Europa, Viagens

Viagem e música, a combinação perfeita

Quando viajo, me envolvo demais com o lugar visitado. Para minha sorte e azar ao mesmo tempo. Não consigo praticar um turismo meio que nas “superfícies”, eu gosto de ir mais a fundo, me entregar mesmo. A sorte é poder ter experiências únicas e se conectar com o lugar de uma forma diferente. Já o azar, é que isso só faz aquela deprê pós-viagem ficar mais intensa.

E, quase 3 semanas depois da minha última viagem, ainda estou aqui tentando digerir tudo que vivi nessa última aventura. Foi uma das viagens menos ‘turistonas’ que já fiz, até pensei em não escrever nada sobre. Guardar tudo só pra mim.

E fica aí o aviso: durante minhas postagens sobre a minha segunda ida à Alemanha,  não esperem ver altas dicas do que ver e fazer. Slow travel falou mais alto! Foi mais uma imersão local do que aquela neura de querer ver tudo em pouco tempo.
img_0110Motivos pra voltar pra Alemanha não faltam. Desde que fui pra Köln, no começo do ano, eu sabia que aquela seria a primeira de muitas viagens pra lá. Só não esperava que o retorno fosse acontecer assim tão rápido.

Ainda no primeiro semestre deste ano, vi que o Wardruna (banda norueguesa que eu amo!) iria fazer show em Leipzig, em novembro (meu mês, yay). Pensei muito, vou ou não vou, é loucura demais? Quando vi, já estava comprando o ingresso – graças à Ana, que é essa pessoa maravilhosa e me deu uma baita ajuda!

Eu não tinha muito planejamento, só sei que eu tinha um ingresso e muito provavelmente ninguém iria comigo. Praticamente quase todos os shows aqui na Irlanda eu vou sozinha, não tenho esse problema. Agora, ir sozinha em um show, num país que eu não falo a língua seria algo novo. Seria uma experiência um tanto interessante e me dava frio na barriga de pensar.

Para completar minha missão nórdica em terras alemãs, eis que Pascal Pinon, uma banda islandesa de uma das minhas cantoras preferidas lá da terrinha, também estava em turnê na Alemanha. O show era no dia anterior ao do Wardruna, só que em Berlin e custava apenas 13 euros. Eu tinha que ir, né?

Alemanha e Holanda são dois paraísos pra música nórdica, as bandas sempre fazem show nesses países, sempre! Fico sofrendo daqui da Irlanda, mas fiquei bem feliz de conseguir dois shows assim, numa tacada só!
img_0691Pascal Pinon tocou em um bar chamado Monarch, em Berlin. Durante o dia, minha host berlinense (Couchsurfing, eu te amo!) além de ter me levado pra passear quis me mostrar o local do show, já que eu iria ter que voltar pra lá à noite e sozinha. Se ela não tivesse me mostrado eu acho que estaria lá perdidinha da silva até hoje. A porta do bar era bem pequena e ficava escondida dentro de uma “galeria”.

Ela desenhou um mapa pra mim do caminho de ida e volta saindo da casa dela. Eu tive que fazer baldeação nos trens e metros, me senti vitoriosa de ter conseguido seguir tudo certinho sem me perder.

Cheguei uma meia hora antes do horário e o bar estava praticamente vazio até poucos minutos antes de começar. Tudo muito calmo, uma pessoa ou outra falava algo em alemão pra mim, que eu deduzia que era um pedido de licença pra sentar perto de onde eu estava.

Não demorou muito até que a Jófríður (vocalista principal) entrou e ficou passeando pelo bar, conversando com amigos. E se tem uma coisa que me faz amar mais ainda a cena musical islandesa, é essa intimidade que rola entre os artistas e o público. Acho sensacional poder ter esse contato com meus músicos preferidos dessa forma.

A banda é composta pelas irmãs gêmeas J&A, mas infelizmente a Ásthildur teve que ficar afastada dessa turnê por problemas com depressão. E para não cancelar os shows, a Jófríður de última hora teve que chamar uma amiga pra tocar junto com ela.
img_0692Foi um show bem intimista (fiquei ali na cara do palco), ela conversou bastante com o público e quase me emocionei junto quando ela falou sobre a irmã. Disse que aquele show era dedicado pra ela e a primeira música se tratava exatamente sobre depressão, fico arrepiada de lembrar. A voz dela parece que fica mais maravilhosa ainda ao vivo, que mulher!

O engraçado também foi que, ali no meio dos alemão tudo, comecei a ouvir português. Olhei e vi que era um casal de Portugal e puxei assunto. Eles ficaram bem surpresos e foi muito legal ter encontrado com eles por ali. Altos papos sobre a Islândia e as bandas de lá, tão bom conversar com alguém que compartilha dos mesmos amores e vícios. Cheguei sozinha e saí de lá com dois novos amigos.

Ainda pude bater um papo com a Jófríður depois do show e ela autografou meu cd. Precisa dizer que eu estava transbordando de felicidade?

Que dia! ♥

Processed with VSCO with hb2 preset

Sem muito descanso, acordei cedo no dia seguinte pra pegar meu ônibus rumo a Leipzig, rumo a mais um show.

Novamente, minha querida host me deu todos os detalhes de como chegar até o terminal de ônibus. Só que dessa vez foi mais complicado.

Eu teria que pegar a linha Ringbahn, que é uma linha de trem circular em Berlin. Imaginem minha cara de interrogação pra entender isso. Até chegar lá e fazer as baldeações certas eu me perdi um pouco. Chegando na Ringbahn eu aparentemente peguei o sentido certo, tive que ficar atenta e prestar atenção em todos aqueles nomes em alemão pra não dar erro.

Tudo certo, tudo numa boa.  Até que o trem para em uma estação, dá um aviso em alemão e quase todo mundo sai. E eu fiquei lá boiando. Não desci, porque não era a minha estação.

Meu sexto sentido me avisou que tinha algo errado e eu perguntei pra um rapaz o que tava rolando, que eu não falava alemão e que eu precisava descer nessa tal estação. Ele tentou me explicar que por alguma razão os trens não estavam circulando até a estação que eu precisava ir e eu tinha que descer ali e pegar um ônibus.

Desci, olhei a hora e faltavam 15 minutos pro meu ônibus sair pra Leipzig e eu lá perdida sem saber pra que lado ir. FUUUuu.

Parei na avenida depois que sai da estação e novamente tive que perguntar, minha sorte é que o cara também estava indo pro terminal de ônibus e fomos juntos. Por ironia do destino ele era norueguês, até brinquei se ele estava indo pra Leipzig pra ver o show do Wardruna também. Ele achou o maior barato, uma brasileira, que mora na Irlanda, ir até Alemanha pra ver uma banda da Noruega. FazeoqueÊÊ? Essa sou euzinha.

Ainda bem que estava perto do terminal e chegamos em uns 10 minutos, tive que correr já que meu ônibus saia em 5. Pra que ter uma viagem normal, né? Tem que ser tudo com emoção. Nessa correria também, encontrei uma espanhola que estava no mesmo barco que eu. Corremos e deu tudo certo, sentamos juntas no ônibus e depois de recuperar o fôlego fomos conversando durante as 2 horas até Leipzig.
img_0170E ai me perguntam, você não tem medo de viajar sozinha e ficar de fato, sozinha? E ai eu respondo: não, não tenho! Vou fazendo amigos pelo caminho. ♥

Ter conhecido essa espanhola foi ótimo, ela estava indo visitar um amigo, também espanhol, que morava em Leipzig. Eu fiquei em hostel por lá, mas mesmo assim os dois me “acolheram” e passearam comigo pela cidade. Incrível, né?

Não voltei muito tarde, já que eu precisava me arrumar e ver como eu chegaria até o show do Wardruna, que era na Eventpalast, “do outro lado’’ da cidade.  No final das contas, mesmo eu não tendo feito Couchsurfing por lá, eu me juntei com o pessoal do CS em Leipzig, alemães locais e de outras partes do país também, fora alguns estudantes fazendo Erasmus. Foi incrível demais, tive companhia pra jantar, festar e viver Leipzig como se eu fosse uma local. E também, chegar certinho no show!

Mas dessa vez não estava tão tranquilo assim como o show anterior, afinal, Wardruna é uma banda maior. Tinha muita gente na porta do evento, só que ninguém fez fila. Ficou todo mundo parecendo que estava na estação da Sé as 6 horas da tarde tentando entrar em um vagão.

Fiquei impressionada, como é que a organização do show não me arrumou uma fila? Tava uma palhaçada já, mas com calma, “entschuldigung” e nenhuma organização, todo mundo entrou direitinho. Mágica alemã!

O  Eventpalast é um lugar muito bonito e pra minha sorte tinha uns certos palquinhos que dava pra subir e ver o palco principal melhor. Para quem é uma anã de jardim e vai assistir um show na Alemanha aquilo foi a salvação, eita povo alto!img_0772img_0776Não teve banda de abertura e nem nada, Wardruna entrou e já deixou todo mundo paralisado. Que banda maravilhosa!! Fico sem palavras pra descrever como foi, sensacional mesmo. Eles são únicos!

Einar Selvik, que homem! Ele só falou mais com o público no final do show, agradecendo muito todo mundo por estar ali e encerrou tocando minha música favorita, foi uma noite muito especial. Ainda mais que, depois do show, eles receberam todo mundo. Dá pra acreditar?

A placa avisando sobre esse encontro com a banda estava em alemão, óbvio e eu quase perdi a oportunidade porque não sabia o que tava rolando. No final deu tudo certo, encontrei com a banda, tirei foto e peguei meu autógrafo.

Mais uma vez, que dia! ♥
img_0779Foi uma experiência maravilhosa ter me jogado assim e não ter deixado de ir porque não tinha ninguém pra ir comigo. Primeira vez que viajei pra assistir shows e gostei muito, com certeza quero repetir a dose. Se for na Alemanha então, melhor ainda!

Poder curtir lugares novos durante o dia e à noite ir em shows, que combo perfeito. Fora que fui sozinha e voltei pra casa cheia de novos amigos. Que viagem maravilhosa! ♥

E vocês, já viajaram pra ver alguma banda?

//You Might Also Like

//39 Comments

  1. Gabi

    dezembro 1, 2016 at 10:44 am

    Que da hora, Taís! Muito legal mesmo, esses shows mais intimistas, essa possibilidade de conversar, conhecer. Animal! Eu nunca viajei pra ver show, nada. Alias, já faz tempo que não vejo shows. No Brasil foi me dando bode, era tudo muito caro, e o povo lá só fazendo selfie de costas pro artista, e agora aqui eu já tentei ver alguns, mas são todos caros. Então to achando que pra ir em show agora vou ter que viajar mesmo haha. Bom ler suas experiências!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:26 pm

      Ficar fazendo selfie de costas pro artista é foda né? Hahaha
      Gabi, fica de olho nos shows na Alemanha, sério! Rola muita coisa legal e não fica tão longe aí pra vc 🙂

  2. Alê

    dezembro 1, 2016 at 12:08 pm

    Eu já viajei várias vezes para ver bandas. Sempre pesquiso os shows que vão acontecer no período das minhas viagens. Estou lendo esse post em Poznan enquanto espero o trem para ir para Varsóvia. Vim pra cá justamente para ver um show (The XX) que aconteceu ontem e foi lindo! Imagino o quanto deve ter sido legal essa sua experiência. Viajar sozinha já é emocionante por si só e com shows é ainda mais. Beijão!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:32 pm

      Olha só, o post combinou com o teu momento. Que legal, ale! E realmente, viajar sozinha já é muito legal, com show entao ❤️

  3. Chell

    dezembro 1, 2016 at 1:04 pm

    QUE DIASS!!! hahahaha que delícia de experiências! Dá pra sentir sua felicidade lendo esse texto. E na hora a gente desespera com metro e buzão, mas dá certo e a gente fica feliz =D

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:33 pm

      Siim, o importante é dar tudo certo no final! hahaa:)

  4. Ana Jähne

    dezembro 2, 2016 at 4:13 pm

    também adoro viajar sozinha, só näo volto das viagens com uma lista de contatos como a tua.
    ri um bocado com teus perrengues pq já passei por umas dessas por essas bandas de cá. o ringbahn em berlin é terror até pra que fala alemäo. e fazer fila… meodeos… fazer fila é coisa que os teutöes näo sabem.
    p.s.: pena que näo deu pra mim… mas quem sabe na próxima viagem a alemanha a gente näo se encontra?!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:39 pm

      Eu tb fiquei imaginando que mesmo morando por lá ou sabendo alemao eu acabaria ficando confusa com essa linha haha meodeos
      E ahh, não faltaram oportunidades pra gente se encontrar aí pela Alemanha, torcendo pra que na proxima de certo! :*

  5. Camila Faria

    dezembro 2, 2016 at 8:28 pm

    Nossa Taís, que aventura! Bom demais, feliz por ter dado tudo TÃO certo. Os amigos que a gente faz “no caminho” são as melhores coisas dessas viagens, né? E você já tá especialista nisso!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:42 pm

      Awwn
      E é verdade, Cá! As pessoas que a gente encontra pelo caminho fazem uma enorme diferença na viagem, deixa tudo mais marcante e especial 😉

  6. Bela

    dezembro 3, 2016 at 10:55 am

    Temos que bater uns papos sérios porque não manjo nada de musica nordica e quero provar novas coisas 🙁
    Te entendo completamente nessa de voltar pra Alemanha porque na minha ida pra Amsterdam, fizemos tantas coisas pra aproveitar o pouco tempo, que não deu pra submergir na cultura e eu realmente quero voltar lá, na calma. Se não pra morar xD
    A Bela, não a Fera | Youtube A Bela, não a Fera | Fã Page no Facebook

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:49 pm

      Tem tanta coisa nordica maravilhosa pra ouvir! E pois é, ter um curto tempo pra visitsr um lugar é dificil mesmo poder aproveitar a cultura local tão afundo.. tem que rolar mais umas visitas. E espero conhecer Amsterdam logo tb 😉

  7. Lorraine Faria

    dezembro 3, 2016 at 11:32 am

    Que experiência delicinha Taís! Fiquei aqui toda feliz por você lendo seu relato e vendo tudo se encaminhando. E fazer amizade com você é a coisa mais fácil do mundo né? <3

    beeeijo :*

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 8:58 pm

      Awwnnn lorraine, que comentário mais fofo! E digo igualmente pra vc! ❤️

  8. Katarina Holanda

    dezembro 3, 2016 at 1:43 pm

    Que maaassa, Taís. Nas suas palavras dá pra sentir um pouquinho de como essa viagem foi emocionante e marcante. A música nos conecta de um jeito que nem dá pra explicar, né? Muito feliz que deu certo! E to indo correndo escutá-los. 😀 Amo bandas nórdicas, mas conheço muito pouco.

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 9:58 pm

      Verdade, KAT.. é incrivel esse poder da musica de nos conectarmos com algo, dá nem pra descrever! E ouve eles sim, tao bons

  9. angela sant anna

    dezembro 3, 2016 at 2:04 pm

    que delícia de viagem! botei pra tocar Wardruna aqui, achei muito massa! te transporta para outro lugar! e ri muito na parte do “meio dos alemão tudo” coisa que eu diria tb hauehaue

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:21 pm

      hahaha ❤️ e sim Wardruna te transporta pra outro mundo mesmo, mto bom

  10. Flávia Donohoe

    dezembro 3, 2016 at 10:49 pm

    Me identifiquei bastante com seu post Taís, pois sou do mesmo jeito, estou nessa vibe slow travel. Já fiz várias viagens só pra ir em shows, como você sabe sou fã de rock latino assim como você é de música nórdica, e posso dizer que sinto essa mesma sensação de chegar em um lugar novo e poder se conectar com o lugar através da música. Dá pra ver a sua felicidade com a banda, que demais!
    Ano que vem mesmo vou viajar pra ver um festival no México e não vejo a hora de poder escutar várias bandas que sou fã! Adorei demais o post!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:23 pm

      Slow travel é bom demais né?
      E nossa, já imagino o tanto que vc nao deve ta ansiosa por esse festival? Vai ser lindo Flavia!!

  11. Marcia Picorallo

    dezembro 4, 2016 at 2:22 pm

    Tem coisa melhor que slow travel? Se pudesse, só faria isso. Às vezes, mesmo uma viagem corrida, deixo de lado as atrações principais e fico só vagando pelas ruas. Agora, show nunca tive a sorte de conseguir, mas sempre procuro a agenda e acho uma dica excelente para quem viaja. Pergunta: na última foto, aquele é o autógrafo?

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:32 pm

      Slow travel é bom demais, né Marcia? ❤️
      e sim, isso aí é o autografo. Todo diferentao,ne? haha
      🙂

  12. Camila Lisbôa

    dezembro 4, 2016 at 4:09 pm

    Sabe que não é uma coisa que fico atenta quando eu viajo… nem me ligo sobre possíveis festivais, shows, etc… Mas é muito massa quando a gente se surpreende quando tá viajando e essas oportunidades surgem!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:34 pm

      Se vc gosta de musica vale a pena acompanhar, ou até mesmo pra poder ter experiencia da cultura local atraves de outros festivais e coisas assim! É mto legal

  13. Camila Salgueiro

    dezembro 4, 2016 at 6:55 pm

    Taís, que delícia de viagem. Tão bom poder realmente fazer uma imersão no que você gosta, sem pressa, só aproveitando!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:34 pm

      Sim, Camila! É bom demais 🙂

  14. Tany

    dezembro 4, 2016 at 10:34 pm

    Esse post me lembrou muito uma época que eu tava no intercâmbio, mas era no interior de Massachusetts, e eu viajei duas vezes pra Boston pra ver a Two Door Cinema Club e Interpol. Na época, 2010, Two Door nem era conhecido e eles fizeram show num bar mega pequeno que fiquei na frente do palco. Interpol eu cheguei cedo e fiquei na grade porque também era lugar pequeno mesmo eles sendo conhecidos e eu percebi nesses shows que é muito diferente ver shows com pessoas ou sozinha, principalmente em um país diferente. Parece que você meio que curte mais o show porque tem toda uma preparação pra isso, sabe? Tipo, antes do show, indo pra lá, esperando, no show e depois mesmo. Por mais que você conheça pessoas você tá muito mais no momento, você mergulha nisso e a experiência como um todo tem um significado maior ainda. Eu gosto demais. Fico feliz que você tenha vivido isso e espero que você possa repetir logo, e eu também.

    Beijo!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:36 pm

      Ahh que legal que vc pode relembrar desses momentos, Tany! E super concordo, parece que o show fica mais especial ainda visto toda a preparaçao pra ir e tals, é mto bom! Também espero repetir mais vezes isso, amei!

  15. Danielle S.

    dezembro 5, 2016 at 1:50 am

    Taís, eu simplesmente AMEI o seu relato! Ele é um exemplo claro para as mulheres que pretendem viajar sozinha mas tem medo que tudo pode dar certo! Perrengues acontecem, uma língua que você não entende pode dificultar um pouquinho as coisas, mas no final tudo dá certo! Muito legal também ver que você fez amizades por onde passou, hahaha! É esse o espírito \o/

    Beijo!

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:43 pm

      Que vim que vc gostou do relato, fico feliz!
      Eu sei que esse mundo é mto cruel pra nós mulheres, mas não deveriamos ter medo e nos privar de ter experiencias incriveis!! É maravilhoso viajar sozinha ❤️

  16. Ana

    dezembro 5, 2016 at 6:53 pm

    Que experiência maravilhosa, Taís! Não é a toa que tudo o que aconteceu serviu pra você trancar a Alemanha com chave no seu coração. Não conheço as bandas, mas vou já atrás de ouvir aqui :). Eu já viajei várias vezes sozinha pra outros países e duas delas foi pra ver o Paul Mccartney hehe. Esse tipo de experiência é impagável e muito enriquecedora! Adorei o relato :*

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:45 pm

      Pois é, Ana! A Alemanha resolveu me pegar de todos os jeitos, como que não guarda com carinho no coração depois de uma viagem assim? hehe
      É uma experiência realmente maravilhosa, vontade de tá toda hora repetindo

  17. priscilla barreto

    dezembro 5, 2016 at 9:32 pm

    Tha!
    Também sou adepta desse estilo slow travel. Acho que a melhor maneira de conhecer um lugar novo é uma roupa confortável, tênis no pé, um mapa na mão e uma certa cara de pau rs.
    Sabe, dos lugares que eu conheci eu sempre relaciono com uma música, gosto de reservar nem que seja um tempinho para ouvir um artista de rua, um pouco de rádio que seja. Ajuda a entrar no clima.. rsrs
    Música seja como for é sempre uma delicia em viagens então, acho que não tem combinação melhor!

    Bjo grande
    Pri

    1. Taís

      dezembro 6, 2016 at 11:48 pm

      “E uma certa cara de pau” Hahahaha amei, Pri! É exatamente isso! Slow travel é bom demais. Eu tb sou assim, quando vou pra um lugar adoro ouvir as musicas locais e me relacionad com aquele lugar através da musica, é maravilhoso, ne?

  18. Paloma

    dezembro 6, 2016 at 12:11 am

    Também gosto desse estilo, já fui em muitos shows assim na França em Paris.

  19. [6 on 6] Samhain - Nýr Dagur

    dezembro 6, 2016 at 2:32 pm

    […] por isso novembro é sempre especial, é um novo (re)começo pra mim, sempre! Teve trilhas, teve shows incríveis, teve amigos novos e os amigos lindos de sempre, teve Alemanha, Irlanda do Norte e teve também, […]

  20. Um dia em Berlin - a fascinante capital alemã - Nýr Dagur

    dezembro 16, 2016 at 9:58 pm

    […] plano inicial era ficar 2 dias em Berlin – como contei no post Viagem & Música, minha ida pra Alemanha dessa vez foi por conta de dois shows. Eu sabia que era um tempo […]

  21. Os encantos de Leipzig, na Alemanha - Nýr Dagur

    janeiro 20, 2017 at 4:22 pm

    […] até Leipzig foi pra ver um show, como já falei nesse post sobre a combinação perfeita entre Viagem & Música. E o mais curioso é que, de fato, Leipzig é conhecida na Europa como a cidade da […]

//Leave a Reply