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Strokkur – Geysir

A última parada do tour era no Haukadalur valley, ou melhor dizendo, a casa dos gêiseres!
Eu estava bem ansiosa, a primeira vez que vi um gêiser foi lá na Bolívia, mas como mencionei nesse post que conto minha primeira experiência com o fenômeno, o meu sonho era conhecer o Strokkur, um dos mais ativos do mundo!

Aos poucos o dia já começava a escurecer e fomos recebidos por um lindo pôr do sol de inverno.

Eu não sou nenhuma geóloga pra explicar de uma forma mais detalhada, mas um gêiser é um fenômeno um pouco raro, só em alguns lugares do mundo que você pode ver, eles estão sempre perto de regiões com constante atividade vulcânica, são nascentes de água quente e que jorram essa água junto com vapor. Eu acho tão fascinante e quase segui carreira de geóloga, principalmente pra estudar vulcanologia.

O Strokkur é bem ativo, a cada 5-10 minutos ele entra em erupção e jorra água lá pro alto, cerca de 20 metros ou mais. É incrível, meu coração batia tão forte toda vez que ele mostrava pra gente toda sua força,  é emocionante!

Assim que chegamos já logo pensei ‘é a hora do banho?’, a região tem aquele mesmo cheiro que você sente quando vai tomar banho na Islândia: enxofre. No post que fiz sobre Reykjavík contei um pouquinho sobre isso, que é normal a água quente de lá ter esse cheiro. Também já fomos recebidos com uma erupção. Strokkur, seu lindo!

Ali vizinho do Strokkur tem o Geysir, que é o ‘pai’ de todos os gêiseres, Foi ele que deu o nome para esse fenômeno, que vem da palavra islandesa ‘Geysa’ que significa ‘jorrar’. Ele tá meio que inativo, não é sempre que ele entra em erupção.

Eles surgiram por conta de terremotos que fizeram umas mudança na região, criando várias dessas nascentes.

Fui chegar mais pertinho do Strokkur, claro, só que tava cheio de gelo no caminho e eu toda na pressa pra dar tempo de fotografar melhor uma erupção, quase que acontece um acidente de cair com câmera e tudo, coisa linda, já que escorrega pra caramba. Não consegui as fotos que eu queria, quando cheguei mais perto, ficava toda boba olhando e não lembrava de pegar a câmera. Quando finalmente estava em um local bom, o danado demorou mais do que devia pra jorrar a água toda, eu morrendo congelada de frio já de esperar, que quando aconteceu fui pega no susto. Olha, Strokkur, não foi fácil te fotografar, mas você é incrível, viu.

 

É tão bonito ver toda a fumaça, os outros gêiseres menores e aquela paisagem maravilhosa de inverno ao redor. Enquanto esperava ansiosamente toda explosão do gêiser, todo um filminho passava na minha cabeça, eu queria simplesmente me perder por ali e ficar vendo tudo por horas e horas, mas o frio já apertava ainda mais e novamente tive que ir correndo (toda uma concentração pra não cair) pra me esquentar em algum lugar.

 

 

De lá só tínhamos mais uma parada antes de voltar pra Reykjavík, foi na igreja Skálholt, que não tirei foto nem nada, lá vimos uma dessas casas de turfa, coisa mais lidinha. E também, um pequeno cemitério todo decorado para o natal, que contei mais dessa tradição nesse post aqui.
Esse meu dia começou não dando certo, já que eu tinha perdido o horário do primeiro tour, por sorte, eles me colocaram no seguinte e não precisei ir no turno da tarde. Teve Þingvellir, Gullfoss, Strokkur e mais outros gêiseres que mostrei nesse post, teve incontáveis paisagens de tirar o fôlego, cavalos peludos lindos, muita neve, muito frio e muito amor no coração. Voltando olhando aquela paisagem já escura, com os cemitérios iluminando o inverno islandês e agradeci baixinho por ter tido um dia tão fantástico, tão meu e tão sonho realizado.
Foi nesse caminho escuro da volta que conheci os vikings, que fizeram minha experiência na Islândia ser ainda mais especial. Fiquei pensando como as coisas nas nossas vidas acontecem de um jeito tão louco, que se eu tivesse saído no horário certinho do tour, meu dia poderia ter tido outro rumo, e olha, eu simplesmente não queria que tivesse sido de outro jeito♥.
As coisas boas do meu dia ainda não tinham terminado, quando voltei pro hostel querendo um banho quente, dou de cara com um aviso, em 40 minutos uma cantora islandesa que eu gosto  bastante (Lay Low) iria tocar no bar do hostel. Fiquei sem reação, sabe? Era bom demais pra ser verdade. Só tive tempo de tomar um banho mega rápido, engolir qualquer coisa que eu encontrasse na cozinha e descer pro bar. Nessa noite todos os meus roommates se reuniram lá, a canadense mais legal desse mundo que eu conheci aleatóriamente no rolo de ter perdido meu tour também tava lá e eu fiquei tão feliz, todo mundo reunido no mesmo lugar.
E, como se já não fosse suficiente todas as coisas lindas do dia, quando o show começou, brotou uns outros músicos islandeses que eu adoro de paixão e eu fiquei desmaiada, e claro, morrrendo de vergonha e com vontade de ir falar com todos eles ao mesmo tempo. O viking chegou na metade do show, e assim, a ‘família’ da minha primeira experiência islandesa estava completa, não tirei foto com eles, mas eles estão bem guardadinhos aqui no meu coração, awnn. Era também aniversário de uma das australianas, o show terminou, o bar fechou e saímos pra procurar outro lugar, já que a L, só avisou que era aniversariante quando tava fechando tudo e tínhamos que prologar mais a comemoração toda, não é todo dia que você faz aniversário na Islândia, não é mesmo? E antes da noite acabar, tive minha primeira experiência de dirigir na neve e terminei um dos melhores dias da minha vida ouvindo histórias locais e vendo os barcos no porto de Reykjavík, desejando nunca mais deixar aquele país.

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//11 Comments

  1. Thay

    março 3, 2015 at 11:37 pm

    Com cheiro de enxofre eu ficaria o dia inteiro pensando em Supernatural, haha (bem, pelo menos mais do que eu já fico, convenhamos). Acho que eu até estou começando a soar repetitiva aqui, mas é tudo tão incrivelmente lindo nesse lugar que parece coisa de terra de fantasia. E, como assim, um viking?! MY GAWD, que tinha fantástico! É por isso que disse daquela vez que você encontrou o Misha e repito: você encontra as pessoas MAIS legais, incrível. Sempre que leio seus relatos da Islândia fico com um sorriso no rosto, é muito bom ver você realizando seus sonhos, me faz sentir que os meus também são possíveis, sabe? Basta trabalhar duro e não perder o foco. ♥
    Um beijo!

    1. Thay

      março 4, 2015 at 2:44 am

      Errei uma palavra lá em cima, coloquei 'tinha', pirei. Era para ser 'lugar fantástico'!
      Mas não voltei por isso, haha. Voltei pra te perguntar se você está conseguindo visualizar o blog direitinho – era algum problema no servidor, espero que funcione agora. (:

    2. admin

      março 6, 2015 at 5:53 pm

      Hahahahaha sabe que eu nem pensei em Supernatural?

  2. Kah Souza

    março 4, 2015 at 3:28 am

    Vejo essas suas fotos da Islândia e só consigo pensar o quanto a natureza é perfeita. As fotos estão maravilhosas, o lugar é maravilhoso, falei isso em todos os comentários (hahahaha) mas não tem como não falar again. Adoro essas histórias de coisas que saem fora do planejado e dão um pouquinho errado, mas acabam da melhor forma possível (até melhor do que se tivesse seguido tudo como o planejado). <3

  3. Ana Jähne

    março 4, 2015 at 11:08 am

    o bom das viagens säo essas surpresas! que só deixam a memória do lugar ainda mais bonita…

  4. Sarah Kaeda

    março 4, 2015 at 12:17 pm

    Oi, foi uma surpresa chegar aqui. Adoro viajar – se bem que ainda estou quase uma caloura nisso. Fiquei extasiada com as fotos, sério! Quanta coisa linda, que lugar incrível! Eu só vi um gêiser na minha vida, foi na minha última viagem para a Colômbia, necessariamente na ilha de San Andrés, infelizmente ele estava calmo, fui embora sem ver uma unica faísca de sua potencia. Tudo no seu relato pareceu com um sonho bom. Te seguindo, beijos.

    1. admin

      março 6, 2015 at 5:54 pm

      Seja bem vinda por aqui, Sarah! Fico uito feliz que tenha gostado e espero que volte sempre 🙂
      É muito legal ver um gêiser assim todo ativo, espero que você possa ver um dia também, é incrível!

  5. Raquel

    março 4, 2015 at 1:17 pm

    A natureza eh realmente perfeita. Que felicidade a sua em poder viver experiencias como essas, ne?
    E eu a cada post me encanto mais com suas fotos, principalmente pq acho super dificil tirar foto no inverno pq eh tudo branco e isso dificilta um pouco, nao pq a paisagem branca nao seja bonita, mais por saber usar a camera de forma adequada msm…ehehehheeh. O branco reflete mt.

    Beeeijao

    1. admin

      março 6, 2015 at 5:55 pm

      Obrigada, Raquel! Foi a primeira vez que fotografei uma passagem de inverno assim carregada de neve, mas a luz da Islândia no inverno fica tão bonita pras fotos, ajuda bastante a conseguir fotos boas viu.. haha
      🙂

  6. Camila Faria

    março 4, 2015 at 7:39 pm

    UAU, que dia inesquecível Taís! Eu só vi gêiseres aqui na América Latina mesmo, em Atacama no Chile. É lindo de se ver esse fenômeno, né? <3

  7. Ana Luiza

    março 7, 2015 at 4:38 pm

    Que lugar e que fotos incríveis! Cada vez que vejo seus posts sobre a Islândia, fico mais apaixonada! Deve ser emocionante estar em um lugar tão lindo como esse ♥
    Obrigada pelo comentário no blog!
    Beijos,
    Nalu
    http://coisasafiins.blogspot.com

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