar tudo aquilo e se sentir um peixe fora d’água dói, como dói se sentir um estranho dentro da sua própria casa, dentro do seu próprio país.

3 anos, tempo suficiente também pra não acompanhar os preços que subiram absurdamente, tá tudo muito caro, isso assusta e até parece que não é o mesmo lugar.. e as novas construções, entradas de ruas, atrações novas…

Andar pela rua e ver as pessoas te encarando, prestando atenção em tudo que você faz, homens te olhando como se você fosse um pedaço de carne que eles estão prestes a dar o bote e devorar, uma pessoa passa quase te derruba e não pede desculpas, o outro te empurra e grita sai da frente. O trânsito não anda, são duas horas da tarde e já está tudo parado, um carro passa por cima do outro, ninguém respeita a fila pra entrar naquele cruzamento, o motorista que não respeita o sinal do pedestre. Os costumes são outros, eram seus, mas você já não está inserido naquilo mais, o papel higienico que não joga no vaso, as pessoas que falam o mesmo idioma que você. O assalto à mão armada que acontece na porta da casa da vó, as vítimas gritam por ajuda e você não pode fazer nada, a violência, o medo de andar à noite, a adrenalina de sair na rua, muita gente, muita gente em todos os lugares, prédios, muitos prédios e carros. Animais de rua, muitos, que por instantes você leva um susto e cogita a possibilidade de ver se o animal tem uma identificação pra devolver ao dono. Taís, acorda, volta, pensa um pouco, olha o lugar que você está. Estou em São Paulo, estou em casa?

Nada faz sentido, parece que tá tudo meio de cabeça pra baixo. Choque de sentimentos, pensamentos, lembranças. Um choque seu, dentro da sua própria vida. What a feeling!

Você se sente um outsider, porque de fato, você é um.  Você se sente um estranho naquele lugar que você costumava chamar de casa. E aí que você percebe mais ainda que a palavra casa pode significar várias coisas, sua casa não é necessariamente no lugar que você nasceu. A minha pelo menos não é.

E quando passa o choque, aquela confusão na cabeça fica mais fácil de domar, o sentimento de que você está apenas olhando as memórias de uma outra vida vai andar de mãos dadas e permitir que aquele sentimento gostoso de nostalgia também te invada. A alegria de olhar as coisas e dessa vez ver e lembrar das suas melhores lembranças, aquelas que você guarda com tanto carinho.

Passar pelas ruas que eu me divertia com os amigos, lembrar das tardes no bairro da Liberdade comendo coisinhas gostosas japoneas e comprando besteiras, os parques, as praças que já me viram chorar por amores não correspondidos, que viram meus primeiros tombos andando de skate. As comidas com sabor de conforto, de nostalgia e de um abraço carinhoso.

Afinal de contas, aquela cidade que parece que não é mais a sua, vai carregar pra sempre as lembranças mais queridas que você já teve na vida e que te marcam, a infância, a adolescência..
20160723_083016 20160721_161740(na ~minha época~ os semáforos da Liberdade, o bairro japonês, não eram assim, achei muito bonitinho o jeito que está agora ♥)

Na minha inocência, de quem nunca voltou após tanto tempo fora, achei que 1 mês seria tempo suficiente pra fazer tudo que eu queria, matar saudade de todo mundo, sair pra vários lugares… e bem, não deu.

No final da viagem eu já comecei a chorar baixinho porque queria ter ficado mais, aproveitado mais, ter comido mais coisas, saído mais com meus amigos, passado mais tempo com a minha família, ter ido mais em parques com as minhas irmãs, também ter ficado mais tempo em casa com meu gato…

E aí vem aquele peso, de saber que você vai ter que se despedir de todo mundo de novo, como você fez na primeira vez que partiu, deixar tudo para trás e ir. É difícil não ficar abalado, não parar e pensar se essa vida que você escolheu de ‘estar no mundo’ é a certa, se faz sentido. Depois de mais um choque, você cai na sua real e aquele bichinho que te mordeu assim que você nasceu, esse tal bichinho da liberdade e que te fez esse ser desapegado, vai te dar mais umas mordidas pra te lembrar quem você é.

A primeira experiência de voltar é muito boa, é muito doida, é muito intensa, cheia de emoções e sentimentos diferentes pra se lidar. Mas eu acho que é isso, ter que se acostumar com essa avalanche que caí pra cima de você.

Não importa quanto tempo passe, ou talvez nem quantas vezes eu volte, acho que essa confusão de sentimentos vai sempre existir, juntamente com aquela certeza: eu sou do Brasil, sou da Irlanda, sou da Islândia, da Hungria,  da Europa,  da América do Sul…. eu sou do mundo, sou um pouco de cada lugar.

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//20 Comments

  1. Lorraine Faria

    setembro 8, 2016 at 1:30 pm

    Ai Taís, a cada linha que lia ia me emocionando mais com você e seu relato! Até conseguimos conversar um pouquinho disso no carro indo para o picnic, mas mesmo não morando em outro país acho que consigo entender uma parte do seu sentimento! Hoje moro bem longe da minha mãe (vejo ela uma vez por ano só!) e o sentimento da volta é quase sempre o mesmo, um misto de “estou de volta a minha casa” e “quero a MINHA casa de volta” haha <3

  2. Katarina Holanda

    setembro 8, 2016 at 5:46 pm

    Ai, Taís! Também sou super desapegada e as pessoas me acham sem coração, hahahaha. Como digo na minha bio, acredito que o lar está nas relações e sensações. ♥ É bom ter um lugar/cidade pra chamar de casa e querer voltar, mas ser do mundo traz experiências maravilhosas.

  3. Chell

    setembro 8, 2016 at 11:34 pm

    É exatamente isso, você volta, mas sabe que ali não é mais pra você. Você aproveita tudo, mas entende que não pertence mais. É louco mesmo, e olha que nunca fiquei mais de 4 meses sem voltar pra casa. Me enxerguei ai, só que não moro tão longe.

  4. Camila Faria

    setembro 9, 2016 at 2:56 pm

    Só posso imaginar como deve ter sido essa mistura (muito louca) de sentimentos bons, ruins, saudade… Maravilhoso seu texto Taís! Um mês acaba sendo pouco tempo para tanta nostalgia, né? Beijo, beijo :*

  5. Dayse Fashion

    setembro 9, 2016 at 4:40 pm

    Uau Taís! Faz tempo que acompanho seu blog, nem parece que já se passou 3 anos que você está ai, imagino como deve ser esse sentimento de pertencer e ao mesmo tempo não pertencer! Mas que você seja feliz em todas as suas escolhas e aventuras, bjsss!

  6. nnt

    setembro 9, 2016 at 8:18 pm

    Enquanto lia tentei me colocar no seu lugar e mesmo assim não consegui imaginar como seria passar tanto tempo longe da minha família. Não acho que ser desapega te torne fria, pois conseguiu ser forte quando era necessário.
    Mas e essa nostalgia de fim de post, como proceder.

    Um abraço, fique bem.

  7. KARINE

    setembro 10, 2016 at 4:48 am

    li esse seu texto e só consegui pensar naquela frase que ~lar é onde seu coração está~ e que o seu está em vários lugares ♥

  8. Lilian Cardoso

    setembro 10, 2016 at 4:59 am

    Eu literalmente me vi na sua pele e imaginei como será quando eu fizer meu primeiro intercâmbio. Apesar de que, pra ser sincera, estou bem ansiosa pro dia disso acontecer. Quero vivenciar tudo o que viver em outro país, outra cultura e costumes podem nos trazer. Nos ensinar. Enfim…
    Me emocionei. <3

  9. Clayci

    setembro 10, 2016 at 1:25 pm

    Como a Karine disse ali em cima: Lar é onde o coração está.
    Te admiro muito por isso! Aproveita cada momento, independentemente de onde vc esteja <3

  10. Lolla

    setembro 10, 2016 at 6:13 pm

    Eu estou sem ir ao Brasil desde 2013 (ou seja, 3 anos também!) mas estou aqui desde 2005 e nos primeiros tempos eu ia pro Brasil a cada 8 meses. Pra ver meus pais e porque eu morava num lugar muito isolado e sentia falta de barulho, cidade, interação social, alguns amigos. Uma dessas voltas foi no inverno, fiquei TRÊS MESES, fiz muita coisa, vi muita gente, curti friozinho do Rio (sempre uma delícia) e quase deu pena na hora de voltar.

    Mas quanto mais tempo passo aqui (e agora, morando em metrópole), mais “aqui” é lar. Hoje em dia a única coisa que me obriga a voltar são meus pais (e como eles podem vir aqui, às vezes prefiro).

    Brasil agora me remete ao calorão, à violência, aos preços absurdos, à falta de infra, de internet (meus pais não têm acesso em casa), ao machismo nas ruas, à religiosidade perniciosa, etc. Tudo isso aí que você disse. É um combinado que me provoca uma sensação de desconforto, quase detachment. Ainda é um lugar bonito para passar férias ocasionais, mas a cada ano que se passa sinto que não é mais o meu referencial de lar.

    Desapego é uma qualidade e tanto. Não deixem te convencer do contrário. 🙂

  11. Marii Guedes

    setembro 11, 2016 at 1:35 am

    Olha, Ta, essa já é a segunda vez que eu moro fora do Brasil, e esse sentimento maluco nunca passa.
    Na primeira vez eu tinha 19 anos e fui ser aupair nos EUA. Cheguei lá chorando litros, durante um mês eu chorei todos os dias e tive vontade de voltar nem que fosse de bike (e nem de bike eu sei andar). Mas, depois de um tempo, me acostumei. Tive muito home sickness mas a gente se acostuma – e nem se dá conta. Aí depois de 9 meses eu fui passar o Natal em casa e descobri que: a gente muda muito morando fora, e a saudade é um sentimento devastador, mas muito generoso. Porque quando a gente sente saudade acaba colocando uma lente gigantesca nas coisas boas, mas quando a gente volta pra “casa”, não são só essas coisas que acontecem, né? Enfim, um sentimento de confusão eterno. E depois disso eu me dei conta de que eu não pertencia 100% no Brasil e nem nos EUA. Mas hoje acho que tudo bem se sentir assim, não tem pressão pra ser 100% nada.

    Nessa minha primeira visita ao Brasil eu lembro de reparar umas coisas bizarras, por exemplo: como nossos banheiros são pequenos! Nos EUA tudo é enorme! hahaha

    Agora, que eu moro no Panamá, sinto que já estou mais ~preparada~ pra essa avalanche de sentimentos. E pros outros, o que parece é isso mesmo: eu sou mais fria. Mas não acredito que seja bem isso.

    Tenta focar na parte boa desses dois mundos que vc tem a chance de viver 🙂

  12. Thayse

    setembro 11, 2016 at 2:54 pm

    Nossa, Ta, que mistura de sentimentos, né? Eu sempre me sinto exatamente assim, dividida entre emoções quando estou num lugar. Nada é extremamente perfeito, sempre tem um lado bom, ver as pessoas, abraçar, ver seu gato, experimentar as comidinhas dos lugares de novo, ter a sensação de estar num lugar que te acompanhou por anos, ver seu quarto. Mas também ver a violência, sentir medo, ter essa sensação horrível de caminhar na rua e as pessoas te julgando e os homens sempre esperando a gente passar pra dar aquela olhada na nossa bunda (ISSO ME IRRITA MUITO), não poder ajudar as pessoas, a sensação de impotência enquanto as coisas simplesmente acontecem e os preços aumentam… Enfim, senti cada parte do texto junto com você e me identifiquei muito, acho que eu teria os mesmo sentimentos, a minha maneira, porque realmente é uma experiência muito ambígua. E também me sinto bem desapegada, acho que sou fria mesmo, também me sinto do mundo e acho que isso vai mesmo de cada um, não dá pra julgar!

    Ah, desculpa a demora pra te responder disso – da emergência aqui em Dublin – mas foi super emergência mesmo, eu passei muiiiito mal, não ia ter como passar no GP primeiro, mas eu vi essas instruções lá no hospital, dizendo que quem faz isso não precisa pagar o valor da emergência. Mas obrigada pela dica, e se puderes, já me passa o contato desse GP caso – bate na madeira – aconteça de novo algo do tipo! E sim vamos combinar, faz um tempão já, o tempo passa voando loucamente aqui (dá até um medinho).


    Beijos
    Brilho de Aluguel

  13. Marta Moura

    setembro 12, 2016 at 11:23 am

    Também me sinto de todo o lado e de lado nenhum. E gosto desse desapego de quem não consegue ser apaixonada por um lugar só!

  14. Gabi

    setembro 12, 2016 at 12:04 pm

    Eu tenho um amor tão grande por SP, que tenho medo desse dia, de voltar e não me sentir em casa. Passei por isso uma vez, e leva teeempos pra você readaptar. Acho que voltando só assim de férias, resta somente a confusão de sentimentos.

    Mas que delícia é curtir a família, o gato, a comida, matar a saudades. Acho que nunca vai existir tempo suficiente pra isso, vai sempre ficar a vontade de mais. Que bom que entre altos e baixos o que ficou foi a sensação de que você ficaria mais.. acho que é isso que impulsiona pra voltar de novo, né? Beijos!

  15. Ana

    setembro 14, 2016 at 7:49 pm

    Poxa, fiquei tão emocionada lendo esse post. Lindo e cheio de bons sentimentos. Eu nunca passei tanto tempo sem ir no Brasil mas vi em cada palavra sua. Eu não era uma pessoa desapegada, o que tornou muito difícil cortar o cordão umbilical com minha mãe. A minha vinda pra cá foi muito difícil. Mas o tempo aqui me fez mudar e amadurecer. Já faz um ano e meio que não vou no Brasil. Isso antes era uma ideia inadmissível pra mim, hoje vejo isso de outra forma. Claro que sempre conto os dias quando estou pra ir, é sempre uma emoção e me sinto em casa da mesma forma que me sinto aqui.
    Adoro sua cidade, Taís! Minha melhor amiga mora em São Paulo e todas as vezes que vou pra Fortaleza dou um jeito de ir visitá-la!
    beijos

  16. Os dias no Sul – Nýr Dagur

    setembro 15, 2016 at 11:33 am

    […] que lidar com aquele monte de informação e sentimentos dos mais variados que contei nesse post aqui. Cheguei muito cedo, por volta das 6 da manhã e desde então não parei, entre o interior e a […]

  17. Alê

    setembro 15, 2016 at 9:38 pm

    Estou vivendo essa experiência exatamente agora, Taís. É a primeira vez que volto ao Brasil depois de 2 anos. Te entendo perfeitamente na questão de ser desapegada e não acho que isso significa ser fria ou amar menos. É só um jeito diferente de lidar com as coisas. Quero ver como vai ser quando estiver mais perto de eu voltar. Ainda é cedo para analisar meus sentimentos. Beijos!

  18. Paula A.

    setembro 18, 2016 at 11:40 pm

    A garganta até travou um pouco e o coração palpitou mais rápido com sua descrição de SP. É EXATAMENTE assim; um sufoco sem fim, um medo constante e muita informação a todo segundo. Dei a sorte de poder voltar nos dois primeiros anos, mas esse é o primeiro em que ficarei mais tempo longe da família e dos amigos queridos – que já eram poucos, então o detachment fica até menos dolorido. Não se sinta estranha ou “sem coração” por isso, é uma dádiva poder analisar as coisas friamente e não se deixar prender. Quem nos ama e se importa conosco verdadeiramente sempre se fará presente de alguma forma, mesmo à distância. <3

  19. Larissa Ayumi

    setembro 22, 2016 at 2:17 am

    Que texto emocinante 🙂
    Todo mundo fala das coisas boas de se viajar, mas ninguém fala das ruins. Tudo tem seus dois lados, e você mostrou bem nesse post. Esse retorno deve ter sido muito doido mesmo!

  20. Paula Oliveira Abud

    março 29, 2017 at 1:54 pm

    Nossa, que emocionante, Taís!
    Eu sou super apegada rs, por muitas vezes queria ser desapegada, mas acho que cada um nasce como deve ser mesmo. Eu sou muito família, mas não acho você sem coração por isso, não sei se eu teria a coragem que você teve de ir ganhar o mundo, mas sei que isso me faria um bem danado!
    Senti sua dor e experiência em cada linha que li, adorei seu post.
    Beijos.

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