Visitando a Zona de Exclusão de Chernobyl

Pode parecer loucura pra muita gente, mas quando nossa viagem pra Ucrânia finalmente saiu do papel, não tínhamos dúvidas de que queríamos sim conhecer a Zona de Exclusão de Chernobyl.

A história do maior acidente nuclear do mundo é surreal demais. Parece obra de ficção e nos deixa muito intrigados. Fiquei com um frio na barriga só de pensar em estar lá. Um mix de ansiedade e até um pouco de medo por saber da história por trás, mesmo sabendo que nos dias de hoje seria uma visita segura. O acidente aconteceu na madrugada de 26 de abril de 1986 em Chernobyl, na Ucrânia (União Soviética, na época), quando o reator 4 da usina nuclear explodiu, espalhando radiação por toda a Europa.

Somente com tours autorizados você pode entrar lá. Pesquisamos, escolhemos uma opção que parecia boa e fomos!

E foi um dos lugares mais fodas e impactantes que eu já conheci em toda minha vida!

Na entrada da cidade de Chernobyl

Escolhemos ir com a empresa SoloEast Travel, o preço desse tour é carinho mesmo, pagamos 182 dólares para duas pessoas (Abril 2019), mas valeu cada centavo. Está incluso o transporte ida e volta de Kyiv até lá, almoço e o serviços do guia. Nosso guia foi ótimo, ele conhecia bem essa área e o tour foi MUITO interessante. Ele também trouxe um outro guia em treinamento e o cara era uma figura.

Eles marcam um ponto de encontro no centro de Kyiv e o tour dura praticamente o dia inteiro. Sai cedo e volta no fim da tarde. Antes de sair o guia nos mostra o nível de radiação no centro da cidade, que é considerado um nível seguro, para ir comparando com os lugares que veriamos ao longo do dia.

Por precaução, as recomendações para vestimentas é que seu corpo esteja coberto. Mesmo que esteja um mega calor, eles pedem pra você ir usando manga longa, calça e sapato todo fechado. Fica melhor nos meses mais frios, porque você vai estar todo coberto de qualquer jeito. Quando fui na primavera estava 22 graus e sofremos de calor. Não faria esse tour no verão não!

Outras recomendações de segurança são passadas também e é importante você ouvir o seu guia. Eles avisam pra não sentar e não colocar nada no chão, como bolsas, mochilas, apoiar a câmera etc. Não entrar nos prédios sem autorização do guia. Procurar não sair tocando nas coisas. Qualquer dúvida do que você pode ou não fazer, é sempre bom perguntar antes!

Morrendo de calor, porem gótica suave em frente ao reator 4 que agora é coberto pelo sarcófago/megatomb

A Zona de Exclusão é uma área bastante controlada. Quando você reserva o tour, a agência vai solicitar uma autorização de visita que será entregue no dia. A gente passa por uns check points pra entrar e conferirem tudo certinho. É importante não esquecer o passaporte, porque você vai precisar dele junto com a sua autorização de entrada. É bom também reservar com antecedência e assim garantir um preço melhor, quanto mais próximo da data, mais caro pode ficar.

Passando o check point e já lá dentro, lembro que nosso primeiro momento lá foi ver cavalos selvagens. O guia nos explicou que esses cavalos foram levados pra dentro da zona de exclusão para serem testados (não lembro exatamente quando). Eles se adaptaram super bem e começaram a procriar. Acabei não fotografando esse momento e o guia nos informou também que eles pedem pra não chegar muito perto, ainda mais se tiverem com filhotes, porque eles podem ficar agressivos e atacar. Ao longo do post vou falar mais um pouco sobre os animais que vivem dentro dessa área.

Nosso tour foi no dia 25 de Abril de 2019, um dia antes de completar 33 anos do acidente. Quando chegamos em Chernobyl, vimos alguns trabalhadores montando um palco pro evento que aconteceria no dia seguinte por causa da data. Isso era bem perto da primeira parada, que foi o ”cemitério” das vilas que desapareceram.

Esse lugar, de forma simbolica, representa todas as vilas/cidades que hoje já não existem mais por conta do acidente nuclear e desapareceram do mapa. São várias placas com os nomes desses lugares, formando como se fosse uma cruz, com um lado branco e outro preto com um risco vermelho. E depois dali também vimos um monumento em homenagem aos bombeiros de Chernobyl.

Durante este caminho, nosso guia comentou que não veríamos muitos trabalhadores por lá naquele dia e nos explicou como funciona. Existem pessoas que trabalham dentro da Zona de Exclusão e elas trabalham por turnos. É permitido que fiquem por no máximo 15 dias seguidos e depois disso precisam ficar um tempo fora dessa área (se não me falha a memória acho que era 15 dias fora também, mas posso estar enganada). E quem trabalha lá precisa fazer exames de saúde com frequência.

A Zona de Exclusão de Chernobyl é dividida em duas; 10km e 30km de distância da usina nuclear. Dependendo talvez da distância e qual é o trabalho da pessoa, acredito que são submetidas com mais frequência ainda a fazer exames e deixar a área em menos tempo. Também existem pessoas que moram na Zona de Exclusão, mas não sei informar qual é o procedimento pra elas.

Nós almoçamos em um refeitório na área dos 30km e para a minha surpresa a comida estava bem boa. Eles ofereciam opção vegetariana também, eu já tinha reservado com a agência por e-mail e no dia eles confirmaram as preferências de cada um. Ali ficamos um tempinho antes de prosseguir.

Entramos rapidamente em uma creche pra ver o lado de dentro. São cenas de fim de mundo, a musiquinha da trilha sonora da série The Walking Dead não parava de tocar na minha cabeça vendo aquele lugar. Foi o primeiro grande impacto de ver um cenário apocalíptico.

A cada passo ficávamos mais e mais impressionados, demorou pra cair a ficha de que estávamos ali. Ainda mais quando paramos próximos da Usina Nuclear de Chernobyl. Paramos com uma certa distância primeiro para podermos ter uma visão melhor de todo o complexo e a área em volta. O guia nos mostrando qual reator era qual, os que estavam em processo de construção na época e nos dando mais informações sobre o acidente. Contaram também sobre o processo pra descontaminar a área, tiveram que trocar asfalto, grama etc.

É demais receber as informações enquanto a gente vê com nossos próprios olhos esse lugar. Não tem como explicar, é surreal, ainda não acredito que estive ali, vendo a usina nuclear diante dos meus olhos.

Chegamos mais perto do reator 4 e ali nos explicaram sobre o sarcófago, uma cobertura de concreto que foi feita logo após o acidente pra cobrir o reator e conter a radiação. Esse sarcófago exigiu um trabalho de manutenção durante os anos e em 2016 o reator ganhou uma nova estrutura maior ainda pra cobrir o sarcófago. A previsão é que esse novo sarcófago proteja o reator nos próximos 100 anos para que nenhum material radioativo saia dali. Essa estrutura é gigantesca, num formato de arco e que tiveram que arrastar com trilhos pra cobrir o antigo sarcófago.

Ali o guia nos pediu para tirar foto apenas daquela parte e não das outras áreas da usina.

Dali seguimos para Pripyat, uma cidade que foi construída em 1970 para abrigar os trabalhadores da usina. Após o acidente ela foi completamente evacuada e hoje recebe o apelido de “cidade fantasma”.

Na época, Pripyat foi se desenvolvendo cada vez mais e se tornou uma cidade modelo dentro da União Soviética. Hoje é possível considera-lá um museu a céu aberto, já que é possível ver sua estrutura e coisas que foram abandonadas por lá nos anos finais da União Soviética. É muito impressionante, é como visitar uma cidade dessa época ”preservada”.

Hoje já não podemos entrar nos prédios como antes, por questões de seguranças. As estruturas estão desmoronando com o tempo e eles preferem que você não entre. Uma pena, já que seria muuuito legal poder ver essas construções por dentro também. O guia nos levou rapidamente na creche no começo do tour e em um local que acho que era um teatro, estava bem escuro, mas conseguimos ver algumas propagandas soviéticas que foram largadas dentro do prédio.

Estar em Pripyat é visitar um lugar que parou no tempo. É como você voltar pra dar uma ”espiadinha” na época da União Soviética. Muito impressionante também ver a natureza tomando conta do lugar, como se tivesse engolindo o que restou da cidade. Muitas áreas parece que é uma floresta, mas na verdade era parte do que já foi uma cidade. A natureza está simplesmente tomando o seu lugar de volta. É surreal!

Entrada de Pripyat

Também não poderiamos deixar de ver o parque de diversões de Pripyat. Esse parque nunca foi usado, sua inauguração era prevista pro dia 1 de maio de 1986 para comemorar o feriado do dia do trabalho. Porem, uns dias antes o maior acidente nuclear do mundo aconteceu ali do lado. Já disse, mas repito, é um cenário apocalíptico e tem até uma certa beleza. Eu fiquei muito impressionada vendo tudo aquilo.

Seguimos andando até chegar em um estádio. Quer dizer, o que já foi um, mas hoje é um campo tomado pela natureza. Nós atravessamos ele até chegar nas arquibancadas, Lá o guia nos deixou subir pra ver a vista e pediu cuidado, já que tem uns assentos caindo aos pedaços.

Apesar das circunstâncias, existe vida em Chernobyl sim. Obviamente não é o ambiente mais saudável do universo, né, mas plantas crescem e existe vida selvagem. Depois do acidente, a população de animais dessa região da Ucrânia e da Bielorrúsia cresceram! E que na verdade, o mais prejudicial pra esses animais não era a radiação, mas sim os humanos. Como a vida humana ali foi abandonada, os animais podem viver sem correr o risco de serem caçados, mortos.. etc. Muitas espécies que não se via mais ou que eram poucos, voltaram a aparecer ou multiplicaram. Que interessante, né? Dizem que tem muitos lobos e como eles se movem bastante, não ficam parados em uma área só, parece que eles são os que mais sobrevivem por lá. Já que acreditam que essa movimentação deles é boa, saindo também das zonas mais perigosas e não ficando tão expostos assim.

Tem também muitos cachorros de rua. Quando as pessoas tiveram que evacuar, muitas abandonaram seus bichinhos de estimação. E assim, os cachorros foram se multiplicando. Como nada pode sair da Zona de Exclusão, esses cachorros não podem ser adotados e levados pra fora. Dá muita dózinha. Os trabalhadores da área que alimentam eles. Li que uma grande maioria não sobrevive mais que 5 anos, mas não por conta da radiação e sim por causa do inverno rigoroso.

Visitamos um porto abandonado e vendo aquele lago tão bonito, a gente até esquece do lugar que estávamos. E isso também foi um problema pras pessoas na época, elas olhavam ao redor e ninguém entendia o nível do perigo. Você não vê a radiação.

Nossa última parada foi pra ver o Duga!

O Duga, carinhosamente chamado de pica-pau russo, foi um radar de inteligência militar na União Soviética. O sinal dele tinha um som agudo e repetitivo. Tem várias teorias da conspiração (adoro!) sobre esse radar e recomendo assistirem o filme documentário chamado The Russian Woodpecker (trailer aqui). Que aborda as investigações do Fedor Alexandrovich e levanta também a questão se Chernobyl foi um acidente ou na verdade um crime.

Durante o tour o guia nos mostrava os níveis de radiação com um contador geiger. Lembra que eu falei que ele nos mostrou antes de sairmos de Kyiv? Já dentro da Zona de Exclusão ele nos mostrou que o nível de radiação dentro da van era praticamente o mesmo como se tívessemos no centro de Kyiv. Ele até brincava que a van era o nosso escudo.

O contador só apitava mesmo quando era aproximado do solo em certas áreas ou objetos, mas não no ar. E reforçava o pensamento na gente de não sentar no chão! haha

Só apitou uma vez no ar quando passávamos próximos da Floresta Vermelha (e dentro da van!!!) foi surreal ver aquilo. Essa é uma das áreas consideradas mais perigosas e que os níveis de radiação ainda são altos nos dias de hoje. Obviamente ali não paramos, só passamos e o guia nos mostrou como o geiger reagia nesse momento.

No fim do tour passamos duas vezes em uma maquina pra checar os níveis de radiação antes de deixar a Zona de Exclusão e ver se não tem nada contaminado. O mais comum é o sapato, já que pode acontecer de você pisar em algo (tipo os musgos) e acabar ficando preso no seu calçado. O guia mesmo falou que já voltou pra casa 3 vezes sem o sapato durante esses anos que ele trabalha lá.

Ele nos contou também de uma vez que aconteceu de uma pessoa voltar com a bolsa contaminada, porque provavelmente esqueceu do aviso e largou no chão. Por isso, talvez seja melhor você ir com um sapato velho, que você não ligue em perder, caso isso aconteça. Todos os objetos que são contaminados têm que ficar pra trás. Ah, e você não precisa descartar suas roupas depois da visita não, só pra deixar claro. haha

E afinal de contas, é seguro fazer esse passeio? Sim, é seguro. Só que sim, é uma área ainda contaminada (umas partes mais e outras menos), mas bem menos do que antes. O tempo que passamos lá fazendo o tour não é perigoso. Nosso corpo aguenta uma dose de radiação e fazer o tour é como outras situações que estamos expostos a radiação no nosso ”dia dia”. Como fazer um raio-x ou andar de avião, por exemplo. Temos que seguir regras de segurança por precaução, porque mesmo que seja mínima a chance de contaminação, é preciso tomar os devidos cuidados sim! E lembrando: pessoas trabalham e moram lá. Se o seu medo de visitar é por conta da radiação, fique tranquilo!

O tempo máximo que você pode ficar lá dentro fazendo tour é de 2 dias. Eu fiz o de 1 dia e foi sensacional. Acredito que o de 2 seja ainda mais completo. Obviamente os guias só vão te levar pra lugares que são considerados seguros. Há opção também de fazer um tour por dentro de um dos reatores, mas é muuuito mais caro.

Fiz um video com alguns momentos em Chernobyl. O post com as fotos e o vídeo se completam, vejam pra ter uma outra perspectiva também.

E pra quem quiser ver também, fiz stories no instagram que estão salvos nos destaques. Tentei registrar esse lugar de várias formas e ainda não acredito que estive lá.

Acredito que a maioria de vocês já assistiram ou pelo menos ouviram falar na mini-série da HBO chamada Chernobyl. Se não, por favor vão lá conferir. A série mais bem avaliada no Imdb atualmente, um fenômeno e que virou uma das minhas séries favoritas. Eu estava com medo de me decepcionar quando assisti e no fim fiquei impressionada tudo de novo. Que obra incrível. Como comentei no começo do post, a história de Chernobyl parece ficção de tão louca que é e aí você para pra pensar que tudo aquilo realmente aconteceu. Eu assistia a série e ficava arrepiada, ainda mais depois de ter colocado meus pés naquele lugar. E confesso, fiquei até com vontade de visitar de novo.

Pra quem quer visitar e está aqui lendo meu post, aconselho vocês a procurarem outras fontes também. Para saber mais sobre o lugar e ler também outras experiências de quem já foi. Lembrando, não sou nenhuma especialista em radiação e nem nada do tipo. Esse post apenas relata o tour que fiz e minhas observações pessoais que tive por lá – e possívelmente devo ter esquecido de alguma coisa também.

Um lugar muito inusitado, sensacional essa experiência e com certeza não vou esquecer tão cedo!

Comments

  1. Adorei o post, Taís! Acho que agora você deve entender o motivo da minha empolgação em morar na Ucrânia, ver tudo com meus próprios olhos, descobrir informações novas e criar um blog sobre isso. Quase que a Europa inteira ficou igual Chernobyl e eu cresci com esse fantasma. Ver tudo se repetindo, toda a desinformação ser espalhada DE NOVO, tudo que vem acontecendo no mundo desde a Euromaidan, toda a conexão entre presidentes autoritários que mentem e as pessoas acreditam e ainda ajudam a espalhar as mentiras pela internet, é de ficar arrepiada mesmo. Minha professora falou que está bombando de turistas em Kyiv depois da minissérie da HBO. Assisti o doc “Russian Woodpecker” há alguns anos e quando terminou eu fiquei pensando “será?”. Mas aí, depois de ver tudo que vem acontecendo no mundo desde então, a teoria conspiratória do Fedor Alexandrovich nem parece tão conspiratória assim.

  2. Ahhhh!!!! Esperei tanto por esse post.
    Os relatos e as fotos são muito incríveis e a minha vontade de um dia conhecer essa região ficou ainda maior!
    Vi a série e fiquei muito impactada com a história do acidente e o quanto de gente sofreu. O que mais impactou é como a ganancia e a sede por poder faz com uma população.
    Obrigada por dividir o seu tour com a gente. Vou compartilhar esse post para todo mundo que tem curiosidade em saber mais sobre Chernobyl.
    Mil beijos

  3. Nossa que surreal Taís! Ainda bem que você explicou direitinho sobre a radiação por lá, porque eu fiquei lendo a postagem toda pensando se realmente é um lugar seguro, devido a radiação. Na minha leiga concepção, eu achava que esses lugares eram completamente fechados.

    Suas fotos estão incríveis, adorando a sua edição Taís (acho que já comentei isso antes rs).

    Ah assim que chegar em casa, vou assistir seu vídeo hehe

  4. Wow! Apenas. Que incrível! Eu ainda não assisti o seriado, preciso ver ASAP! Que cenário mais The Walking Dead…que medo tb! Foda demais. Certeza que foi uma das daquelas viagns que coloca a gente em uma perspectiva totalmente diferente e nos faz enxergar o quanto privilegiado somos, né?

  5. Caramba li esse post me imaginando lá!
    Deve ser mesmo surreal, inacreditável…
    E é como você disse, foi um desastre e tals mas de certa forma também tem sua beleza né… Muito louco pensar assim!
    Esse parque de diversões é algo sem palavras, eu vou ficar chocada se um dia tiver a oportunidade de ver pessoalmente.
    E a série Chernobyl é muito boa, eu assisti e cara… chocante!
    Ótimo post!!!

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

  6. Eu pirei demais com seus stories, Ta! E agora com o post! <3
    Deve ser uma experiencia surreal de filme de terror, de não acreditar estar ali no local aonde aconteceu o maior acidente nuclear (para mim, ainda mais depois de assistir a série).
    Com certeza está na lista de lugar para conhecer. Espero ter a oportunidade!

  7. Tais, seu port ta incrível!! O seu relato, suas fotos… alias, sua descrição de cenário apocalíptico é perfeita, porque eu tava tentando encontrar uma síntese pra isso. Adorei! E adorei que você leva a gente num tour desse, porque eu, como te disse, sou cagona e não tenho coragem rs… É surreal que você tenha vivido isso! E que vocÊ viva mais e mais coisas incriveis e venha aqui contar 🙂

  8. Surreeeaaaal Tááá! Nossa, que post! Suas fotos estão muito lindas, é como você falou, é um cenário tão apocalíptico e ao mesmo tempo tem uma beleza né…
    Que coisa mais assustadora tudo isso 😮
    Obrigada por compartilhar esta experiência conosco!
    Beijoo, Flora.

  9. Oi Thaís, tudo bem?
    Confesso que fiquei sem palavras depois que li sua postagem. Tenho curiosidade sobre o lugar, e acredito que deva ser uma experiência única ver tudo isso de perto. Espero poder um dia ter a oportunidade. O que mais me chocou nas suas fotos foi o fato de que a natureza realmente voltou com toda a glória. Quando vi aquelas árvores brotando em meio ao concreto fiquei impressionada.
    Fiquei imaginando também com relação aos animais, pois já tinha visto em um documentário que a vida selvagem na região simplesmente voltou a ser como antes da intervenção do homem.
    Obrigada por compartilhar com a gente.
    Abraços,
    Ava

  10. Guria, tu sabes que eu tenho um fascínio por essas histórias? É bem o que tu dissestes, é um misto de surrealismo, medo e beleza e fica difícil acreditar que tudo realmente aconteceu. Imagino o quão incrível essa experiência tenha sido pra ti. Quando eu tiver a oportunidade, com toda a certeza visitarei este lugar!

    Mais louco ainda deve ter sido assistir a série da HBO após a visita, né? Eu quase tive crises de ansiedade assistindo, porque é muito pesado. É totalmente diferente de assistir um TWD da vida, onde tudo é ficção, por exemplo, e Chernobyl, sabendo que tudo o que foi retratado realmente aconteceu. Que loucura.

    Voltarei mais tarde para assistir ao vídeo, porque agora estou meio sem tempo hahah 😛 beijinhos

  11. Nossa, que post incrível!
    Visitar lá deve ser uma experiência surreal mesmo, mas muito intensa né?
    E achei muito incrível saber mais sobre a história, sobre o que acontece lá atualmente…
    As fotos são tão lindas também! Realmente tem esse problema de ser algo que a gente não vê né? Nossa…
    Adorei!

  12. Sou muito curiosa para ver esse lugar de perto. A série da HBO foi muito boa, mas tenho certeza que estar no lugar e ouvir as histórias lá é ainda mais emocionante. É difícil acreditar a proporção que esse acidente teve pra história, deve ser surreal passar pela floresta vermelha.

    Adoro ler seus posts! As fotos também são demais 🙂

    Renata
    Rivière du Souvenir

  13. Oi Taís! Nossa, deve ser surreal DEMAIS fazer esse tour. Um lugar parado no tempo, com uma história TÃO impactante que parece ficção. Fiquei doida para assistir ‘The Russian Woodpecker’, também adoro uma teoria da conspiração. Hahaha!

    Sobre a série da HBO, eu também assisti e achei super bacana. Maaaas… acabei lendo um artigo com o ponto de vista de um jornalista russo-britânico e acho que dá sim para ponderar várias questões. Depois dá uma olhada: https://www.geonoticias.com.br/para-jornalista-russo-producao-de-sucesso-da-hbo-que-aborda-chernobyl-e-fundamentalmente-falsa/

    E parece que a Rússia está fazendo a sua própria série sobre Chernobyl, curiosa demais para assistir. Beijo, beijo :*

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